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Intertrigo: conceito, causas, sinais e sintomas, diagnóstico, tratamento, prevenção, evolução, possíveis complicações

quarta-feira, 4 de março de 2015
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Intertrigo: conceito, causas, sinais e sintomas, diagnóstico, tratamento, prevenção, evolução, possíveis complicações

O que é intertrigo?

O intertrigo é uma condição inflamatória das dobras da pele, afetando principalmente as axilas, o períneo, a região inframamária e o abdômen, podendo acometer também outras regiões do corpo.

Quais são as causas do intertrigo?

O intertrigo geralmente é causado por uma infecção pelo fungo Candida albicans, um microrganismo normalmente presente na pele. O intertrigo é produzido ou agravado pelo calor, umidade, fricção e falta de circulação de ar, que criam portas de entrada para a infecção. Pode estar associado também a bactérias, vírus ou outros fungos. O quadro pode ser agravado pela irritação causada pela urina, pelas fezes e por outros agentes de ação tópica. A obesidade, a diabetes mellitus, a hiperidrose, a incontinência urinária ou fecal, os corrimentos vaginais ou os ferimentos que eliminem secreções são fatores de risco para o intertrigo. Se a infecção tem um papel primário no intertrigo ou é simplesmente um agente secundário, ainda é matéria controversa.

Quais são os principais sinais e sintomas do intertrigo?

O intertrigo comumente afeta as axilas, o períneo, as dobras inframamárias e abdominais, mas qualquer outra dobra de pele pode estar envolvida. É mais frequente em pessoas obesas e diabéticas. Usualmente é uma condição crônica, de início insidioso com coceira, queimação e ardência na pele, que pode levar a um desconforto maior quando secundariamente ocorre uma infecção. A aparência do intertrigo depende da área de pele comprometida e da duração da inflamação, mas geralmente se inicia por placas eritematosas (avermelhadas) que evoluem para a formação de vesículas e crostas. Também pode gerar fissuras na pele e se houver uma outra infecção superveniente podem surgir pústulas cheias de pus. No períneo, as camadas da pele envolvidas costumam ser mais profundas, em comparação com superfícies convexas, nas quais em geral ocorre apenas uma dermatite irritativa. Em idosos, o intertrigo pode surgir nas pregas nasolabiais ou no pescoço, por exemplo, formadas com a evolução da idade.

Como o médico diagnostica o intertrigo?

O diagnóstico do intertrigo é eminentemente clínico, baseado na tipicidade da localização e características das lesões. Em alguns poucos casos pode fazer-se necessário recorrer a uma cultura para identificar o tipo de germe causador da infecção. Nos adultos deve ser feita uma diferenciação, entre outras, com doenças inflamatórias da pele, dermatite de contato, psoríase, dermatite seborreica, pênfigo, doenças metabólicas e malignas. Uma biópsia de pele pode ser realizada em todos aqueles casos que deixem dúvidas ou em que o intertrigo não esteja respondendo ao tratamento, embora ela não seja necessária nos casos não complicados. Ela pode também ajudar a excluir outras doenças, inclusive carcinoma.

Como o médico trata o intertrigo?

O tratamento deve começar pela correção dos fatores causais do intertrigo. Assim, a pessoa afetada deve cuidar de eliminar fricção, calor, umidade e maceração da pele e manter as dobras da pele frescas e secas, providências que podem ser obtidas expondo as dobras cutâneas ao ar. Podem ser usados, quando necessários, medicamentos tópicos, como antimicóticos, antibióticos e corticosteroides. Os antibióticos só são necessários nos casos de infecções secundárias por bactérias. Nos casos mais graves podem ser usados medicamentos por via oral.

Como prevenir o intertrigo?

Para prevenir o intertrigo o paciente deve ser aconselhado a perder peso, controlar os níveis sanguíneos de glicose, manter boa higiene corporal, secar bastante as dobras da pele e expor regularmente ao sol as áreas afetadas.

Como evolui o intertrigo?

Com um tratamento adequado o prognóstico do intertrigo é muito bom, embora ele possa reincidir.

Quais são as complicações possíveis do intertrigo?

A complicação mais comum do intertrigo é a infecção secundária. Um intertrigo infeccioso pode levar à celulite, especialmente em pacientes que sejam diabéticos. Também pode ocorrer fissuras e úlceras na pele. As complicações potenciais representadas pelas terapias incluem dermatite de contato pelos produtos tópicos utilizados.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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