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Histerossalpingografia - como se preparar para o exame? O que pode ser observado?

Friday, August 5, 2016
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Histerossalpingografia - como se preparar para o exame? O que pode ser observado?

O que é histerossalpingografia?

A histerossalpingografia, também chamada uterossalpingografia, é um exame de raios-X com contraste, realizado para examinar o útero e as trompas de Falópio. Um raio-X é um exame médico não invasivo que consiste em expor uma parte do corpo a uma pequena dose de radiação ionizante para produzir imagens do interior do corpo. No caso, do interior do útero e das trompas de Falópio.

Por que fazer uma histerossalpingografia?

Geralmente a histerossalpingografia é feita em mulheres que estão tendo dificuldade para engravidar, mas ela também serve para investigar abortos resultantes de anormalidades dentro do útero e para detectar a presença de massas tumorais, aderências e miomas uterinos.

Ocasionalmente, a histerossalpingografia pode desbloquear as trompas de Falópio que estejam obstruídas e permitir que a paciente que esteja tendo dificuldades de engravidar se torne grávida em seguida. A histerossalpingografia também pode ser usada para avaliar se há obstruções das trompas de Falópio e para monitorizar os efeitos posteriores de uma eventual cirurgia tubária.

Leia os artigos sobre "Aborto" e "Miomas uterinos".

Quando não fazer uma histerossalpingografia?

A histerossalpingografia não deve ser realizada quando a mulher tem uma condição inflamatória ativa ou algumas outras doenças pélvicas. Informe ao médico se você tem alguma infecção pélvica crônica ou uma doença sexualmente transmissível (DST). Diga a ele, também, se há uma possibilidade de que você esteja grávida e discuta quaisquer doenças recentes, condições médicas, alergias e medicamentos que você esteja tomando.

Veja mais nos artigos sobre "Doenças sexualmente transmissíveis" e "Sintomas precoces de gravidez".

Como se preparar para a histerossalpingografia?

De preferência, a histerossalpingografia deve ser realizada no intervalo entre a menstruação e a ovulação, para se ter certeza de que a mulher não está grávida. Na noite anterior ao procedimento, a mulher deve tomar um laxante ou um enema, de modo a esvaziar seus intestinos, para que o útero e as estruturas circundantes possam tornar-se visíveis com clareza.

Antes do procedimento, pode ser administrado um sedativo leve e alguns médicos prescrevem também um antibiótico preventivo. A paciente deve informar ao médico sobre quaisquer medicamentos que esteja tomando e se há algum tipo de alergia, especialmente para meios de contraste iodados. Durante o exame a paciente deve remover joias, aparelhos dentários removíveis, óculos, quaisquer objetos de metal e suas roupas e trocá-las por um vestuário leve, geralmente fornecido pelo local do exame.

Saiba mais sobre "Menstruação" e "Ovulação".

Como é feita a histerossalpingografia?

O procedimento da histerossalpingografia é semelhante a um exame ginecológico comum e é feito em regime ambulatorial, durando cerca de 30 minutos. A paciente é posicionada de costas sobre a mesa de exame, com os joelhos dobrados ou seus pés são levantados com estribos, como em uma mesa ginecológica.

Histerossalpingografia

Um espéculo é introduzido na vagina da paciente. O colo do útero é, em seguida, higienizado e esterilizado e nele é inserido um cateter. Neste momento, algumas mulheres sentem desconforto ou dor leve. O espéculo é posteriormente removido e a paciente é posicionada sob a câmara de fluoroscopia.

Em seguida, a cavidade uterina, as trompas de Falópio e a cavidade peritoneal começam a ser preenchidas com o material de contraste e as imagens começam a ser tomadas, para avaliar sua anatomia e função. O equipamento utilizado para este exame consiste em uma tabela radiográfica, um ou dois tubos de raios-x e um monitor de televisão localizado na sala de exame.

A fluoroscopia converte os raios X em imagens de vídeo, as quais são utilizadas para seguir e orientar o progresso do procedimento. Esta técnica especial faz com que seja possível para o médico visualizar o interior dos órgãos, em movimento, e tomar fotografias ou filmes que podem ser armazenados em um computador. Quando o exame está terminado, o cateter é removido e a paciente tem permissão para sentar-se.

E depois da histerossalpingografia?

Após a histerossalpingografia pode haver um leve desconforto e cólicas em virtude do material de contraste ter sido injetado, mas isso deve durar pouco. Também pode haver uma ligeira dor abdominal, devida a uma irritação do peritôneo, mas esta também deve ser mínima e não duradoura. A maioria das mulheres experimenta algum pequeno sangramento vaginal por alguns dias após o exame, o que é normal.

Quais são as complicações possíveis da histerossalpingografia?

Raramente há alguma complicação com a histerossalpingografia, quando ela é feita com os devidos cuidados. Pelo contrário, as trompas de Falópio podem ocasionalmente serem desobstruídas, permitindo que a paciente que vinha tentando sem sucesso uma gravidez, consiga engravidar. No entanto, se o procedimento for executado na vigência de uma inflamação ativa, haverá o risco de agravamento desta condição. E, quando aplicado a mulheres grávidas, pode ocasionar anomalias fetais ou abortos.

Saiba mais sobre a saúde da mulher lendo "Guia especial sobre saúde da mulher", "Cólica menstrual ou dismenorreia. Como lidar com ela?" e "TPM: como reduzir os efeitos da tensão pré-menstrual?".

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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