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Esgotamento mental ou síndrome de Burnout - o que fazer para melhorar?

quinta-feira, 25 de maio de 2017
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Esgotamento mental ou síndrome de Burnout - o que fazer para melhorar?

O que é a síndrome de burnout ou esgotamento mental?

Esgotamento mental, esgotamento nervoso ou síndrome de burnout é um estado de exaustão emocional, mental e física. Ocorre quando a pessoa se sente oprimida, emocionalmente esgotada e incapaz de atender às constantes demandas que são feitas a ela. Se o estresse continua, a pessoa começa a perder o interesse e a motivação que a levou a assumir determinadas tarefas.

O esgotamento mental reduz a produtividade e solapa energias, deixando a pessoa se sentindo cada vez mais fragilizada e sem esperanças. Eventualmente, a pessoa pode sentir como se não tivesse nada mais para dar de si.

Quais são as causas do esgotamento mental?

Muitas vezes o esgotamento mental decorre de trabalho excessivo e desgastante. O estilo de vida e os traços de personalidade também podem contribuir para o esgotamento mental. Além disso, outras causas podem levar ao problema: falta de relações de proximidade e de apoio interpessoal, não dormir o suficiente, visão pessimista de si mesmo e do mundo e estresse excessivo e prolongado.

Saiba mais sobre "Síndrome de Burnout", "Estresse", "Tipos psicológicos" e "Insônia".

Quais são as principais características clínicas do esgotamento mental?

Os efeitos do esgotamento mental são negativos em todas as áreas da vida (família, trabalho e vida social) e também podem causar alterações de longo prazo para o corpo e torná-lo vulnerável a doenças infecciosas como resfriados e gripes. Em geral, o esgotamento mental leva a pessoa a sentir que todo dia é um "dia ruim", a parecer que cuidar de sua vida profissional ou doméstica é um desperdício total de energia, a se sentir exausta o tempo todo, mesmo sem executar grandes tarefas, as quais lhe parecerão maçantes ou esmagadoras e a sentir que nada que faz é apreciado por outras pessoas.

Todas as pessoas têm dias em que se sentem indefesas e desprezadas e em que sair da cama exige um grande esforço. No entanto, se uma pessoa se sentir assim a maior parte do tempo, é porque ela pode estar experimentando um processo gradual de esgotamento mental. De início, os sinais e sintomas são sutis, mas pioram com o passar do tempo. São eles:

  • Sentimentos de cansaço e esgotamento.
  • Imunidade reduzida.
  • Dores de cabeça ou musculares frequentes.
  • Alteração do apetite e do sono.
  • Sentimentos de fracasso, de solidão, perda de motivação, diminuição progressiva de satisfações e do sentimento de autorrealização.
  • Falta de vontade de assumir responsabilidades.
  • Isolamento das pessoas.
  • Demora em fazer as coisas que antes fazia mais rapidamente.
  • Foco excessivo em comida, drogas ou álcool.
  • Indisposição quanto ao trabalho, geralmente chegando atrasado e saindo mais cedo.
Conheça sobre o "Transtorno de esquiva".

Como melhorar o esgotamento mental?

Existem passos positivos que a pessoa pode dar para superar o esgotamento mental. Um dos mais eficazes é aproximar-se das outras pessoas, principalmente as mais queridas, como seu marido ou esposa, filhos ou amigos. O contato social é um potente antídoto ao estresse. A pessoa deve tentar colocar de lado o que a está fustigando e fazer o tempo que gasta com os entes queridos mais positivo e agradável, sendo mais sociável com seus colegas de trabalho e evitando estar com pessoas negativistas que não fazem nada mais do que reclamar da vida.

Outra medida útil é adotar uma causa ou um grupo religioso que seja significativo para a pessoa ou um trabalho voluntário que traga satisfação. Ser útil para outras pessoas proporciona um prazer imenso e pode ajudar a reduzir significativamente o estresse. Mesmo pequenas coisas como uma palavra amável ou um sorriso amigável pode ajudar a reduzir o estresse - para você e para a outra pessoa. Em resumo:

  • A pessoa deve criar oportunidades para descansar a mente.
  • Reduzir o excesso de entrada sensorial, sobretudo o excesso de luz e de ruídos.
  • Dar-se o direito de relaxar e de ficar sem fazer nada por algum tempo.
  • Não ser irreal sobre o quanto é possível fazer, respeitando os seus limites.
  • Priorizar os trabalhos que são um investimento em produtividade e criação.
  • Trabalhar a resiliência.
  • Aceitar tranquilamente que o mundo e as pessoas não são perfeitos, assim como você também não é!
Leia também sobre "Resiliência", "Transtorno de ansiedade generalizada" e "Maneiras de lidar com o estresse".

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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