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Orquidopexia para corrigir a criptorquidia: quando deve ser feita?

sexta-feira, 12 de junho de 2015
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Orquidopexia para corrigir a criptorquidia: quando deve ser feita?

O que é orquidopexia?

Orquidopexia é o procedimento cirúrgico para correção da criptorquidia. Consiste na fixação dos testículos nas paredes da bolsa escrotal.

O que é criptorquidia?

Os testículos se formam dentro do abdome e normalmente descem através do canal inguinal até a bolsa escrotal, pouco antes do nascimento ou excepcionalmente o fazem até os quatro meses de vida. Se eles não descerem até seis meses de idade, é pouco provável que o façam espontaneamente e será necessária uma cirurgia para fixá-los na bolsa escrotal. Essa cirurgia, denominada orquidopexia, é muito simples. Existem várias razões pelas quais é preciso fazê-la. Além de que sem ela a genitália não assume sua aparência normal, a maior temperatura dentro do abdome impede a produção e função dos espermatozoides, prejudicando ou até abolindo a fertilidade. Esses testículos também têm maior chance de desenvolverem câncer ou sofrerem uma torção, resultando em um quadro de abdome agudo.

Quem deve realizar a orquidopexia?

Se os testículos não desceram para a bolsa escrotal até os dois anos, a cirurgia deve ser feita sem mais demora. A orquidopexia pode ser realizada também em casos de ectopia testicular, ou seja, localização dos testículos fora do trajeto normal de descida, podendo ser encontrado no tecido subcutâneo, na região crural ou femoral, na base do pênis e até mesmo no períneo.

Em que consiste a orquidopexia?

Na orquidopexia pode ser utilizada anestesia geral ou raquidiana. Uma pequena incisão é feita na virilha para mobilização dos testículos e outra na parede da bolsa escrotal, para fixação deles. Também pode ser feita por uma pequena incisão no abdome por onde são introduzidos instrumentos de laparoscopia, uma pequena câmera com luz que produz imagens do interior da cavidade abdominal, para a localização do testículo retraído. Se o mesmo é encontrado, a laparoscopia também pode ser utilizada para conduzir o testículo até a bolsa escrotal, porque ela serve tanto para o diagnóstico, quanto para o tratamento dessa condição. No pós-operatório da orquidopexia deve-se ter os cuidados pertinentes aos pós-operatórios em geral, mas quase sempre ele é simples. Em quase todos os casos, as crianças voltam para casa no mesmo dia em que a cirurgia é realizada.

Como evolui a orquidopexia?

A maioria dos casos de criptorquidia é resolvida espontaneamente, sem tratamento, mas quando necessária, a correção cirúrgica geralmente tem êxito. O testículo que não desce para a bolsa escrotal até um ano de idade tem maior chance de desenvolver câncer, mesmo depois de posicionado corretamente.

Quais são as complicações possíveis da orquidopexia?

Com os cuidados e a técnica corretos não é de esperar-se por complicações, contudo, infecções ou sangramentos podem ocorrer em qualquer operação. Raramente ocorrem lesões dos vasos sanguíneos do testículo ou do ducto deferente, retração ou atrofia testicular ou se necessita de uma segunda cirurgia para fazer os testículos chegarem à bolsa escrotal. Se for o caso, essa cirurgia deve ser realizada cerca de um ano após a primeira.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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