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Intoxicação por gás de cozinha

terça-feira, 11 de julho de 2023
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Intoxicação por gás de cozinha

O que é o gás de cozinha?

O gás de cozinha, também conhecido como gás liquefeito de petróleo (GLP), é usado para cozinhar em residências, restaurantes e estabelecimentos comerciais. Ele é uma mistura de hidrocarbonetos derivados do petróleo ou gás natural, que é comprimida e armazenada em estado líquido para facilitar o transporte e o armazenamento.

Ele é composto principalmente por propano e butano, que são gases inodoros e incolores. Para tornar sua detecção mais fácil, em caso de vazamentos, um odorizante, como o mercaptano, é adicionado a ele, conferindo-lhe um cheiro característico desagradável.

O gás de cozinha é distribuído em botijões ou cilindros, geralmente feitos de metal, e é utilizado em fogões, fornos e outros aparelhos domésticos projetados para funcionar com GLP.

O que é intoxicação por gás de cozinha?

A intoxicação é uma das condições que podem ocorrer quando a pessoa é exposta ao gás de cozinha. As outras duas são a explosão e o envenenamento. Esses acidentes se dão quando há um vazamento do gás em ambiente fechado.

Entre a intoxicação e o envenenamento existe apenas uma questão de quantidade da substância inalada e de tempo de permanência em contato com ela. No primeiro caso, costuma haver sintomas e mesmo sequelas, sem, contudo, levar à morte. Na segunda, é mais provável haver um desfecho fatal.

Como a substância é altamente inflamável, a explosão seguida de incêndio é uma ocorrência comum, vitimando as pessoas mais pelos traumas que ocasionam que propriamente pela inalação do gás, na maioria dos casos.

Leia sobre "Intoxicação por mercúrio", "Intoxicação por chumbo" e "Intoxicação por monóxido de carbono".

Quais são as causas de intoxicação por gás de cozinha?

A intoxicação pelo gás de cozinha pode ocorrer quando há vazamento do gás em um ambiente fechado e inadequadamente ventilado, porque sua inalação em altas concentrações pode ser perigosa para a saúde e mesmo mortal.

Qual é o substrato fisiopatológico da intoxicação por gás de cozinha?

O monóxido de carbono (CO), presente no gás de cozinha, é inodoro e incolor, mas é altamente inflamável e tóxico. Em contato com o organismo, se liga às moléculas de hemoglobina do sangue, responsáveis por transportar oxigênio (O2) e outros nutrientes, substituindo o O2.

Essas características tornam a substância um poderoso asfixiante químico: quando há uma grande quantidade de CO no sangue, o corpo não consegue processar oxigênio suficiente e a pessoa sofre a intoxicação, que pode variar de leve a até mortal. O quadro irá depender do tempo de contato com a substância e da quantidade de CO inalada.

Quais são as características clínicas da intoxicação por gás de cozinha?

Inalar gás de cozinha é perigoso e pode causar danos à saúde e até matar, dependendo do tempo de exposição e quantidade de substância ingerida. Os sintomas da intoxicação podem variar de leves a graves, dependendo da quantidade de gás inalado e do tempo de exposição.

A intoxicação leve pode provocar:

  • falta de ar leve;
  • dores de cabeça;
  • sonolência;
  • tonturas;
  • enjoos;
  • e vômitos.

Já a exposição intensa gera:

Como manejar a intoxicação por gás de cozinha?

Se houver suspeita de intoxicação por gás de cozinha, é importante agir prontamente com medidas adequadas:

  1. evitar acender qualquer chama ou fonte de ignição (mesmo um interruptor comum!);
  2. abrir portas e janelas para permitir a entrada de ar fresco e a saída do gás acumulado;
  3. se possível, desligar os aparelhos a gás que possam vazar;
  4. sair imediatamente do local, levando consigo todas as pessoas e animais de estimação que consiga.

Casos leves de intoxicação pelo gás de cozinha costumam melhorar espontaneamente se a pessoa sai do local e toma ar fresco, embora possa demorar alguns minutos para se recuperar completamente. Se for facilmente accessível, a equipe de primeiros socorros pode oferecer uma máscara de oxigênio para acelerar a liberação do CO.

Em quadros graves, em que a vítima esteja inconsciente ou tendo convulsões, o atendimento médico requererá oxigênio suplementar ou hiperbárico, pois o corpo precisa eliminar a substância imediatamente.

De acordo com o estado do indivíduo, pode ser necessária a internação para avaliar se o monóxido de carbono prejudicou pulmões, coração e outros órgãos vitais.

Como prevenir a intoxicação por gás de cozinha?

Sendo incolor e inodoro, o gás de cozinha é imperceptível. O cheiro de gás que as pessoas sentem quando há o vazamento é, na verdade, uma medida de segurança: uma substância odorífera é acrescentada ao gás de cozinha para advertir quanto ao seu vazamento.

Para prevenir a intoxicação por gás de cozinha, algumas medidas importantes devem ser tomadas, sendo elas:

  • Certificar-se de que a instalação do sistema de gás esteja de acordo com as normas de segurança.
  • Realizar inspeções regulares no sistema de gás para identificar possíveis vazamentos ou problemas de funcionamento.
  • Manter o ambiente bem ventilado, abrindo portas, janelas ou utilizando exaustores.
  • Usar o gás de cozinha apenas para os fins apropriados e nunca para aquecimento do ambiente ou em aparelhos não adequados.
  • Armazenar os botijões de gás em locais adequados, ao ar livre, em áreas ventiladas e longe de fontes de calor ou chamas.

Quais são as complicações possíveis com a intoxicação por gás de cozinha?

Qualquer mínima chama ou fagulha num ambiente saturado com gás de cozinha pode gerar uma grande explosão e um grande incêndio.

A inalação de gás em grande quantidade pode levar a sequelas irreversíveis e mesmo à morte por asfixia.

Veja também sobre "Intoxicações medicamentosas" e "Urgências e emergências médicas mais comuns".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Mayo Clinic e do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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