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Menino ou menina? Sexo do bebê

Thursday, August 4, 2016
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Menino ou menina? Sexo do bebê

Menino ou menina? Qual o sexo do bebê?

Quando a mulher se descobre grávida, é quase inevitável a curiosidade: menino ou menina? Qual o sexo do bebê? Até há uns poucos anos, era impossível saber isso antes do nascimento, embora houvesse pensamentos meio mágicos ou supersticiosos que procuravam fazer uma “adivinhação”. Atualmente, existem meios científicos de se conhecer o sexo do bebê a partir de poucas semanas de gestação.

Além de atender a uma natural curiosidade, isso tem efeitos práticos importantes, como a escolha antecipada do nome e do enxoval do bebê, por exemplo. Muitos pais expressam uma preferência para que o novo rebento seja menino ou menina, embora afirmando que o amarão igualmente, seja de que sexo for. Outros, não demonstram qualquer preferência, mesmo que secretamente a tenham.

A partir de quando se pode saber o sexo do bebê?

Já é possível saber o sexo do feto a partir de oito semanas de gestação, com um exame de sangue de sexagem fetal. A partir de dez semanas, com um exame de urina de farmácia ou com exames genéticos e invasivos, que trazem certo risco ao bebê e, por isso, só são recomendados se houver outros motivos que o justifiquem. A partir de treze semanas, pela ultrassonografia, dependendo da perícia do ultrassonografista, da qualidade do aparelho e da posição do bebê. E a partir de dezesseis semanas, pela ultrassonografia, com mais certeza.

Veja nosso artigo "Gestação semana a semana".

Testes científicos e caseiros para saber o sexo do bebê

A ultrassonografia e a sexagem fetal através do sangue da mãe são as formas mais conhecidas e confiáveis de saber antecipadamente o sexo do bebê que vai nascer. A ultrassonografia fetal tornou-se a forma mais comum e utilizada de identificar o gênero do feto. Ela é simples, barata, indolor e sem riscos para mãe ou para o feto. No entanto, o ultrassom obstétrico não é usado apenas para a determinação do sexo do bebê, mas para outras utilidades e faz parte do pré-natal de rotina.

Saiba mais sobre a "Ultrassonografia na gravidez".

O reconhecimento do sexo do bebê é feito pela simples observação dos órgãos sexuais do feto: se um pênis ou uma vagina. Contudo, apesar da diferenciação desses órgãos começar ao redor da 6ª semana de gravidez, só a partir da 14ª é possível identificá-los com segurança. Para que sejam indubitavelmente reconhecidos, o bebê deve estar numa posição favorável dentro do útero, o que nem sempre acontece.

Quando o bebê é um menino, o pênis costuma poder ser visto já na 12ª semana de gestação. Mas, se mesmo mais tarde, o médico não consegue ver o pênis, isso pode significar uma menina ou uma posição do bebê que não possibilitou a visualização dele. A partir da 18ª-20ª semana, no entanto, o índice de acerto da ultrassonografia é de mais de 90%. Quando ocorre erro, ele pode se dar para os dois sexos, mas na maioria das vezes, um menino é erroneamente identificado como menina.

A sexagem fetal é feita através da coleta de sangue da mãe para pesquisa do DNA do feto, porque o DNA do feto atravessa a barreira placentária e alcança a circulação sanguínea da mãe. Como a mulher só possui cromossomos X e os homens um cromossomo Y e um cromossomo X, o fato de encontrar um cromossoma Y indica, sem dúvidas, que o feto é masculino. Se não for identificada a presença de cromossomo Y no sangue, é porque o bebê é uma menina. Esse exame deve ser feito a partir da oitava semana, quando já há quantidades suficientes de DNA fetal no sangue materno. Feita nesse período, a sexagem fetal tem taxas de acerto superiores à ultrassonografia.

A amniocentese consiste na introdução de uma agulha na barriga da mãe até dentro do útero para a coleta de um pequeno volume de líquido amniótico, rico em material genético, que permite a identificação do sexo do bebê. Sua taxa de acerto é de 100%. A amniocentese é também um procedimento usado para investigação de doenças genéticas do feto e em geral é usado exclusivamente com essa indicação para identificação e nunca simplesmente para verificação do sexo, uma vez que, para isso, existem exames mais simples e com menores riscos.

Veja o artigo sobre "Líquido amniótico".

Muitas pessoas ainda recorrem a testes caseiros e antigos para “adivinhar” o sexo do bebê. Como a chance de masculino ou feminino é de 50%, qualquer teste, mesmo sem base científica, tem uma taxa de acerto ao redor de 50%. Todas essas técnicas constituem em mitos difundidos como verdades.

Um deles diz que o formato da barriga da mãe pode identificar o sexo do bebê. No entanto, o formato e o tamanho da barriga da mãe não têm relação com o sexo do bebê, mas sim com o tônus muscular do abdômen, o biotipo da mãe, o tamanho e peso do bebê, a posição do feto, a idade gestacional e a quantidade de peso que a mãe ganhou durante a gravidez.

Outro mito diz que a frequência cardíaca do feto é diferente entre os dois sexos, sendo maior nas meninas que nos meninos (acima de 140 bpm), mas nenhum estudo científico comprova isso. E, mesmo que existisse, um método que só é capaz de definir o sexo do bebê a poucos dias do parto seria pouco útil.

Um terceiro mito fala que o tipo de movimento de uma aliança suspensa por fio acima da barriga da mãe pode identificar o sexo do bebê. Um mito a mais é o da tabela chinesa, baseada na idade lunar, que detectaria o sexo do bebê.

Veja outras informações sobre gravidez "Teste de gravidez", "Diabetes gestacional", "Sangramentos durante a primeira metade da gravidez" e "Sangramentos na segunda metade da gravidez".

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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