AbcMed

Existem vários tipos de manchas na pele. Qual é o seu tipo?

terça-feira, 22 de outubro de 2019
Avalie este artigo
Existem vários tipos de manchas na pele. Qual é o seu tipo?

O que são manchas na pele?

Manchas na pele são alterações localizadas na coloração da pele. Algumas são congênitas ou hereditárias; outras adquiridas ao longo da vida. Umas devem-se a fatores internos do próprio organismo como, por exemplo, o vitiligo; outras a fatores externos, como a exposição ao sol.

Há, também, as que permanecem benignas por toda a vida, e as que podem, a qualquer momento, se tornarem malignas, ou ainda as que já podem surgir como câncer. Algumas são permanentes e outras podem desaparecer com tratamentos adequados. Muitas são tratadas por razões estéticas e umas poucas por razões médicas.

Saiba mais sobre "Manchas escuras na pele".

Tipos de manchas na pele quanto à cor

As cores das manchas que surgem na pele podem indicar diferentes problemas de saúde. Se levarmos em conta as colorações das manchas, teremos:

(1) Manchas marrons:

a. A melanose está diretamente ligada ao sol e aparece mais no dorso das mãos, pescoço e costas, que são áreas de muita exposição solar. Muitas pessoas acham que elas são causadas pelo envelhecimento, porque em geral aparecem ou aumentam nas pessoas mais velhas. Essas manchas nunca viram câncer!

b. Fitofotodermatose, também chamada mancha do limão, é uma queimadura causada pela reação do componente químico da fruta cítrica com o sol. Desaparece depois de um tempo, diferentemente da melanose.

c. O melasma tem o seu surgimento relacionado a fatores genéticos, hormonais e ao sol. Costuma aparecer durante a gravidez ou por causa do uso de pílula anticoncepcional e piora com a exposição ao sol.

(2) Manchas pretas:

a. O nevo é uma pinta preta, geralmente benigna, mas que pode tornar-se câncer. Ele é dito congênito quando a criança nasce com ele ou quando ele aparece até os dois anos de idade. É preciso ficar atento, porque essa pinta preta não pode aumentar de tamanho e nem mudar de forma.

b. O melanoma é uma lesão sólida, que pode ser plana ou mais alta, irregular, escura, com mais de uma tonalidade. É um dos tipos mais graves de câncer.

c. As ceratoses seborreicas são pintas escuras que aparecem com o tempo e podem ser confundidas com nevo, mas não têm um maior índice de transformação maligna. Uma grande diferença em relação ao nevo é que ela é mais áspera e aparece em área de dobra e no rosto.

(3) Manchas brancas:

a. O vitiligo é uma doença genética, autoimune, que normalmente é despertada por uma alteração emocional.

b. A leucodermia solar, ou sardas brancas, aparece principalmente depois dos 40 anos e pode ser confundida com vitiligo.

c. A pitiríase versicolor ou pano branco é causada por um fungo. As pessoas com pele oleosa têm mais chance de adquirir essa infestação. Ela também pode ser confundida com o vitiligo.

(4) Manchas roxas:

a. Os hematomas são manchas devidas ao extravasamento de sangue. Pessoas com fragilidade capilar maior ficam roxas ante os mínimos traumatismos. Isso é genético. O uso de vitamina C ajuda a melhorar os hematomas.

b. Púrpura senil é o nome que se dá àquelas manchinhas roxas que aparecem nos braços dos idosos.

(5) Manchas vermelhas:

a. O nevo rubi aparece do nada na pele, como se fosse um novelo de lã. Quando coçado, em geral sangra. Nunca se torna maligno. A retirada é meramente uma questão estética.

Saiba mais sobre "Fitofotodermatose", "Melasma", "Melanoma", "Vitiligo" e "Pitiríase versicolor".

Tipos de manchas na pele quanto à exposição ao sol

O sol é o grande vilão da pele. A exposição prolongada ao sol, além de promover um mais rápido envelhecimento da pele, produz manchas cuja natureza precisa ser cuidadosamente investigada.

Depois de ter passado algum tempo ao sol, a pessoa pode notar que tem mais algumas manchas nas partes expostas do corpo. Mesmo que a pessoa agora sempre use proteção solar, ainda poderá desenvolver alterações na pele causadas pela exposição ao sol de décadas atrás. Muitas dessas manchas são totalmente benignas, mas distinguir pontos benignos daqueles que merecem atenção médica pode ser um pouco complicado.

As manchas a seguir são causadas pela exposição ao sol, mas não progridem para câncer:

  1. Sardas: as sardas escurecem quando expostas ao sol e ao calor, desaparecendo ou tornando-se mais claras no inverno. As sardas em si mesmas não são motivo de preocupação, mas sinalizam um risco aumentado de desenvolver câncer de pele.
  2. Melasma: o melasma se caracteriza por manchas escuras irregulares, é mais comum em mulheres entre os 20 e 30 anos e as manchas ficam mais escuras com a exposição ao sol. Pode desaparecer durante a menopausa à medida que os níveis de estrogênio e progesterona diminuem.
  3. Lentigens: as lentigens são manchas castanhas ou amareladas disseminadas nas partes expostas da pele, devido à ação do sol. Elas são comumente chamadas de "manchas senis". São de forma irregular, maiores que as sardas e variam de marrom a marrom muito escuro.
  4. Ceratoses seborreicas: as ceratoses seborreicas são descritas como redondas, escuras e elevadas, parecendo estar presas, como um pedaço de chiclete.
  5. “Manchas brancas": o termo médico para essas “manchas brancas” é hipomelanose idiopática. As mulheres acima dos 40 anos são mais propensas que os homens a terem essa condição e geralmente desenvolvem-na em áreas do corpo expostas ao sol.
Leia sobre "Sardas ou efélides", "Pintas na pele" e "Protetor ou Filtro solar".

Não há razões médicas para tratar qualquer uma das opções acima. Só motivos estéticos justificam a tentativa de reduzir a aparência de manchas escuras ou melhorar o tom da pele. Os produtos utilizados então são cosméticos e não medicamentos controlados, e seus fabricantes não precisam demonstrar a eficácia deles.

Os dermatologistas, no entanto, têm várias técnicas comprovadas para o tratamento de manchas na pele. A pessoa que tem manchas na pele deve consultar regularmente o dermatologista e ficar atenta ao surgimento de verrugas ou crescimentos irregulares novos, bem como a alterações de tamanho, forma, cor, etc. das manchas já existentes. Essas mudanças podem ser um sinal de malignização.

Um dermatologista deve ser rapidamente consultado se o pigmento for muito escuro, se estiver aumentando de tamanho, se possui uma borda irregular, se possui uma combinação incomum de cores e se for acompanhado de prurido, vermelhidão, sensibilidade ou sangramento.

Como prevenir as manchas na pele?

Para evitar as manchas da idade e novas manchas após o tratamento, a pessoa deve limitar sua exposição ao sol, principalmente entre 10h e 14h, e usar protetor solar permanentemente. Também deve cobrir braços e pernas e usar um chapéu de abas largas quando tiver que ou quiser se expor ao sol. 

Veja também sobre "Cuidados com a pele", "Mancha "Vinho do Porto" no rosto" e "Hemangiomas".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas dos sites da Harvard Medical School, da Mayo Clinic e da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Comentários