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Bulectomia - cirurgia para bolhas de ar nos pulmões

quarta-feira, 8 de abril de 2020
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Bulectomia - cirurgia para bolhas de ar nos pulmões

O que é bulectomia?

Chama-se bulectomia à cirurgia realizada para remover grandes áreas de bolsas (bolhas) de ar do pulmão, sem retirar o tecido pulmonar propriamente dito.

Quais são as causas das bolhas pulmonares?

Essas bolhas geralmente resultam de uma doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), como a causada comumente por enfisema, fumo ou exposição prolongada à fumaça de gases.

Saiba mais sobre "Doença pulmonar obstrutiva crônica", "Parar de fumar" e "Fumante passivo".

Qual é o substrato fisiológico das bolhas pulmonares?

Normalmente, os pulmões são constituídos por muitos pequenos sacos aéreos chamados alvéolos, os quais ajudam a transferir oxigênio do ar aspirado pelos pulmões para a corrente sanguínea. Quando os alvéolos são danificados, eles formam espaços maiores chamados bolhas. Essas bolhas, por não terem a estrutura citológica dos alvéolos, não conseguem transferir oxigênio para o sangue.

Com o tempo essas bolhas vão crescendo, se aglutinando e tomando cada vez mais espaço nos pulmões. Elas, que geralmente têm o tamanho de um centímetro, podem em casos extremos atingir até 20 centímetros (bolha gigante). As bolhas aumentam o espaço fisiologicamente morto do tecido pulmonar normal e comprimem o tecido circundante, ocasionando maiores dificuldades respiratórias ou outros problemas de saúde para os pacientes.

Para quem deve ser recomendada a bulectomia?

A bulectomia deve ser recomendada para pacientes com bolhas gigantes, tomando grandes espaços do volume torácico e comprimindo o parênquima adjacente relativamente normal. Também está indicada em casos de dispneia grave, infecções respiratórias repetidas e pneumotórax espontâneo. O tamanho e o volume de bolhas é o fator mais importante em relação à capacidade de ventilação após a bulectomia.

Em que consiste a bulectomia?

Com as bolhas, os pulmões se dilatam, aumentam de tamanho e forçam o tórax. A pessoa pode ficar com o peito estufado e com falta de ar. O objetivo da cirurgia é reduzir o tamanho dos pulmões para permitir que eles se encaixem melhor na cavidade torácica, melhorando a sensação de falta de ar. A bulectomia é um procedimento no qual são removidos 20 a 30% das partes mais alteradas dos pulmões.

A cirurgia remove as bolhas, permitindo que o tecido pulmonar saudável ao redor se expanda e exerça suas funções com mais eficiência. A retirada da bolha permite a re-expansão pulmonar, melhorando assim a respiração do paciente.

Numa técnica mais tradicional, o cirurgião de tórax praticará uma incisão (corte) no esterno (esternotomia), as áreas mais danificadas dos pulmões são removidas e o tórax é novamente fechado. Ou, então, a bulectomia, mesmo de bolhas gigantes, pode ser feita por uma bulectomia torácica videoassistida (VATS). Nela o cirurgião faz um pequeno corte próximo à axila ou vários pequenos cortes no peito, nos quais ele irá inserir instrumentos cirúrgicos para ver o interior do pulmão em uma tela de vídeo. Assim, ele removerá as bolhas e outras partes afetadas do pulmão do paciente e, por fim, fechará os cortes com suturas. O tempo de duração de uma bulectomia é de cerca de 3 horas e o tempo de permanência no hospital varia de 3 a 5 dias.

Após a cirurgia haverá dor, de moderada a severa, mas uma variedade de métodos é usada para controlar a dor. A própria anestesia epidural que o paciente receberá pode administrar analgésicos diretamente na medula espinhal, mas o paciente receberá outros analgésicos ainda na sala de operações para ajudar a reduzir a dor quando acordar.

Como em todas as grandes cirurgias torácicas, existem riscos de sangramento, infecção, vazamentos de ar, insuficiência respiratória, ataque cardíaco, batimentos cardíacos irregulares, derrame, coágulos sanguíneos no pulmão e, às vezes, morte.

Leia sobre "Tosse seca persistente" e "Falta de ar".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas dos sites do LHSC - London Health Sciences Center e do Michigan Medicine – University of Michigan.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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