AbcMed

Vacinas - como funcionam e quais são os prós e contras

Tuesday, August 7, 2018
Avalie este artigo
Vacinas - como funcionam e quais são os prós e contras

O que são vacinas?

Uma vacina é uma preparação biológica que melhora a imunidade quanto a uma doença específica. Tipicamente, uma vacina contém um agente que se assemelha a um microrganismo causador de doenças e é frequentemente feita de formas enfraquecidas ou mortas do micróbio, suas toxinas ou uma de suas proteínas de superfície.

A vacina estimula o sistema imunológico do corpo a reconhecer o agente invasor como estranho, a destruí-lo e a "lembrar-se" dele, de modo que o sistema imunológico possa reconhecer e destruir mais facilmente qualquer um desses microrganismos que encontrar posteriormente.

O termo vacina e vacinação derivam de “Variolae vaccinae” (varíola da vaca) e foi criado por Edward Jenner em 1798.

Leia sobre "Por que vacinar".

Os prós e contras das vacinas

As vacinas são a maneira mais segura de prevenir certas doenças infecciosas ou minorar os efeitos delas. As vacinas também ajudam a prevenir o desenvolvimento de resistência a antibióticos. Vacinas terapêuticas estão sendo desenvolvidas também para alguns tipos de cânceres.

Segundo a Organização Mundial de Saúde atualmente existem 25 vacinas licenciadas para diferentes infecções, algumas das quais são graves. A vacinação generalizada numa certa comunidade é amplamente responsável pela erradicação da doença respectiva naquele espaço geográfico. Devido à grande mobilidade atual das pessoas, o ideal seria conseguir a erradicação mundial de uma determinada enfermidade, como parece ter acontecido com a varíola, por exemplo.

Contudo, às vezes a proteção que deveria ser alcançada pela vacina pode falhar em casos individuais porque o sistema imunológico do hospedeiro simplesmente não responde ou só responde inadequadamente. Essa resposta resulta de fatores clínicos, como diabetes mellitus, uso de esteroides, infecção pelo HIV ou idade avançada, por exemplo. Também pode falhar por razões genéticas se o sistema imune da pessoa não puder produzir anticorpos adequados para reagir de forma eficaz.

Ademais, a imunidade pode se desenvolver muito devagar ou não ser completa porque pode haver múltiplas cepas do agente patógeno e nem todas elas serem igualmente suscetíveis à reação imune. No entanto, mesmo uma imunidade parcial, tardia ou fraca pode tornar a infecção mais branda, resultando em menor mortalidade e morbidade e tornando a recuperação mais rápida.

Enfim, a eficácia de uma vacina depende de vários fatores, alguns deles são:

  • A doença em si (a vacina é mais eficaz para umas doenças em relação a outras).
  • A cepa da vacina (algumas vacinas são específicas ou, pelo menos, mais eficazes contra cepas particulares da doença, como as da gripe, por exemplo).
  • A correta observação do calendário vacinal e de seus intervalos de tempo entre a aplicação das diferentes vacinas.
  • A resposta idiossincrática de algumas pessoas (alguns indivíduos são "não respondedores" a certas vacinas e não geram anticorpos mesmo depois de vacinados).
  • Etnia, idade ou predisposição genética.
Conheça sobre o "Calendário de Vacinação" e a "Gripe".

As vacinas podem apresentar efeitos colaterais. Aquelas administradas durante a infância são geralmente seguras e os efeitos adversos, quando existem, são em sua maioria leves. Além disso, alguns indivíduos podem ser alérgicos aos ingredientes da vacina. Efeitos colaterais graves são extremamente raros.

As vacinas feitas com germes atenuados normalmente provocam respostas imunológicas mais duráveis e são o tipo preferido para adultos saudáveis, mas podem não ser seguras para uso em indivíduos imunocomprometidos e, em raras ocasiões, sofrem mutação para uma forma virulenta e causam doença.

No entanto, as doenças preveníveis, em seu conjunto, representam riscos infinitamente maiores que as vacinas. As campanhas de vacinação empreendidas em todo o mundo têm diminuído significativamente a mortalidade ocasionada peles enfermidades infecciosas.

Quais são as principais características clínicas das vacinas?

As vacinas são feitas a partir dos organismos causadores das doenças, mortos ou inativados, ou de produtos purificados derivados deles. Os vários tipos de vacinas existentes representam diferentes estratégias usadas para tentar reduzir o risco das doenças preveníveis, gerando uma resposta imune benéfica.

Algumas vacinas contêm os microrganismos potencialmente patogênicos que foram inativados por meio de produtos químicos, calor ou radiação. Esse é o caso, por exemplo, das vacinas contra a poliomielite, a vacina contra a hepatite A, a vacina antirrábica e algumas vacinas contra a gripe.

Outras vacinas contêm microrganismos vivos atenuados. Muitos deles são vírus ativos que foram cultivados sob condições que desabilitam suas propriedades patogênicas (geradoras de doenças) ou microrganismos intimamente relacionados, porém menos perigosos, para produzir uma ampla resposta imunológica. A maioria das vacinas feitas com germes atenuados são vacinas virais, mas algumas são de natureza bacteriana. Os exemplos incluem febre amarela, sarampo, caxumba e rubéola, e a febre tifoide bacteriana. A vacina viva contra o Mycobacterium tuberculosis, o bacilo causador da tuberculose, é feita a partir de uma cepa não contagiosa, usada para induzir uma resposta imune ao microrganismo da vacina, mas não ao da doença.

Algumas vacinas não são feitas de microrganismo, mas a partir de compostos tóxicos produzidos por eles, que causam as doenças e que são inativados. Exemplos de vacinas que funcionam assim são a antitetânica e a contra difteria.

Algumas vacinas funcionam pela administração de fragmentos químicos dos microrganismos (geralmente uma proteína) que pode criar uma resposta imune. Exemplos incluem a vacina contra o vírus da hepatite B. Certas bactérias têm camadas externas de polissacarídeos que são pouco imunogênicas. Ao ligar essas camadas externas às proteínas (por exemplo, toxinas), as torna mais facilmente reconhecíveis pelo sistema imunológico como um antígeno proteico.

Quando uma enfermidade está erradicada num certo espaço geográfico não significa que o agente patogênico deixou de existir, mas significa que as pessoas estão protegidas contra ele.

Leia sobre "Poliomielite", "Hepatite A", "Hepatite B", "Sarampo", "Caxumba", "Rubéola" e "Tuberculose".

Tipos de vacinas

Há diversos tipos de vacina, cada uma delas dirigidas à prevenção de uma doença. As principais e mais conhecidas vacinas são:

Para crianças

Para adolescentes

Para adultos

Para idosos

  • vacina da gripe (Influenza)
  • vacina contra pneumonia
  • vacina contra difteria e tétano

Quanto à oportunidade e modos de tomar as vacinas, bem como sobre condições especiais do paciente (gravidez, doenças, condições imunológicas, etc.), o médico deve ser sempre consultado.

Veja mais sobre "Vacina Tríplice bacteriana", "Vacina Tríplice viral", "Vacina contra febre amarela", "Papilomavirus Humano", "Difteria" e "Tétano".

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Comentários