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Cuidados com as unhas - Quais são os mais importantes?

Friday, August 19, 2022
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Cuidados com as unhas - Quais são os mais importantes?

Sobre as unhas

As unhas são uma cobertura protetora das extremidades dos dedos das mãos e dos pés e têm uma grande importância na normalidade funcional desses membros. Elas contribuem para preensão de objetos, dão firmeza, melhor sensação tátil e ajudam a compor a estabilidade dos dedos, permitindo uma deambulação e uma pegada adequadas. Só mesmo ficando sem elas é que se pode perceber a falta que fazem!

Além de serem essenciais à integridade funcional do organismo, as unhas também fazem parte da estética pessoal. Por isso os cuidados com as unhas tanto envolvem razões de saúde - as unhas podem sofrer de diversas doenças autóctones ou abrigar sintomas de doenças subjacentes - como obedecem a razões estéticas, envolvendo vários procedimentos de beleza.

Saiba mais sobre "Unhas fracas", "Unhas quebradiças" e "Anomalias das unhas".

Sobre a saúde das unhas

As unhas podem ser a sede de muitas doenças ou de muitos sinais de doenças. Por exemplo: as onicomicoses são doenças próprias das unhas, e uma unha fina e frágil em um adulto pode ser um indício de hipertireoidismo, enquanto uma unha grossa em uma criança pode ser sinal de psoríase. Seja como doença autóctone ou como manifestação de doenças sistêmicas, pode haver alterações no volume, na forma, resistência, coloração ou textura das unhas.

Entre as principais doenças das unhas estão:

  1. As onicomicoses, causadas por fungos que parasitam a lâmina ungueal.
  2. Paroníquia, um processo de inflamação da pele em torno da unha devido à perda ou remoção da cutícula.
  3. Unha encravada, decorrente do trauma causado pelos cantos da lâmina ungueal que penetram nas dobras ungueais laterais, com reação inflamatória.
  4. Verrugas virais, uma dermatose muito comum que pode acometer os tecidos peri ou subungueais, causando onicólise (destruição da unha) ou deformidade da lâmina ungueal.
  5. Psoríase ungueal, que acontece quando as células de defesa do corpo atacam as unhas, gerando sinais como unhas onduladas, deformadas, quebradiças, grossas e com manchas brancas ou marrom.
  6. O líquen plano ungueal, que é uma doença inflamatória das unhas que atinge a matriz e leito ungueais, provocando distrofias das unhas.
  7. O comprometimento ungueal da alopecia areata (doença autoimune que provoca a queda de cabelo), uma condição rara que se apresenta como manchas vermelhas na lúnula (a parte branca da unha, em forma de meia lua).
  8. Melanoníquia estriada, uma pigmentação escura anormal em faixa que vai da base até a ponta da unha, de cor café ou negra.

Além dessas, algumas doenças sistêmicas podem afetar as unhas, como, por exemplo, as unhas em baqueta de tambor, de afecções pulmonares; as unhas quebradiças, devido à anemia, ao hipotireoidismo, às deficiências nutricionais ou às alterações hormonais.

Alguns medicamentos também podem causar alterações nas unhas, tanto na cor, quanto na textura e na adesão da placa ungueal ao leito da unha. Quase sempre essas alterações são transitórias, cessando com a interrupção do medicamento.

Um aspecto característico é que as alterações devidas a doenças sistêmicas em geral afetam igualmente todas as 20 unhas do corpo, enquanto as doenças autóctones apenas afetam uma ou algumas unhas por vez.

Sobre o embelezamento das unhas

Uma primeira providência estética consiste em apará-las regularmente, de modo a mantê-las no tamanho desejado. As unhas estão em permanente crescimento e devem ser aparadas periodicamente. Elas crescem, em média 1,8 a 4,5 mm/mês para os dedos das mãos e cerca de 1/3 à metade desta velocidade para as unhas dos pés. Nas crianças elas crescem mais rápido, são finas, maleáveis e transparentes; já nos idosos, têm crescimento mais lento, são mais grossas, duras e amareladas.

A preocupação com o embelezamento das unhas deve seguir alguns conselhos que as mantenham saudáveis e com boa aparência. Entre eles:

  • Deve dar-se um período de descanso às unhas. Com o passar do tempo, os produtos químicos presentes nos esmaltes agridem as unhas e cutículas, tornando-as mais fracas e quebradiças. Então, o recomendado é deixá-las sem esmalte por 24 a 48 horas, antes de utilizá-lo novamente, ou durante uma a cada quatro semanas.
  • É aconselhável lixar periodicamente as unhas, de preferência deixando-as no comprimento curto ou médio, para que elas não se quebrem com facilidade.
  • De preferência, deve-se usar um removedor para retirar o esmalte. A acetona prejudica as unhas, as cutículas e a pele ao redor delas.
  • Deve-se passar uma base fortificante antes de usar o esmalte.
  • Duas camadas de esmalte em cada unha, a fim de deixá-lo mais espesso, evita que descasque logo.
  • Dar acabamento com uma cobertura perfeita, com produtos que promovem o brilho e evitam que o esmalte descasque nas pontas com mais facilidade.
  • Secar bem o esmalte antes de usar as mãos, seja com um spray secante ou imergindo as mãos em água gelada. Os esmaltes também secam naturalmente, mas levam um tempo maior.

Coisas que não se deve em absoluto fazer com as unhas

  • Deixá-las grandes e sujas, o que transmite uma sensação de desleixo.
  • Roer as unhas, que além de ser um hábito feio pode ser prejudicial à saúde e deformar as unhas.
  • Remover radicalmente a cutícula, deixando as unhas sem proteção e criando uma porta de entrada para germes.
  • Cortá-las demasiadamente curtas de modo que suas pontas possam ferir o leito das unhas.

Como prevenir problemas com as unhas?

  • Manter as unhas sempre aparadas, de modo que tenham mais dificuldade de quebrar e acumular sujeira sob elas.
  • Hidratar regularmente as unhas e cutículas com cremes para as mãos, para que elas não fiquem ressecadas e quebradiças.
  • Evitar retirar totalmente as cutículas, porque elas servem como proteção natural contra germes.
  • Usar preferencialmente os tons mais claros de esmalte, porque os tons mais escuros contêm pigmentos mais fortes, que, com o tempo, deixam as unhas amareladas.
  • Aparar de forma reta as unhas dos dedos dos pés para evitar que suas bordas encravem com mais facilidade.
  • Manter as unhas com um comprimento compatível com as atividades diárias da pessoa.
  • Lixar as unhas de modo a evitar pontas e arestas indesejáveis, mas nunca lixar as camadas superficiais da lâmina ungueal.
  • Sempre que a pessoa for à manicure, deve levar seu próprio instrumental de fazer unhas, para evitar eventuais contaminações.
  • Visitar periodicamente um dermatologista para avaliar as unhas e evitar doenças.
Veja também sobre "Biotina para cabelos e unhas" e "Micoses Superficiais".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente do site da SBD – Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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