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Tetania: conceito, causas, características, diagnóstico e tratamento

Wednesday, March 16, 2016
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Tetania: conceito, causas, características, diagnóstico e tratamento

O que é tetania?

A tetania é um distúrbio caracterizado por contrações musculares tônicas intermitentes, acompanhadas de tremores, paralisias e dores musculares. A tetania não é uma doença, mas um sintoma que pode ocorrer em diversas doenças e condições médicas. A estimulação contínua do músculo faz com que ele permaneça contraído.

Quais são as causas da tetania?

A tetania é um sintoma de alterações bioquímicas e nada tem a ver com o tétano, que é uma infecção. A causa usual da tetania é a deficiência de sais de cálcio, mas também o excesso de fosfato, com desproporção cálcio/fosfato que pode desencadear espasmos musculares. Também a função diminuída da glândula paratireoide pode levar à tetania, bem como baixos níveis de dióxido de carbono. Recentemente, considera-se que níveis baixos de magnésio no sangue também sejam um dos fatores causais da tetania.

Qual é a fisiopatologia da tetania?

Hipocalcemia não é sinônimo de tetania, mas a principal de suas causas. Os baixos níveis de cálcio no fluido extracelular aumentam a permeabilidade das membranas neuronais ao sódio, provocando uma despolarização progressiva das membranas celulares, o que aumenta a possibilidade do efeito de contração dos potenciais de ação.

Isto ocorre porque o cálcio interage com a superfície exterior dos canais de sódio na membrana plasmática das células nervosas. Quando os íons de cálcio estão ausentes, o nível de tensão necessário para abrir canais de sódio dependentes de voltagem é significativamente alterado causando contração dos músculos esqueléticos periféricos.

Quais são os principais sinais e sintomas da tetania?

A tetania consiste em espasmos e contraturas musculares involuntárias, quase sempre dos músculos das mãos e dos pés, embora outros músculos (músculos da face, da laringe e das goteiras vertebrais, por exemplo) possam ser igualmente afetados. De início, esses espasmos são indolores, mas quando se tornam persistentes podem ser dolorosos. Assim, a tetania se expressa por contrações musculares que duram de alguns minutos até algumas horas, dedos em forma de cones ou dobrados e, às vezes, câimbras.

Nos casos de hipocalcemia, as manifestações clínicas variam entre os indivíduos dependendo do grau de déficit e da velocidade da queda. Em geral, a tetania é precedida de formigamento e adormecimento em volta da boca e das extremidades e de contrações tônicas dos músculos. O edema de papila também tem sido descrito nos casos de hipocalcemia. Podem ocorrer também sintomas extrapiramidais, associados à calcificação dos núcleos da base.

Como o médico diagnostica a tetania?

O diagnóstico da tetania é feito a partir dos sinais clínicos ou pelo fato do médico presenciar uma crise, o que é bem mais raro. Podem ser usadas também uma dosagem do cálcio sanguíneo e um eletromiograma para estudar a atividade espontânea e estimulada de um músculo afetado. Certos sinais semiológicos podem ajudar no diagnóstico: a oclusão da artéria braquial para provocar cãibras nos dedos (sinal de Trousseau) e, tocando o nervo facial logo anteriormente à orelha, para causar contração do nariz ou lábios sugerindo níveis baixos de cálcio (sinal Chvostek).

Como o médico trata a tetania?

O tratamento da tetania depende da sua causa. Quando se trata de uma deficiência de cálcio, as taxas serão ajustadas mediante suplementação da substância. Se a tetania for um dos elementos da espasmofilia (ou síndrome de hiperventilação), deve ser realizado um tratamento da crise dando segurança ao indivíduo, controle respiratório e eventual tratamento de longo prazo por um psicoterapeuta ou com o uso de medicamentos ansiolíticos quando necessários.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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