AbcMed

Vectoeletronistagmografia - Como é o exame?

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023
Avalie este artigo
Vectoeletronistagmografia - Como é o exame?

O que é vectoeletronistagmografia?

A vectoeletronistagmografia (VENG), popularmente chamada de exame do labirinto, é um exame otoneurológico baseado no mesmo princípio do eletroencefalograma e do eletrocardiograma, em que são utilizados eletrodos para captar estímulos elétricos que avaliam a função vestibular, responsável pelo equilíbrio, por meio do registro dos movimentos oculares involuntários (nistagmos).

O exame avalia minuciosamente queixas relacionadas às famosas crises de labirintites, visando identificar se o problema é de origem periférica ou central. Tem também como objetivo investigar a presença de outras doenças no labirinto, no cerebelo e no tronco cerebral.

Diferentemente da eletromiografia, que só permite a observação dos nistagmos horizontais, a VENG permite a observação de nistagmos verticais e oblíquos.

Por que fazer uma vectoeletronistagmografia?

A VENG é um exame otoneurológico feito para analisar o sistema vestibular, o sistema visual/ocular e o sistema proprioceptivo das pessoas. A análise computadorizada dos nistagmos é de fundamental importância no diagnóstico das doenças vestibulares. Assim, ele serve para diagnosticar doenças que afetam o labirinto e o equilíbrio, chamadas erroneamente de "labirintites".

O paciente tributário desse exame é aquele que apresenta sintomas como:

Ele pode ter esses sintomas estudados pelo exame, para, então, possibilitar um tratamento adequado e mais efetivo.

Como é realizada a vectoeletronistagmografia?

A VENG é um exame relativamente simples, indolor e bem tolerado, que consiste em uma série de exames e testes para analisar a função do labirinto e determinar possíveis lesões. Cada exame avalia uma função do labirinto ou dos sistemas associados, com vistas a um melhor diagnóstico.

Como preparo para o exame, o paciente não deve estar com dor ou secreção no canal do ouvido, nem obstrução por cera. Nas 48 horas antecedentes, o paciente deve evitar tomar café, chá, chocolate, refrigerante e bebidas alcoólicas, não deve fumar e não deve usar medicamentos para tonteira, antidepressivos, calmantes e remédios para enjoo, além de ser observado um jejum de pelo menos 6 horas.

O exame começa por uma história dos sintomas e queixas do paciente e com um exame físico, em que são avaliadas as funções de equilíbrio estático e dinâmico através de alguns exercícios e manobras. Logo após, coloca-se eletrodos no rosto do paciente, próximos aos olhos, na região temporal direita, temporal esquerda e frontal. A pele da testa e das regiões laterais próximas aos olhos deve ser previamente higienizada.

O paciente ficará sentado em frente a uma barra onde acenderão pontos luminosos que o paciente deverá perseguir com os olhos, mantendo sempre a cabeça e o pescoço parados. O exame captará seus movimentos oculares e seus nistagmos, com e sem estímulos visuais, os quais serão registrados por um computador e posteriormente avaliados pelo médico especialista.

O exame é divido em duas partes:

  1. Provas oculomotoras, em que serão analisados os movimentos oculares enquanto o paciente acompanha os estímulos luminosos na barra.
  2. Prova calórica, em que serão analisados os movimentos oculares enquanto os ouvidos são expostos ao ar (ou água) quente e/ou frio, que estimula de forma diversa o labirinto.

Os movimentos são registrados em gráficos num computador e comparados com padrões considerados normais.

O paciente deve cooperar, não se movimentando nem contraindo a face. O exame é indolor e dura em torno de 40 a 60 minutos. Eventualmente, podem ocorrer tonteiras, náuseas e desconfortos de leves a moderados (geralmente discretos), que são passageiros. Após o exame, as pessoas podem retomar às suas atividades normais.

Leia sobre "Vertigem posicional paroxística benigna", "Zonzeira é comum e precisa ser avaliada", "Zumbido ou Tinnitus" e "Doença de Ménière".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites do Centro de Otorrino BH e do Hospital São Luiz - Rede D’Or.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Comentários