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O processo de ossificação

Thursday, March 9, 2023
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O processo de ossificação

Os ossos

O esqueleto ósseo é que dá sustentação ao corpo, e é parte do que confere a ele as suas características morfológicas peculiares. Existem 208 ossos no corpo humano, classificados em cinco tipos principais:

  1. Ossos longos, como o fêmur, a tíbia.
  2. Ossos curtos, como os ossos do carpo e do tarso.
  3. Ossos chatos, como os ossos do crânio, as costelas e o esterno.
  4. Ossos sesamoides, pequenos e arredondados, como a patela, por exemplo.
  5. Ossos irregulares, que não se enquadram nas categorias anteriores, como o osso esponjoso e o osso pneumático (encontrado nas cavidades nasais).

As partes de um osso longo são:

  • Diáfise: corpo do osso.
  • Epífases: extremidades do osso.
  • Metáfises: região intermediária localizada entre diáfise e epífase.
  • Cartilagem: localizada sobre a epífase; responsável por reduzir o atrito e, na criança, pelo crescimento ósseo.
  • Periósteo: membrana fina que reveste o osso.
  • Cavidade medular: espaço interior do osso, onde se aloja a medula óssea.

O que é o processo de ossificação?

O processo de ossificação, também chamado osteogênese, é o processo de formação do tecido ósseo a partir do tecido conjuntivo embrionário ou cartilaginoso. Durante a ossificação, as células ósseas, como os osteoblastos e osteócitos, depositam materiais calcificados na matriz extracelular, formando um tecido duro e resistente, que é o osso.

Um osteoblasto é um tipo de célula óssea primitiva que é responsável por construir e sintetizar um novo osso. Essas células sintetizam e secretam colágeno e outras proteínas que formam a matriz óssea e ajudam a mineralizar a matriz óssea, tornando o osso duro e resistente. Elas são, por sua vez, derivadas de células ainda mais primitivas, de origem mesenquimal.

Um osteócito é um tipo de célula óssea madura encontrada no tecido ósseo. Derivadas dos osteoblastos, essas células têm muitas funções importantes, incluindo a regulação do metabolismo ósseo, a manutenção da matriz óssea e a detecção de estresse mecânico no tecido ósseo. Elas também desempenham um papel importante na reparação de lesões ósseas e na resposta do tecido ósseo a mudanças na carga mecânica, como ocorre durante o exercício físico.

Existem dois tipos principais de ossificação: (1) ossificação endocondral e (2) ossificação intramembranosa. A ossificação endocondral ocorre quando o osso se desenvolve a partir de um molde de cartilagem, como ocorre durante o desenvolvimento fetal e na formação de alguns ossos longos no corpo humano. Já a ossificação intramembranosa ocorre quando o osso se desenvolve diretamente a partir do tecido conjuntivo embrionário, como no caso dos ossos chatos do crânio.

A formação e desenvolvimento dos ossos é um processo importante para o crescimento do esqueleto, bem como para a manutenção da integridade óssea ao longo da vida. No entanto, algumas condições médicas podem afetar os ossos, como a osteomalácia, os tumores ou a osteoporose, por exemplo.

O crescimento ósseo é um processo complexo que ocorre principalmente durante a infância e adolescência, regulado por fatores genéticos e ambientais, como a nutrição, o exercício e as doenças por hormônios, incluindo o hormônio do crescimento, hormônios da tireoide e hormônios sexuais. Esses hormônios estimulam os osteoblastos a produzir mais matriz óssea, aumentando o tamanho e a densidade dos ossos. O crescimento ósseo geralmente para quando os ossos atingem sua maturidade, que ocorre em torno dos 20 anos de idade.

O crescimento ósseo ocorre em duas etapas principais: (1) crescimento em comprimento e (2) crescimento em largura.

Para o crescimento em comprimento, as células da cartilagem de crescimento se dividem e se multiplicam, formando novas células, as quais se calcificam gradualmente e se transformam em osso. À medida que novas células de osso se formam, as células mais velhas são empurradas para a extremidade do osso, aumentando o comprimento dele. Esse processo continua até que o indivíduo atinja a idade adulta e a cartilagem de crescimento se feche completamente.

Durante o crescimento em largura, as células ósseas no exterior do osso se dividem e se multiplicam, produzindo novas células ósseas que se depositam na superfície externa do osso. Ao mesmo tempo, as células ósseas na camada interna do osso também se dividem e se multiplicam, aumentando a espessura do osso.

Veja sobre "Osteopenia", "Osteoporose", "Raquitismo" e "Deficiência de vitamina D".

Quais são os possíveis distúrbios do processo de ossificação?

Os distúrbios da osteogênese são um grupo de condições genéticas raras que afetam a produção de colágeno no corpo, o que leva a problemas no desenvolvimento e crescimento dos ossos. Esses distúrbios são caracterizados por ossos frágeis e quebradiços, que podem sofrer fraturas facilmente, com lesões mínimas ou sem causa aparente.

Os sintomas dos distúrbios da osteogênese variam de acordo com o tipo e gravidade da condição. Os sintomas mais comuns incluem:

  • ossos frágeis;
  • baixa estatura;
  • problemas dentários, como dentes frágeis e formação imperfeita dos dentes;
  • deformidades ósseas;
  • esclera azulada (branco dos olhos com uma tonalidade azulada);
  • e dificuldade de locomoção.

O diagnóstico dos distúrbios da osteogênese é baseado em exames clínicos, testes de imagem e testes genéticos, e geralmente não há cura para esses distúrbios, sendo o tratamento focado em prevenir fraturas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Entre os distúrbios mais comuns da osteogênese estão:

  1. Osteogênese imperfeita: doença genética que afeta a produção de colágeno.
  2. Osteomalácia: doença em que os ossos se tornam moles e frágeis devido à deficiência de vitamina D ou cálcio.
  3. Doença de Paget: a renovação óssea é acelerada, resultando em ossos maiores, mais espessos e mais frágeis do que o normal.
  4. Displasia fibrosa: o tecido ósseo é substituído por tecido fibroso e ósseo desordenado, resultando em ossos fracos e deformidades.
  5. Osteocondrite dissecante: o suprimento de sangue para um osso é interrompido, resultando em morte do tecido ósseo e eventual colapso da articulação.
  6. Doença de Perthes: nessa doença o suprimento de sangue para a cabeça do fêmur é interrompido, resultando em morte do tecido ósseo e deformidade da articulação do quadril.

Quais são as principais doenças ósseas que podem ocorrer depois do processo de ossificação?

As doenças ósseas são condições que afetam a estrutura, função e saúde dos ossos. Podem ser causadas por vários fatores, incluindo traumas, doenças, envelhecimento e estilo de vida. Algumas delas são:

  • Osteoporose, que torna os ossos mais fracos e propensos a fraturas.
  • Artrite, uma inflamação das articulações que pode afetar os ossos, cartilagens e tecidos ao redor das articulações.
  • Osteoartrite, que é uma condição degenerativa das articulações que pode afetar os ossos próximos a elas.
  • Tumores ósseos, que são crescimentos anormais de células nos ossos.
  • Fraturas ósseas, que são quebras nos ossos que podem ser causadas por lesões, quedas ou estresse repetitivo.
  • Espondilite anquilosante, que é uma forma de artrite que afeta principalmente a coluna vertebral.
  • Doença de Osgood-Schlatter, que é uma condição que afeta adolescentes que praticam esportes.
Leia também sobre "Osteólise", "Fratura espontânea" e "Fratura do colo do fêmur".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Unifal - Universidade Federal de Alfenas e da UFG - Universidade Federal de Goiás.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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