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Cistografia: o que é? Quem deve e quem não deve fazer? Em que consiste? Quais são as complicações possíveis?

Monday, December 15, 2014
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Cistografia: o que é? Quem deve e quem não deve fazer? Em que consiste? Quais são as complicações possíveis?

O que é cistografia?

A cistografia é um procedimento diagnóstico que utiliza imagens de raios X contrastados para examinar a dinâmica urinária da bexiga. Para isso, uma substância radiopaca é injetada na bexiga, através de um cateter introduzido pela uretra, o que faz com que o órgão possa ser visto mais claramente. Em seguida são tomadas radiografias da bexiga.

Quem deve fazer uma cistografia?

Pode haver várias razões para o médico recomendar a cistografia. Ela pode ser realizada para pesquisar a causa de hematúria, de infecções recorrentes do trato urinário ou para avaliar o estado do sistema urinário. A cistografia também pode ser usada para avaliar as causas de problemas como o esvaziamento da bexiga, a incontinência urinária, obstruções e estreitamentos dos ureteres ou da uretra, bem como o crescimento da próstata. Ela pode ainda ser realizada antes e depois de certas operações da coluna vertebral para avaliar possíveis problemas com os nervos da bexiga a partir da espinha ou após um trauma e para avaliar um eventual dano à parede da bexiga. A cistografia pode indicar a qualidade do esvaziamento da bexiga durante a micção e se há refluxo da vesícula para os ureteres e para os rins.

Quem não deve fazer uma cistografia?

Mulheres que estejam ou suspeitem estar grávidas não devem se submeter à cistografia, porque a exposição à radiação durante a gravidez pode levar a defeitos congênitos do feto. Pacientes alérgicos ou sensíveis a medicamentos, anestésicos locais, iodo ou látex ou com insuficiência renal devem informar essas condições a seu médico. Outras limitações à cistografia são: cirurgia recente da bexiga, obstrução, dano ou ruptura da uretra, infecção aguda do trato urinário.

Em que consiste a cistografia?

Antes do exame o médico dará instruções específicas sobre a dieta que deve ser observada. O paciente deve informar ao médico se é sensível ou alérgico a algum medicamento e notificá-lo de toda medicação que esteja tomando. Um laxativo deve ser tomado na noite anterior ao procedimento, para limpar os intestinos de qualquer resíduo que possa interferir com o exame e uma profilaxia com antibióticos pode ser feita no dia que antecede o exame. A cistografia pode ser realizada em ambulatório ou em um hospital, se o paciente estiver internado. O exame não provoca dor, podendo apenas haver algum incômodo quando da passagem do cateter. Geralmente, o paciente será solicitado a esvaziar a bexiga antes do procedimento. Em seguida, será colocado deitado de costas na mesa de raios-X e um cateter será introduzido na sua bexiga, via uretra, para injeção do meio de contraste. Com pacientes do sexo masculino, um escudo de chumbo será colocado de modo a proteger os testículos da radiação dos raios-X. Após a injeção do contraste serão tomadas várias radiografias do sistema urinário, em diferentes posições. Então o cateter será removido e o paciente será solicitado a urinar, após o que será tomada uma última radiografia, pós-miccional. Após o procedimento o paciente pode retomar suas atividades normais, sem nenhum cuidado especial, devendo apenas beber mais líquidos que habitualmente, para ajudar a eliminar o contraste e prevenir infecções da bexiga.

Quais são as complicações possíveis da cistografia?

Normalmente, não há complicações associadas à cistografia. Pode ocorre infecção urinária, como resultado da passagem de um cateter na uretra durante o procedimento. Isso pode também deixar uma irritação transitória ao urinar e causar algum grau de hemorragia ou hematúria. Os riscos associados com a exposição à radiação estão relacionados com o número cumulativo de exames de raios X e/ou tratamentos durante um longo período de tempo.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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