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Mamotomia

quinta-feira, 30 de abril de 2020
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Mamotomia

O que é mamotomia?

A mamotomia, também chamada Biópsia Percutânea Assistida a Vácuo, é uma biópsia que pode ser feita ambulatorialmente e que tem como objetivo esclarecer alterações observadas em uma mamografia. Ela é uma alternativa à biópsia tradicional, obtida por meio de cirurgia.

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Como se realiza a mamotomia?

Nenhum preparo prévio é necessário, mas para que a mamotomia possa ser realizada, o médico assistente precisa ordenar a suspensão de anticoagulantes que a paciente possa estar tomando sete dias antes e dois dias após o procedimento.

A biópsia pode ser guiada por ultrassonografia ou por mamografia estereotáxica, dependendo do tipo de lesão e de em qual método de imagem o achado será melhor identificado. No caso de mamotomia guiada por estereotaxia, a paciente é deitada em uma maca especial, a mama é comprimida de forma semelhante à mamografia tradicional e a lesão é localizada e biopsiada.

A mamotomia é uma técnica que obtém fragmentos de tecido por meio de um procedimento que utiliza um conjunto de agulhas de grosso calibre, uma dentro da outra e acopladas em um dispositivo que irá acionar a movimentação das agulhas, assim como o corte, produzindo a aspiração por vácuo. Ao acionar o mecanismo de corte, são obtidos os fragmentos de tecido, e retirados por meio da agulha guia. A ultrassonografia ou a mamografia estereotáxica podem guiar o posicionamento da agulha durante a biópsia.

O procedimento tem precisão máxima na retirada do material suspeito por utilizar o sistema de corte a vácuo e ser guiado por imagem.

É feita uma anestesia local e praticada uma pequena incisão na pele, por onde deve-se entrar com a agulha que é guiada de forma exata até a lesão de interesse. O processo é relativamente simples e a grande maioria das pacientes o aceita de forma tranquila. Dura aproximadamente uma hora, mas a paciente deve permanecer na clínica por cerca de duas horas, tempo que inclui o período de repouso e a avaliação médica.

E depois da mamotomia?

O material recolhido na biópsia deve ser enviado a um laboratório de anatomopatologia para análise citológica. Grande parte das biópsias mamárias revelam material benigno, mas caso a alteração seja identificada como maligna, o fato de ter um diagnóstico precoce dará ao profissional a oportunidade de decidir a melhor abordagem de tratamento ou, caso ache necessária, uma cirurgia.

Como algumas alterações benignas podem ser precursoras de câncer, a biópsia pode ser complementada com a retirada de uma maior quantidade de tecido, por meio de cirurgia. Caso as lesões sejam pequenas e benignas, há possibilidade de retirada completa da lesão com esse procedimento. Nos casos em que a lesão é totalmente removida, é colocado um clipe marcador de Titânio no local da incisão. Este clipe permite a identificação do local da lesão, para o controle radiológico posterior ou para guiar o mastologista, no caso de necessidade de uma eventual cirurgia.

Se, eventualmente, ocorrer sangramento após a mamotomia, alguns cuidados simples serão necessários: normalmente, gelo e compressão local são suficientes.

Após a mamotomia, a mama afetada pode ficar algo dolorida, mas um analgésico comum ajuda a aliviar a dor e o desconforto. Durante alguns dias pode haver aumento de sensibilidade da mama e inchaço, resultados que são normais e que desaparecem espontaneamente.

Pode haver casos em que a quantidade de tecido retirada não seja suficiente e a paciente tenha de ser chamada para um novo procedimento.

Após o procedimento, a paciente deve evitar molhar o curativo por 24 horas e evitar esforço físico nos próximos dois dias.

Veja também sobre "Mastalgia", "Mamas caídas", "Fibroadenomas" e "Plástica das mamas".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas dos sites do Hospital São José, do CEPEM – Centro de Estudos e Pesquisa da Mulher e da UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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