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Hormônio do crescimento - principais funções, sintomas da falta e do excesso do GH, como tratar as deficiências e os excessos

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021
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Hormônio do crescimento - principais funções, sintomas da falta e do excesso do GH, como tratar as deficiências e os excessos

O que é o hormônio do crescimento?

O hormônio do crescimento (GH) é produzido pela glândula hipófise, situada na base do crânio, e está presente em todas as pessoas normais. Ele é indispensável durante o período de crescimento porque, sem ele, a estatura adulta normal de uma pessoa não pode ser alcançada. A sigla GH, com a qual esse hormônio geralmente é citado, se refere à denominação em inglês do hormônio do crescimento: Growth Hormone.

Quais são as funções principais do hormônio do crescimento?

O GH é responsável pelo crescimento físico do corpo humano e pelo crescimento celular. Mas sua falta ou excesso podem trazer problemas, principalmente quanto à regulação do metabolismo.

A deficiência deste hormônio pode dar origem ao nanismo (indivíduos anões), doença caracterizada por uma estatura anormalmente baixa. Por sua vez, o excesso do GH pode causar crescimento exagerado de algumas partes do corpo (acromegalia) e/ou da estatura do indivíduo como um todo (gigantismo). Em crianças, o GH é responsável pelo desenvolvimento físico expressivo, podendo ser bastante bem visualizado no rápido aumento da estrutura corporal na puberdade (estirão). Nelas, o GH estimula o crescimento ósseo e de diversos outros tecidos corporais. Nos adultos, o GH estimula o sistema imune, participa do metabolismo da glicose, promove a queima de gordura e o aumento da massa muscular. A deficiência do GH se expressa, entre outras coisas, pelos sintomas da síndrome metabólica. O GH segue atuando sobre a construção do corpo humano ao longo de toda a vida e, por este motivo, sua presença precisa ser uma constante.

Leia sobre “Síndrome de Sheehan”, “Crescimento infantil” e “Dores de crescimento”.

Quais são os sintomas devidos à falta e ao excesso do hormônio do crescimento?

O valor normal das taxas sanguíneas do hormônio do crescimento é mais elevado em crianças do que adultos. Portanto, enquanto entre crianças a taxa de GH deve ficar entre 5 e 20 µg/L (micrograma por litro), os adultos devem ter níveis entre 3 e 5 µg/L. A deficiência do GH pode estar presente ao nascimento (congênita) ou desenvolver-se posteriormente (adquirida). A condição ocorre se a glândula pituitária produz muito pouco hormônio do crescimento, em razão de defeitos genéticos, lesão cerebral grave ou ausência da glândula pituitária. Às vezes, a deficiência do GH pode estar associada a níveis mais baixos de outros hormônios (pan-hipopituitarismo). Em alguns casos, não há uma causa clara identificada.

A deficiência ou excesso do GH se expressa por sinais físicos bem visíveis. A deficiência de GH se mostra em crianças pelo atraso do seu crescimento, o chamado nanismo. As crianças com deficiência de GH têm estatura anormalmente baixa, porém com proporções corporais normais. Em adultos, a produção do hormônio do crescimento pode ser afetada por traumas na hipófise, tumores, exposição elevada a radiação, quimioterapia, doenças infecciosas ou inflamatórias, entre outras. Além disso, doenças genéticas podem também acometer a produção desse hormônio. Em alguns casos, a deficiência do GH pode ser tratada com o uso do hormônio sintético. Se houver outras deficiências hormonais, outros hormônios também podem ser administrados em associação com o hormônio do crescimento.

Quando há produção em excesso, ocorre o crescimento exagerado de algumas partes do corpo, como mãos, pés, nariz e orelha, por exemplo. Essas alterações são, muitas vezes, acompanhadas de outros problemas graves de saúde, como insuficiência cardíaca, fraqueza e problemas de visão. Essa situação pode se apresentar durante a infância, a puberdade ou a vida adulta. Em adultos, um tumor é a causa mais comum de produção excessiva do GH. O tumor hipofisário primário geralmente é um tumor benigno, chamado adenoma da glândula pituitária. Os casos de acromegalia são causados porque o tumor secreta quantidades excessivas de hormônio do crescimento. Tumores não hipofisários são tumores em outras partes do corpo, como nos pulmões e no pâncreas, por exemplo, que também secretam diretamente o GH e causam acromegalia. Em alguns casos, esses tumores produzem um hormônio que libera o GH e que estimula a glândula pituitária a produzir mais GH.

Como tratar a deficiência ou o excesso do hormônio do crescimento?

A deficiência do GH pode ser corrigida com a reposição do hormônio sintético. Quanto mais cedo for feita a reposição, melhores serão os resultados. Ainda com relação à deficiência, com o avanço da tecnologia médica tornou-se possível inserir o gene do hormônio do crescimento em bactérias como a Escherichia coli, por exemplo, que por sua vez se tornam reprodutoras do hormônio do crescimento a ser utilizado nas mais diversas necessidades clínicas de reposição.

Nos casos de excesso, se o tumor for pequeno e não estiver comprimindo estruturas circunvizinhas, o tratamento pode ser feito com medicamentos que inibam a produção excessiva do hormônio, aliviando os principais sintomas da doença. Em casos de tumores maiores ou que estejam causando outros problemas, pode-se recorrer à cirurgia para a remoção do adenoma. Além disso, também existe a possibilidade de radioterapia ou de uma combinação dos vários tratamentos possíveis que devem ser avaliados individualmente.

Artigos relacionados: “Nanismo”, “Acromegalia” e “Síndrome de Proteus” e “Acondroplasia”.

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Harvard Health Publishing – Harvard Medical School e da Encyclopedia Britannica.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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