AbcMed

Diabetes tipo 2

Tuesday, January 31, 2023
Avalie este artigo
Diabetes tipo 2

O que é diabetes tipo 2?

O diabetes tipo 2 é uma doença crônica em que o corpo não consegue controlar os níveis de açúcar no sangue de maneira eficiente devido a uma resistência à insulina, que torna difícil para a glicose penetrar nas células e, assim, ela se acumula no sangue. O diabetes tipo 2 é o tipo mais comum de diabetes mellitus e geralmente se desenvolve em adultos acima dos 40 anos, mas também pode afetar crianças e pessoas mais jovens.

No diabetes tipo 1, anticorpos do sistema imunológico da pessoa atacam as células que produzem a insulina. Com isso, o organismo não produz o hormônio em quantidades suficientes para manter os níveis de açúcar dentro da normalidade. Já no caso do diabetes tipo 2, durante certo tempo, a pessoa produz insulina normalmente, porém, ao longo dos anos, devido a maus hábitos alimentares, sedentarismo ou predisposição genética, o paciente passa a apresentar resistência aos efeitos da insulina de fazer a glicose penetrar nas células, fazendo com que ela permaneça no sangue, onde seus níveis se tornam altos.

Quais são as causas da diabetes tipo 2?

O diabetes tipo 2 ocorre quando o corpo não consegue usar eficientemente a insulina para fazer a glicose penetrar nas células. Alguns fatores que podem contribuir para o desenvolvimento do diabetes tipo 2 incluem:

O risco de desenvolver diabetes tipo 2 também é maior:

Qual é o substrato fisiopatológico do diabetes tipo 2?

O diabetes tipo 2 se caracteriza por níveis elevados de açúcar no sangue porque o corpo não utiliza adequadamente a insulina para fazer a glicose penetrar nas células, onde ela deveria cumprir o seu papel de gerar energia.

Com isso, a glicose se acumula no sangue e pode provocar sintomas como fadiga, sede excessiva, vontade frequente de urinar e aumento do apetite. A longo prazo, o excesso de glicose no sangue pode danificar os vasos sanguíneos e os nervos e provocar complicações graves.

Leia sobre "Como medir os níveis de glicose no sangue", "Novo método para medir a taxa de glicose no sangue" e "Glicemia média estimada".

Quais são as características clínicas do diabetes tipo 2?

Os sintomas do diabetes tipo 2 podem variar de pessoa para pessoa e nem todas as pessoas com a doença apresentam todos os sintomas. Além disso, o diabetes é uma enfermidade silenciosa e nem sempre apresenta sintomas. Algumas das características clínicas mais comuns do diabetes tipo 2 incluem:

  • Aumento da sede e da produção de urina.
  • Fome constante, porque o corpo não consegue usar devidamente a glicose ingerida, motivando uma sensação constante de fome.
  • O nível inadequado de açúcar no sangue pode levar a uma sensação de permanente fadiga e cansaço.
  • A perda de peso pode ocorrer mesmo com aumento da fome, uma vez que o corpo tenta obter energia de outras fontes em vez do açúcar no sangue.
  • Visão turva, em virtude de acúmulo de açúcar nos tecidos dos olhos.
  • Pele seca e escamosa.
  • Feridas que demoram a cicatrizar, devido ao açúcar elevado no sangue.
  • Infecções frequentes.

Como o médico diagnostica o diabetes tipo 2?

O diagnóstico de diabetes tipo 2 é baseado em histórico clínico, sintomas e resultados de exames de sangue que medem os níveis de glicose circulante.

O exame inicial consiste em medir a glicemia após um jejum de 8 horas. Pode ser feito também um teste de tolerância oral à glicose, no qual o paciente deve beber uma solução padronizada de glicose e ter os níveis de glicose no sangue medidos 2 horas depois, os quais são comparados com valores tidos como normais.

Além desses exames, pode ser feito o exame da hemoglobina glicosilada, que mede a quantidade de glicose ligada à hemoglobina nos últimos 2-3 meses. Se os resultados do teste forem acima do limite normal, o paciente pode ter diabetes.

Ademais, o médico também pode realizar outros exames, como o exame de doppler de artérias renais e o teste de microalbuminúria, para avaliar o risco de complicações relacionadas ao diabetes.

Não é apenas um exame de glicemia com valores acima do normal que define o diagnóstico de diabetes. Um médico endocrinologista deve acompanhar o paciente para estabelecer o diagnóstico correto, bem como orientar sobre o tratamento necessário para evitar complicações futuras.

Como o médico trata o diabetes tipo 2?

Embora não haja cura para o diabetes tipo 2, ele pode ser controlado. Os tratamentos disponíveis para a condição abrangem medidas para controlar os níveis de açúcar no sangue.

Mudanças de estilo de vida são o primeiro passo para o controle do diabetes, e incluem a perda de peso e exercício físico de rotina, sempre a longo prazo. Essas medidas podem ser suficientes para manter os níveis de açúcar no sangue dentro da faixa normal em alguns indivíduos.

Medicamentos também podem ser necessários para controlar os níveis de açúcar no sangue. Existem vários tipos de medicamentos disponíveis, incluindo aqueles que ajudam o corpo a produzir mais insulina, aqueles que auxiliam o corpo a usar a insulina de forma mais eficiente e medicamentos que diminuem a produção de açúcar no fígado. O tipo de medicamento mais conveniente para cada caso, bem como a sua dosagem, devem ser determinados pelo médico de acordo com as necessidades individuais de cada paciente.

Quais são as complicações possíveis do diabetes tipo 2?

Se não for tratado adequadamente, o diabetes tipo 2 pode levar a complicações graves, como doenças cardíacas, doenças nos rins e problemas de visão.

Saiba mais sobre "Pré-diabetes", "Retinopatia diabétia", "Nefropatia diabética" e "Cetoacidose diabética".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Biblioteca Virtual em Saúde e da Mayo Clinic.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Comentários