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Lombalgia, dor nas costas ou dor lombar: ela te incomoda? Saiba mais sobre esta condição.

Wednesday, December 18, 2013
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Lombalgia, dor nas costas ou dor lombar: ela te incomoda? Saiba mais sobre esta condição.

O que é lombalgia?

A lombalgia (dor lombar ou lumbago) não é uma doença, mas um sintoma que pode aparecer por diferentes causas, algumas simples, outras complexas. É a manifestação dolorosa que acontece na região lombar (parte baixa das costas, na região mais baixa da coluna, perto da bacia), em virtude de alguma anormalidade nessa região do corpo. A região lombar é uma área muito importante da coluna vertebral, constituída por cinco vértebras que suportam grande parte do peso do indivíduo e dão flexibilidade ao corpo. Entre elas localizam-se discos de fibrocartilagem, que impedem que elas encostem umas nas outras. Nos espaços entre as vértebras emergem as raízes nervosas. Daí que essa complexa estrutura seja muito sujeita a patologias, quase sempre dolorosas. A lombalgia só perde em frequência para a cefaleia, entre os distúrbios dolorosos que mais acometem o homem.

Quais são as causas da lombalgia?

Quase sempre a lombalgia é de origem mecânico-degenerativa. Ela pode decorrer do uso excessivo das estruturas dorsais ou de deformidade dessas estruturas. Pode ainda ser causada por:

  • Esforços repetitivos.
  • Excesso do peso a que a coluna fica submetida.
  • Obesidade.
  • Sedentarismo.
  • Condicionamento físico inadequado.
  • Má posição de sentar, deitar, abaixar-se no chão ou carregar algum objeto pesado.
  • Má postura no trabalho.
  • Traumatismos.
  • Causas relacionadas ao envelhecimento, como artrose (bico de papagaio) e osteoporose.
  • Outras vezes, a lombalgia pode ser causada por inflamação, infecção, hérnia de disco, escorregamento de vértebra e até problemas emocionais.

Em cerca de10% dos adultos a dorsalgia, como também costuma ser chamada a lombalgia, se deve a uma doença sistêmica. Nem sempre é possível determinar suas causas, que muitas vezes permanecem obscuras. A lombalgia pode ser influenciada por deficiências do sono, fadiga, sedentarismo e fatores psicossociais.

Uma das maiores causas de dores lombares é a degeneração dos elementos que compõem a coluna, principalmente os discos intervertebrais, em virtude da idade. Com o passar dos anos eles se desgastam, perdem hidratação e se tornam mais rígidos e quebradiços, podendo ficar inflamados e gerar dor. Além disso, podem dar motivos a herniações que comprimam os nervos, o que causa dores e dormências que se irradiam para os membros inferiores. As fraturas vertebrais; sejam elas espontâneas, em razão de pequenos traumas e quedas ou devido à osteoporose, que ocorre principalmente nas mulheres; também geram dores lombares.

Quais são os principais sinais e sintomas da lombalgia?

A lombalgia pode ser aguda ou crônica. Na forma aguda a dor é forte e inicia-se repentinamente, em geral depois de um esforço físico. É mais comum na população mais jovem e a sintomatologia tende a desaparecer, com ou sem tratamento. A forma crônica acontece com mais frequência entre os mais velhos. Nesse caso, a dor não é tão intensa quanto na lombalgia aguda, porém, é mais persistente. Em alguns casos, a dor pode ficar restrita à região lombar, mas quando estão associadas a dores ciáticas, as dores se irradiam para os glúteos, a coxa, a perna e/ou o pé.

Como o médico diagnostica as causas da lombalgia?

Uma história clínica cuidadosa, que faça um minucioso levantamento do histórico da doença do paciente, é a ferramenta diagnóstica mais importante. O modo de início da dor, bem como a natureza e a duração dela, dão importantes indícios sobre sua provável causa. O diagnóstico por imagens (radiografias, ressonância magnética, etc.) ajuda a esclarecer o caso, mas quase sempre é desnecessário. Em mais de 90% das vezes, o diagnóstico e a causa são estabelecidos com uma boa história clínica e exame físico.

Uma lombalgia persistente num adolescente ou jovem requer uma investigação detalhada.

Como o médico trata a lombalgia?

Quando existe um causa identificada, deve ser feita a remoção dela, se possível. Os tratamentos sintomáticos devem envolver medicamentos anestésicos e anti-inflamatórios. Os sedativos podem ser empregados para manter os pacientes em repouso porque nas crises agudas o exercício é totalmente contraindicado. Massagens e acupuntura também são frequentemente usadas. O tratamento cirúrgico só está indicado numa pequena porcentagem de pacientes, quando a dor persiste apesar dos tratamentos clínicos. Mesmo os casos de hérnia de disco não têm de ser necessariamente operados, porque quase todos regridem com repouso no leito.

Como evolui a lombalgia?

Grande parte das lombalgias, talvez a maioria delas, aparece e desaparece de forma relativamente rápida, mas há as que são tão intensas a ponto de levarem temporariamente à incapacidade de ficar de pé e andar, em virtude do “travamento” da coluna.

Como prevenir a lombalgia?

  • Procure manter o peso corporal dentro dos limites normais.
  • Faça atividades físicas moderadas, corretamente orientadas. Ao fazer exercícios com pesos, proteja a sua coluna deitando ou sentando com apoio nas costas.
  • Evite levantar e carregar peso excessivo ou permanecer curvado por muito tempo. Quando se abaixar no chão para pegar algo, dobre os joelhos e agache; não dobre a coluna.
  • Ao dormir, evite usar colchão mole demais ou excessivamente duro. Se tiver de ficar um dia inteiro em pé, procure deitar com as pernas para cima no final do dia, para relaxar a coluna.
  • A correção postural pode evitar que uma lombalgia aguda se torne crônica. 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas em parte dos sites do Australian Government – Department of Veterans’ AffairsMayo Clinic e da American Academy of Orthopaedic Surgeons – Orthoinfo.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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