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Xantomas

sexta-feira, 1 de abril de 2016
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Xantomas

O que são xantomas?

Xantomas (do grego: xanthos = amarelo + oma = terminação que indica tumor) são “bolhas” na pele com conteúdo rico em lipídeos, especialmente colesterol, que geralmente surgem em indivíduos com níveis altos de colesterol e outros lipídeos, embora possam ocorrer também em pessoas com níveis sanguíneos normais dessas substâncias.

Os xantomas são tumores benignos que podem aparecer em qualquer parte do corpo, especialmente em cotovelos, joelhos, mãos, pés, coxas e glúteos. Também podem se formar nas articulações ou na boca, por exemplo. Como pequeninos depósitos de matéria gordurosa, surgem também na região das pálpebras, onde são chamados xantelasmas.

Os xantomas não são uma doença em si, mas a manifestação de um distúrbio do metabolismo de lipídios ou de outras doenças e condições, tais como diabetes, cirrose biliar primária, doenças do metabolismo e alguns tipos de câncer.

Quais são as causas dos xantomas?

Os xantomas podem decorrer do excesso de colesterol e lipídios na circulação ou serem causados por doenças metabólicas hereditárias como diabetes, cirrose biliar primária e alguns tumores de fígado.

Qual é a fisiopatologia dos xantomas?

Em até dois terços dos pacientes que apresentam esses tumores gordurosos, os valores de colesterol são normais. No entanto, sabe-se que os níveis elevados de colesterol levam os macrófagos a agir e a formar esses infiltrados de gordura sob a pele. As lesões dos xantomas se formam como uma tentativa do organismo de se proteger contra o acúmulo das lipoproteínas que carreiam o colesterol. Os macrófagos, literalmente, engolem a gordura depositada nos tecidos. No entanto, eles não conseguem eliminar completamente os lipídios e se transformam em células cheias de gordura, que por não terem para onde ir, se acumulam e se infiltram sob a superfície da pele, dando origem aos xantomas.

Quais são as principais características clínicas dos xantomas?

A única implicação clínica do xantoma é estética. Por vezes, eles são múltiplas lesões indolores na pele, muitas vezes em regiões da face e em áreas expostas. Estes nódulos surgem como manchas de alto relevo ou como erupções na pele. São tumores macios à palpação, de coloração amarela ou castanha, superfície plana e bordas bem definidas. Suas dimensões variam desde uns poucos milímetros até placas que podem atingir vários centímetros.

Embora não causem dor, esses tumores podem se tornar incômodos, dependendo de sua localização, sobretudo do ponto de vista estético. Os pacientes com xantomas cutâneos frequentemente têm história familiar de infarto do miocárdio, insuficiência aórtica, aterosclerose e, até mesmo, pancreatite. O xantelasma palpebral é o tipo mais comum de xantoma. As pessoas com xantomas disseminados podem apresentar sintomas de disfagia, dispneia e cegueira, dependendo do local envolvido.

Como o médico diagnostica os xantomas?

Muitas vezes o diagnóstico pode ser feito pela simples inspeção e pela palpação das lesões, mas a investigação pode também requerer testes laboratoriais de sangue para dosar os níveis sanguíneos de glicose, colesterol, triglicérides e de substâncias relacionadas ao funcionamento do fígado. Raramente são indicados exames de imagem, como a ultrassonografia e tomografia. Também é incomum que o médico indique uma biópsia das lesões.

Como o médico trata os xantomas?

O tratamento dos xantomas visa a retirada do tumor ou tumores, sobretudo por motivos estéticos e, dependendo de cada caso, pode ser feita por cirurgia, cauterização química, tratamento com laser, criocirurgia, uso de medicações para controlar o colesterol e gorduras, dieta pobre em gorduras, prática regular de atividade física ou tratamento das doenças que secundariamente podem causar xantomas, como diabetes, câncer do fígado, hipotireoidismo ou doenças renais.

Como evoluem os xantomas?

Os xantomas podem ser persistentes e progressivos ou podem ser autolimitados, com resolução espontânea. A maioria deles desaparece dentro de algumas semanas depois de iniciado o tratamento. Os xantomas tendíneos, contudo, podem levar anos para se resolverem ou podem persistir indefinidamente.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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