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As cores da pele humana

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021
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As cores da pele humana

O que são as cores da pele humana?

A cor normal da pele humana varia do preto mais escuro aos tons esbranquiçados mais claros, com variadas tonalidades intermediárias. As diferenças entre a cor da pele nas diferentes populações parecem ter evoluído por meio da seleção natural, devido às diferenças no ambiente.

No entanto, a cor natural da pele não é totalmente uniforme em todo o corpo de um indivíduo; por exemplo, a pele da palma da mão e da sola do pé é mais clara do que a pele da maioria das outras partes, e isso é especialmente perceptível em pessoas de pele mais escura. Num mesmo indivíduo pode haver uma significativa diferença de coloração entre a pele exposta ao sol e a que nunca fica exposta.

O significado social atribuído às diferenças na cor da pele tem variado entre as culturas e ao longo do tempo, conforme demonstrado em relação ao status social e à discriminação.

O que causa as diferentes cores da pele humana?

As diferentes cores da pele entre os indivíduos são causadas pela interação entre a pigmentação dela, que é geneticamente determinada a partir da herança advinda dos pais biológicos, e a exposição ao sol.

A cor real da pele de diferentes humanos é afetada por muitas substâncias, a mais importante das quais é o pigmento melanina, produzido na pele em células chamadas melanócitos e que é o principal determinante da cor da pele em humanos de pele escura. A cor da pele em pessoas com pele clara é determinada principalmente pelo tecido conjuntivo branco-azulado sob a derme (camada média da pele) e pela hemoglobina que circula nas veias da derme.

A cor avermelhada subjacente à pele torna-se mais visível, especialmente no rosto, quando, como consequência de exercícios físicos ou excitação sexual, ou estimulação do sistema nervoso (raiva, constrangimento, por exemplo), as arteríolas se dilatam.

Em todo o mundo existe uma correlação direta entre a distribuição geográfica da radiação ultravioleta do sol (RUV) e a distribuição da pigmentação da pele. As áreas que recebem maiores quantidades de RUV, geralmente localizadas mais perto do Equador, tendem a ter populações de pele mais escura, e áreas distantes dos trópicos, mais próximas dos polos, que têm menor intensidade de RUV, comportam populações de pele mais clara.

Leia sobre "Cuidados com a pele", "Queimadura de sol ou eritema solar" e "Bronzeamento artificial".

Teorias que procuram compreender a questão das cores naturais da pele humana

As evidências, teorias e especulações para explicar as diferentes colorações são várias. A principal hipótese para a evolução da cor da pele humana propõe que os humanos arcaicos eram de pele escura e, à medida que as populações começaram a migrar para o norte, a restrição evolutiva de manter a pele escura diminuiu proporcionalmente à distância ao norte de uma população migrada, resultando em uma grande variedade de tons de pele.

Em algum momento, algumas populações do norte experimentaram seleção positiva para pele mais clara devido a que ela produziu um aumento da produção de vitamina D da luz solar e os genes para pele mais escura desapareceram dessas populações. As migrações subsequentes para diferentes ambientes de diferentes intensidades de RUV e a mistura entre as populações resultaram na variedade de pigmentações da pele que vemos hoje.

A cor da pele também foi afetada por práticas culturais, como ingestão de alimentos, uso de roupas e coberturas corporais, vida dentro de abrigos, etc.

Além disso, os pesquisadores observaram que as mulheres, em média, têm peles significativamente mais claras que os homens, devido a uma menor pigmentação dela, porque as mulheres precisam de mais cálcio durante a gravidez e a lactação e a produção de cálcio depende da síntese de vitamina D, que por sua vez depende da luz solar.

Por outro lado, pensa-se que a pele também pode escurecer como resultado do bronzeamento devido à exposição ao sol para fornecer proteção parcial contra a fração ultravioleta que produz danos e mutações no DNA das células da pele.

Alterações patológicas da cor da pele

A cor da pele pode sofrer dois tipos patológicos de alteração da cor, transitórias ou permanentes: (1) alteração global, como no albinismo, na icterícia ou na cianose, por exemplo, e (2) alterações circunscritas estáticas ou variáveis. Essas últimas são ditas hipercromias, quando se trata de manchas ou regiões de cor mais escura que a pele normal da pessoa, ou hipocromias, quando se trata de manchas ou regiões mais claras que a pele normal da pessoa.

O albinismo é um distúrbio congênito caracterizado pela ausência parcial ou total de melanina na pele, cabelos e olhos, conferindo a essas estruturas uma coloração excessivamente esbranquiçada. A icterícia, popularmente conhecida como "amarelão", é uma síndrome em que a pele, as mucosas e a conjuntiva adquirem uma coloração amarelo-laranja em decorrência do acúmulo de pigmentos biliares no organismo. Ela ocorre fisiologicamente em um grande número de recém-nascidos, mas em adultos é sinal de alguma patologia. A cianose acontece quando a hemoglobina das hemácias não está corretamente oxigenada e torna o sangue mais escuro, e ele confere à pele uma coloração azul-arroxeada, que pode ser vista sobretudo nas extremidades, nas mucosas e nos leitos ungueais.

Hipercromias são manchas escuras circundadas por uma pele de coloração habitual, resultantes do aumento da melanina. Exemplos: lentigo solar e melasma. Hipocromia são manchas mais claras, circundadas por uma pele de coloração habitual, resultantes da diminuição da melanina na pele, cujo exemplo maior talvez seja o vitiligo.

Veja também sobre "Pele com manchas pode ser melasma", "Protetor solar ou filtro solar" e "Lesões pré-cancerosas da pele".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da SBD – Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Mayo Clinic.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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