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Coma hiperosmolar hiperglicêmico: como ele é?

Thursday, September 4, 2014
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Coma hiperosmolar hiperglicêmico: como ele é?

O que é coma hiperosmolar hiperglicêmico?

O coma hiperosmolar hiperglicêmico é uma complicação do diabetes mellitus em que o elevado nível de açúcar no sangue causa coma e, com frequência, morte.

Quais são as causas do coma hiperosmolar hiperglicêmico?

O coma hiperosmolar hiperglicêmico ocorre em pacientes diabéticos, geralmente precedido por um estado hiperglicêmico precipitado por infecções, infarto agudo do miocárdio, ataque cerebral, pancreatite aguda, uso de diuréticos, hemodiálise ou uremia. O coma hiperglicêmico pode ocorrer mesmo em pacientes com formas brandas da doença porque a insulina pode não ser suficiente para impedir a elevação do nível de glicose no sangue.

Quais são os principais sinais e sintomas do coma hiperosmolar hiperglicêmico?

O coma é o estado de abolição total da consciência com preservação de funções vitais como circulação, respiração, excreção, etc. O período prodrômico do estado hiperosmolar hiperglicêmico que leva ao coma pode durar vários dias ou semanas, sendo uma condição bem menos comum que a cetoacidose diabética. Ele se caracteriza por hiperglicemia grave, taquipneia, hiperosmolaridade, desidratação, sinais de choque e ausência de cetoacidose. Além disso, estão também presentes os sintomas devidos ao fator desencadeante. Antes que o paciente entre em coma, há alterações neurológicas como convulsões, letargia, confusão mental, delírio, nistagmo, dentre outras.

Como o médico diagnostica o coma hiperosmolar hiperglicêmico?

O estado de coma é facilmente diagnosticável pela ausência de consciência. Sua natureza hiperosmolar hiperglicêmica pode ser determinada através de análises sanguíneas dos níveis de glicose sanguínea. Em geral, os níveis de glicemia encontrados são superiores a 800mg/dl. De início, devem ser determinados a glicemia capilar, a glicemia arterial, o estado da função renal, hemograma e exame de urina. Também devem ser feitos um eletrocardiograma e uma radiografia de tórax. Uma hiperglicemia acima de 600 mg/dl já é capaz de causar a disfunção e falência de vários órgãos, especialmente olhos, rins, nervos, coração e vasos sanguíneos.

Como o médico trata o coma hiperosmolar hiperglicêmico?

O paciente deve ser transportado ao hospital o mais rapidamente possível e internado em uma unidade de terapia intensiva. Uma das primeiras providências deve ser cuidar para que as vias aéreas do paciente estejam permeáveis. Se for necessário, deve-se passar uma cânula orotraqueal para administrar oxigênio. Deve-se também obter um acesso venoso duradouro porque durante o processo devem ser recolhidas várias amostras de sangue para análises, bem como serem feitas abundantes administrações de líquidos e medicações. A reposição volêmica deve ser iniciada prontamente, pois apenas a hidratação adequada reduz as complicações do quadro. A reposição de insulina deve ser iniciada em seguida, bem como precisa ser estabelecido o equilíbrio de sódio e potássio no organismo. O paciente deve ser monitorado quanto aos seus ritmos biológicos, especialmente cardíacos e respiratórios.

Como evolui o coma hiperosmolar hiperglicêmico?

Devidamente tratado, o coma hiperosmolar hiperglicêmico é reversível; quando não tratado, pode levar à morte. Em todos os casos, é uma situação que exige cuidados médicos importantes.

Como prevenir o coma hiperosmolar hiperglicêmico?

A melhor maneira de prevenir o coma hiperosmolar hiperglicêmico é manter um controle adequado do diabetes e evitar ou tratar prontamente os fatores precipitantes.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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