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Osteopatia - conceito, técnicas, benefícios e contraindicações

segunda-feira, 2 de outubro de 2023
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Osteopatia - conceito, técnicas, benefícios e contraindicações

O que é osteopatia?

A osteopatia (grego: osteon = osso + páthos = doença) é uma forma de medicina alternativa que utiliza técnicas manuais para movimentar, posicionar e alongar partes do corpo, visando a prevenção e tratamento de distúrbios musculoesqueléticos. A osteopatia foi desenvolvida pelo médico norte-americano Andrew Taylor Still no final do século XIX; sua premissa básica é a ideia de que o corpo tem a capacidade inata de se curar e que qualquer distúrbio na estrutura e função do corpo pode afetar a saúde geral.

Os osteopatas procuram identificar e corrigir disfunções no corpo para facilitar a autorregulação e o processo natural de cura. É frequente confundir-se a osteopatia com a quiropraxia, uma vez que são parecidas. Porém, a osteopatia é mais abrangente e atua sobre todos os sistemas corporais. Já a quiropraxia é uma técnica mais pontual, que só atua na parte estrutural do corpo, sobretudo na coluna vertebral, corrigindo bloqueios vertebrais, alinhando os ossos e aliviando o incômodo.

A condição profissional e a aceitação da osteopatia varia de país para país. Muitos representantes da Medicina tradicional argumentam que não há evidência suficiente de que as práticas osteopáticas sejam úteis no tratamento de qualquer condição médica. No Brasil, os profissionais Osteopatas são registrados no Registro Brasileiro dos Osteopatas. Para o exercício da ocupação Osteopata (a osteopatia não é considerada uma profissão e, sim, uma ocupação), é exigida formação osteopática, segundo modelos de formação sistematizados pela OMS, para profissionais com diploma de graduação prévia em medicina ou fisioterapia ou graduação específica em osteopatia. Em 2001, o Conselho Federal de Fisioterapia reconheceu a Osteopatia como especialidade da Fisioterapia.

Leia mais sobre "Fibromialgia", "Hérnia de disco", "Hérnia de disco extrusa" e "Alterações posturais".

Quais são as técnicas usadas pelos osteopatas?

O foco principal de atenção dos osteopatas é a dor. Para tratá-la, eles usam uma variedade de técnicas de manipulação, incluindo:

  1. Manipulação das articulações, que consiste em movimentos rápidos e controlados, e mobilização articular, que consiste em movimentos lentos e rítmicos. Ambas têm como objetivo produzir relaxamento, melhorar a mobilidade e reduzir a dor.
  2. Técnicas de tecidos moles, compreendendo massagens e alongamentos para liberar a tensão nos músculos e tecidos conjuntivos. Os tecidos moles referem-se a estruturas não ósseas do corpo, como músculos, tendões, ligamentos, fáscias, nervos e vasos sanguíneos. As técnicas específicas para tratar os tecidos moles são conhecidas como "técnicas de tecidos moles" ou "técnicas de liberação miofascial". Essas técnicas têm como objetivo relaxar e alongar os músculos e liberar aderências e restrições na fáscia (invólucro de tecido conjuntivo que envolve os músculos e órgãos).
  3. Técnicas viscerais, que correspondem à manipulação suave de órgãos internos do corpo, como vasos sanguíneos, nervos e outros tecidos moles que compõem o sistema visceral, para melhorar a mobilidade e função deles e ativar a circulação sanguínea e linfática.
  4. Técnicas cranianas para restaurar equilíbrio das estruturas do crânio, da coluna cervical e das membranas que os envolve, para melhorar a função do sistema nervoso e outros sistemas do corpo.
  5. Técnicas musculoesqueléticas, que envolvem avaliação e tratamento de músculos e ossos, visando restaurar o equilíbrio muscular e corrigir possíveis desalinhamentos.

Para escolher a técnica mais adaptada a cada caso, os osteopatas avaliam o paciente levando em consideração o histórico médico, os sintomas e realizam exames físicos. Com isso, determinam o diagnóstico e o plano de tratamento. Além disso, os osteopatas podem recomendar exercícios específicos para ajudar a fortalecer áreas enfraquecidas, melhorar a postura e aumentar a flexibilidade.

Quais são os benefícios da osteopatia?

A osteopatia é frequentemente usada para tratar condições musculoesqueléticas, como dores nas costas, lesões esportivas, enxaquecas e distúrbios articulares. Entre seus benefícios contam-se o alívio das dores musculares e articulares, incluindo dores nas costas, pescoço e ombros e outros problemas relacionados ao sistema musculoesquelético.

A osteopatia pode:

  • ajudar a melhorar a amplitude de movimento das articulações;
  • reduzir a tensão muscular, ao ajudar a relaxar músculos tensos e reduzir a rigidez muscular;
  • promover uma melhor circulação sanguínea e linfática, auxiliando nos processos de cicatrização e remoção de toxinas do corpo;
  • aliviar as dores crônicas, como enxaquecas, dores articulares crônicas e fibromialgia;
  • melhorar a postura, reduzindo a tensão em áreas específicas do corpo;
  • além de dar suporte ao sistema imunológico, tornando-o mais forte.

A osteopatia pode ser indicada:

  • para pessoas com dores crônicas;
  • para atletas ou pessoas que sofreram lesões durante a prática esportiva;
  • para ajudar a aliviar certos desconfortos comuns da gravidez, como dores nas costas, má postura e desconforto pélvico;
  • para bebês com cólicas, refluxo, problemas de sono e assimetrias cranianas;
  • para crianças com problemas posturais ou dores relacionadas ao crescimento;
  • para idosos, para aliviar dores decorrentes do envelhecimento;
  • e para pessoas que estejam sofrendo com condições específicas, como:

Quais são as contraindicações da osteopatia?

Algumas das contraindicações mais comuns da osteopatia incluem:

Veja também "Fisioterapia", "Reeducação Postural global", "Método de Busquet", "Pilates" e "Acupuntura".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Mayo Clinic e da Cleveland Clinic.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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