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Problemas nos joelhos

Friday, October 29, 2021
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Problemas nos joelhos

Problemas nos joelhos

Os joelhos são uma das principais articulações do corpo humano e por isso mesmo os problemas relativos a eles são uma das mais frequentes queixas nos consultórios dos ortopedistas. As queixas mais comuns são:

Quais são as causas dos problemas nos joelhos?

Muitos problemas nos joelhos são resultado do processo de envelhecimento, desgaste e estresse contínuos na articulação do joelho. Outros problemas são resultado de uma lesão ou movimento repentino que causa tensão no joelho. Há ainda os problemas ocasionados por traumas, inflamações e sobrecarga. Há também um problema mais específico, a síndrome da dor patelo-femoral, um tipo de dor que surge entre a rótula e o osso da coxa subjacente, o fêmur.

São fatores de risco que têm de ser levados em conta:

  1. O excesso de peso (obesidade) aumenta o estresse nas articulações dos joelhos, mesmo durante atividades comuns, como caminhar ou subir e descer escadas. Também aumenta o risco de osteoartrite ao acelerar a degradação da cartilagem articular.
  2. A deficiência de flexibilidade ou força muscular aumentam o risco de lesões nos joelhos. Músculos fortes e flexíveis ajudam a estabilizar e proteger as articulações.
  3. Certos esportes que importam em pulo, como o basquete e o vôlei, por exemplo, colocam mais pressão sobre os joelhos do que outros.
  4. Trabalhos que exigem esforço repetitivo dos joelhos também podem aumentar o risco.
  5. Uma lesão anterior no joelho aumenta a probabilidade de a pessoa ter novo problema nessa articulação.
Veja mais sobre "Artrite", "Artrose", "Artralgia", "Bursite" e "Reumatismo".

Quais são os principais problemas nos joelhos?

Os problemas mais comuns nos joelhos são:

  1. A torção ou tensão nos ligamentos e/ou músculos do joelho, geralmente causada por uma pancada ou uma torção abrupta do joelho.
  2. O rompimento de meniscos: o trauma no joelho pode romper os meniscos, que são almofadas de tecido conjuntivo que atuam como amortecedores e também aumentam a estabilidade. As rupturas da cartilagem podem ocorrer juntamente com entorses.
  3. As tendinites, que são uma inflamação dos tendões que pode resultar do uso excessivo de um tendão durante certas atividades, como correr, pular e andar de bicicleta, ou na prática de certos esportes, como o basquete, vôlei, etc.
  4. A osteoartrite, que é o tipo mais comum de artrite que afeta o joelho. É um processo degenerativo que atinge pessoas a partir da meia-idade e mais velhas e na qual a cartilagem da articulação se desgasta gradualmente, e que pode ser causado por excesso de estresse na articulação, como lesões repetidas ou excesso de peso.
  5. A artrite reumatoide também pode afetar os joelhos, tornando a articulação inflamada e destruindo a cartilagem do joelho. A artrite reumatoide pode afetar pessoas em uma idade mais precoce do que a osteoartrite.

Outros problemas comuns no joelho incluem ruptura do ligamento cruzado anterior e fraturas.

Quais são as características clínicas dos problemas nos joelhos?

Cada um dos diferentes problemas têm características próprias quanto a causas, sintomas e tratamentos, mas alguns sintomas são muito gerais e comuns: dor, inchaço, fraqueza, instabilidade e limitação dos movimentos.

A síndrome patelo-femoral, por exemplo, é comum em atletas, em adultos jovens (especialmente aqueles cuja rótula não está corretamente em sua localização normal) e também em adultos mais velhos (que geralmente desenvolvem a condição como resultado de artrite da rótula).

Como o médico diagnostica os problemas nos joelhos?

O diagnóstico do problema específico do joelho começa com um histórico médico completo e um cuidadoso exame físico, que devem ser seguidos por outros exames que podem incluir:

  1. Radiografias para fazer imagens do interior dos joelhos.
  2. Ressonância magnética do joelho com o mesmo objetivo, podendo fornecer imagens mais detalhadas.
  3. Tomografia computadorizada, que mostra imagens mais detalhadas do que as radiografias gerais, incluindo ossos, músculos, gordura e órgãos.
  4. Ultrassom, que é capaz de produzir imagens em tempo real das estruturas dos tecidos moles dentro e ao redor do joelho.
  5. Artroscopia, que usa um pequeno tubo óptico iluminado, chamado artroscópio, que é inserido na articulação por meio de uma pequena incisão na articulação e capta imagens do interior da articulação, que são então projetadas em uma tela. Com isso, o médico pode “ver” dentro da articulação.
  6. Cintilografia, que mostra o fluxo sanguíneo para o osso e a atividade celular dentro do osso.

Como o médico trata problemas nos joelhos?

Muitos tipos de dores leves no joelho respondem bem a medidas de autocuidado. A fisioterapia e as joelheiras também podem ajudar a aliviar a dor e outros sintomas. Em alguns casos, no entanto, seu joelho pode precisar de reparo cirúrgico ou mesmo de uma prótese. A caminhada é uma atividade de baixo impacto sobre os joelhos, que não coloca muito estresse sobre eles, podendo ajudar a fortalecer os músculos dessa área.

Os tratamentos médicos variam, dependendo do que exatamente está causando a dor no joelho. O médico pode prescrever medicamentos para aliviar a dor e para tratar as condições que causam a dor no joelho, e fisioterapia ou diferentes tipos de exercícios para fortalecimento muscular ao redor da articulação.

Em alguns casos, ele poderá sugerir a injeção de medicamentos ou outras substâncias diretamente na articulação. Em alguns raros casos, pode ser necessária uma cirurgia para reposição ou substituição do joelho por uma prótese.

Leia também sobre "Ruptura de menisco", "Joelho estalando", "Cisto de Baker", "Luxação da patela" e "Artroscopia".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Mayo Clinic, do Johns Hopkins Medicine e do NHS – National Health Service.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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