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Saúde mental - o que é? Como podemos reconhecer se algo anda errado? O que pode ser feito?

segunda-feira, 26 de agosto de 2019
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Saúde mental - o que é? Como podemos reconhecer se algo anda errado? O que pode ser feito?

O que é saúde mental?

Em contraposição às condições mentais consideradas sadias de uma pessoa, usava-se falar em “Doença Mental”. Mas, com o passar do tempo, o termo foi tomando uma conotação negativa, sempre associada à loucura e aos maus tratos que costumavam ocorrer nos hospitais psiquiátricos. Atualmente, como um contraponto a isso, fala-se em “Saúde Mental” para referir-se ao estado mental íntegro de uma pessoa.

Saúde Mental implica muito mais que a simples ausência de doenças mentais e, com isso, os limites do conceito tornaram-se muito mais amplos e imprecisos. Por exemplo: “ter saúde mental é estar bem consigo mesmo e com os outros, aceitar as exigências da vida, saber lidar com as boas emoções e também com aquelas desagradáveis, mas que fazem parte da vida, reconhecer seus limites e buscar ajuda quando necessário”.

A própria Organização Mundial da Saúde (OMS), tendo de encontrar uma definição válida em todo o mundo, caracterizou saúde mental de uma forma vaga, como um estado de bem-estar no qual o indivíduo é capaz de usar suas próprias habilidades, recuperar-se do estresse rotineiro, ser produtivo e contribuir com a sua comunidade.

Pessoas mentalmente saudáveis vivenciam diariamente uma série de emoções como alegria, amor, satisfação, tristeza, raiva e frustração, e são capazes de enfrentar os desafios e as mudanças da vida cotidiana com equilíbrio; além disso, sabem procurar ajuda quando têm dificuldades em lidar com conflitos, perturbações, traumas ou transições importantes nos diferentes ciclos da vida. No entanto, ideias assim, conceituais e genéricas, em nada são operacionais e concretas.

As doenças mentais estão claramente fora do âmbito da saúde mental, mas o conceito atual de saúde mental vai além da simples ausência de doença mental e implica também um estado de bem-estar psicológico e social. Tal conceito se consolidou a partir da reforma psiquiátrica de 2001. Embora a reforma tenha tido o mérito de corrigir situações inadequadas e de arbítrio, que vinham sendo denunciadas desde os anos 70, estabeleceu um novo campo de atuação, ainda não totalmente categorizado.

Comportamentos e sentimentos específicos que podem afetar a saúde mental

Não é fácil reconhecer se uma pessoa está ou não desfrutando de uma completa saúde mental. No entanto, experimentar um ou mais dos seguintes sentimentos ou comportamentos pode ser um sinal de aviso antecipado de problemas. Eles devem ser reconhecidos e avaliados por um médico. São eles:

  1. Comer ou dormir muito ou pouco.
  2. Afastar-se das pessoas e atividades habituais.
  3. Sentir-se com pouca ou nenhuma energia.
  4. Sentir-se como se nada importasse.
  5. Sentir dores inexplicáveis.
  6. Sentir-se desamparado ou sem esperança.
  7. Fumar, beber ou usar drogas mais do que o habitual.
  8. Sentir-se confuso, esquecido, nervoso, zangado, chateado, preocupado ou com medo de uma forma não comum.
  9. Viver mudanças de humor sem causa aparente.
  10. Ter pensamentos e memórias persistentes que não consegue tirar da cabeça.
  11. Ter a impressão que estão chamando seu nome.
  12. Pensar em causar danos a si mesmo ou aos outros.
  13. Ser incapaz de realizar tarefas diárias.

Se você ou alguém da sua família apresenta alguns desses sintomas, procure ajuda com um psicólogo ou psiquiatra. Isso pode fazer muita diferença na evolução de um transtorno mental. 

Veja sobre "Transtorno do pânico", "Ansiedade", "Fobias" e "Personalidade borderline".

Vejamos, agora, alguns transtornos específicos da saúde mental:

Leia mais sobre "Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade", "Alcoolismo", "Sinais que apontam para a dependência às drogas".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas dos sites da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, da Fundação Oswaldo Cruz e do Mental Health.gov.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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