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Ortodontia - dentes tortos! O que preciso fazer?

Friday, August 23, 2019
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Ortodontia - dentes tortos! O que preciso fazer?

O que é ortodontia?

Ortodontia é uma especialidade odontológica que corrige a posição dos dentes e dos ossos maxilares posicionados de forma inadequada. Muitas pessoas têm dentes tortos, ou seus dentes não se encontram corretamente quando mordem. Esses problemas podem fazer com que os dentes fiquem mais propensos a se machucar ou sobrecarregar os músculos da mandíbula. Em alguns casos, o desenvolvimento anormal dos dentes e da mandíbula pode afetar a forma do rosto.

Leia sobre "Dentes separados" e "Envelhecimento precoce dos dentes".

Por que fazer um tratamento ortodôntico?

O tratamento ortodôntico pode ser usado para corrigir o alinhamento de dentes tortos, protuberantes ou apinhados, para corrigir problemas com a mordida e para melhorar a aparência, incluindo o sorriso. Além disso, dentes tortos ou dentes que não se encaixam corretamente são difíceis de serem mantidos limpos, podendo ser perdidos precocemente, devido à deterioração e à doença periodontal.

Também causam um estresse adicional aos músculos de mastigação, que pode levar a dores de cabeça, síndrome da ATM (articulação temporomandibular) e dores na região do pescoço, dos ombros e das costas. O tratamento ortodôntico também se justifica por razões estéticas: dentes tortos ou mal posicionados também prejudicam a aparência.

Geralmente o tratamento ortodôntico é realizado por meio de um aparelho ortodôntico e também pode ser executado para tratar outros problemas de saúde, como uma fissura labial e palatina ou casos de apneia leve do sono.

Saiba mais sobre "Periodontite", "Disfunção da ATM", "Fenda palatina" e "Lábio leporino". 

Quem precisa de um tratamento ortodôntico?

Com base em alguns instrumentos de diagnóstico que incluem um histórico médico e dentário completo, um exame clínico, moldes de gesso dos dentes e fotografias e radiografias especiais, o ortodontista ou dentista poderá decidir se o tratamento ortodôntico é recomendável. Apenas um dentista ou ortodontista poderá determinar se a pessoa necessita e se poderá se beneficiar de um tratamento ortodôntico.

Como se realiza o tratamento ortodôntico?

O tratamento ortodôntico só é iniciado depois que a maioria dos dentes permanentes de uma pessoa já fizeram seu aparecimento. Isso acontece quando a criança tem pelo menos 12 anos, mas depende do número de dentes adultos e do crescimento do rosto e das mandíbulas. Para adultos, o tratamento ortodôntico pode começar em qualquer idade, mas as opções de tratamento são mais limitadas. O tratamento também exigirá que a pessoa tenha um rigoroso padrão de higiene oral, pois ele pode aumentar o risco de cárie dentária.

A ortodontia usa principalmente aparelhos para corrigir a posição dos dentes. Diversos tipos de aparelhos, tanto fixos como móveis, são utilizados para ajudar a movimentar os dentes, retrair os músculos e alterar o crescimento mandibular.

Dentre os diversos aparelhos utilizados, os mais comuns são: aparelhos fixos, mantenedor de espaço fixo, niveladores, aparelhos de reposicionamento de mandíbula, amortecedores de lábios e bochechas, expansor palatino, contentores móveis e aparelho extra bucal. Estes aparelhos funcionam colocando uma leve pressão nos dentes e ossos maxilares.

Em alguns casos, a pessoa pode ter que usar algum outro equipamento auxiliar desde a manhã até a noite ou ter pequenos pinos colocados temporariamente na mandíbula. Pode ser necessário também remover alguns dentes como parte do tratamento. A duração do tratamento dependerá de quão complicado é o problema, mas na maioria dos casos ele dura entre 18 e 24 meses. 

Veja também sobre "Halitose", "Enxaguatórios bucais", "Clareamento dental", "Sangramento gengival" e "Dor de dente".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas em parte do site da American Dental Association e em parte do site Share Care.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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