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Pancolite - O que é? Como fazer o diagnóstico e o tratamento? Tem prevenção?

Wednesday, February 1, 2023
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Pancolite - O que é? Como fazer o diagnóstico e o tratamento? Tem prevenção?

O que é pancolite?

A pancolite, também conhecida com os nomes de pancolite ulcerativa, colite extensiva ou colite universal, é uma forma que podem assumir 20% das colites ulcerativas, na qual o intestino grosso (cólon) está afetado em toda a sua extensão.

A colite ulcerativa, por seu turno, afeta apenas partes do intestino grosso, intercaladas por partes sadias. A colite ulcerativa e a pancolite pertencem ao grupo das chamadas doenças inflamatórias intestinais. Elas atingem a mucosa do intestino grosso e podem ser acompanhadas de úlceras em partes ou em todo o cólon.

Quais são as causas da pancolite?

Pancolite é um subtipo da colite ulcerativa que atinge o cólon em toda a sua extensão. A causa exata da colite ulcerativa não é conhecida, mas os cientistas acreditam que uma combinação de fatores pode levar ao desenvolvimento ou ao agravamento da doença:

  1. Uma predisposição genética, ou seja, algo com o qual a pessoa nasce.
  2. Uma reação anormal do sistema digestivo a bactérias no intestino.
  3. Estresse, dieta muito gordurosa ou o uso de anti-inflamatórios e certos antibióticos.
  4. Gatilhos desconhecidos, como vírus, bactérias, etc.
  5. Uma resposta imune anormal (autoimune), o que significa que o sistema imunológico ataca tecidos saudáveis do próprio indivíduo localizados no intestino grosso.

Além disso, um indivíduo também pode desenvolver pancolite se a colite ulcerativa de apenas uma pequena porção do cólon for deixada sem tratamento.

A pancolite pode se desenvolver em igualdade de proporções entre homens e mulheres e, embora possa se manifestar em pessoas de qualquer idade, é mais frequentemente diagnosticada entre 15 e 25 anos de idade.

Veja sobre "Flatulência ou excesso de gases", "Sangue nas fezes", "Íleo paralítico" e "Obstrução intestinal".

Quais são as características clínicas da pancolite?

A pancolite começa gradualmente e piora com o passar do tempo. As manifestações da pancolite podem variar de leves a graves. A maioria das pessoas tem períodos de remissão, com suspensão dos sintomas, que podem desaparecer por semanas ou anos.

Os sintomas típicos da pancolite incluem:

Como o médico diagnostica a pancolite?

O diagnóstico deve começar por uma história clínica, na qual o médico perguntará pelos sintomas. Em seguida, deve fazer um exame físico para ter uma ideia do estado da saúde geral do paciente. Então, o médico pode solicitar um exame de fezes e/ou um exame de sangue para descartar outras causas dos sintomas, como infecções bacterianas ou virais, por exemplo.

Provavelmente também será solicitado que o paciente faça uma colonoscopia, para examinar o revestimento interno do intestino grosso à procura de úlceras ou de qualquer outro tecido anormal. A colonoscopia também pode permitir que o médico encontre e remova quaisquer pólipos que possam estar presentes no cólon. Ainda durante uma colonoscopia, o médico pode coletar uma amostra de tecido do cólon para biopsiá-lo quanto a outras infecções ou doenças.

Amostras de tecido e remoção de pólipos podem ser necessárias se o médico acreditar que o tecido do cólon pode se tornar cancerígeno.

Leia sobre "Doença de Crohn" e "Pólipos intestinais podem virar câncer?"

Como o médico trata a pancolite?

Os tratamentos para pancolite dependem da gravidade das úlceras no cólon. O tratamento também pode variar de um paciente para outro, caso tenham alguma condição subjacente que tenha causado a pancolite ou se ela tiver provocado alguma complicação mais grave.

No que se refere a medicamentos, os mais comumente usados são os anti-inflamatórios, incluindo os aminossalicilatos orais, corticosteroides e supressores do sistema imunológico. Essas medicações podem ter efeitos colaterais importantes e por isso devem ser controladas pelo médico.

A cirurgia é a única cura radical para a pancolite e deve ficar reservada para casos muito graves em que possa ser necessário remover o cólon, em uma cirurgia conhecida como colectomia. Neste procedimento, será necessário também novo caminho para que os resíduos corporais saiam do corpo.

É muito importante também fazer mudanças no estilo de vida que podem ajudar a aliviar os sintomas: comer menos laticínios, evitar bebidas carbonatadas, reduzir a ingestão de fibras insolúveis, evitar bebidas com cafeína e álcool e fazer uso de multivitaminas.

Como evolui a pancolite?

A pancolite não tem uma cura definitiva, a não ser pela remoção integral do cólon. Ela é uma doença crônica e os sintomas variam ao longo do tempo. Contudo, em cerca de metade dos casos, os sintomas são leves e os sintomas mais graves respondem bem às medicações.

O curso da doença é oscilante e a pessoa pode ter períodos de interrupção ou agravamento dos sintomas. Com o passar do tempo, o risco de câncer do cólon vai aumentando gradativamente. Além disso, a pancolite não tratada pode levar à perfuração do intestino ou ao megacólon tóxico.

Quais são as complicações possíveis com a pancolite?

As pessoas com pancolite estão sujeitas a várias complicações como:

  1. Maior risco de desenvolver câncer de intestino, principalmente se sofrem da doença há vários anos.
  2. Incidência maior de colectomia (remoção cirúrgica de todo ou parte do cólon).
  3. Megacólon tóxico, em que o cólon pode dilatar agudamente quando a inflamação se torna muito grave.
  4. Anemia, devido à perda de sangue dos intestinos inflamados.
  5. Colite fulminante, uma forma rara, mas grave, de pancolite.
Saiba mais: "Probióticos e Prebióticos", "Disbiose", "Exame parasitológico de fezes" e "Transplante de fezes ou terapia bacteriana".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Mayo Clinic e da Cleveland Clinic.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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