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Escarlatina: saiba como é esta doença exantemática

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
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Escarlatina: saiba como é esta doença exantemática

O que é escarlatina?

A escarlatina é uma doença infecciosa aguda e contagiosa que atinge principalmente crianças em idade escolar, de 5 a 15 anos, ocorrendo principalmente durante o outono e a primavera. A escarlatina já foi uma doença infantil muito grave, mas depois da era dos antibióticos é facilmente tratável.

Quais são as causas da escarlatina?

Quase sempre a escarlatina é uma complicação das infecções da garganta e da pele, causada pela bactéria Streptococcus pyogenes, a mesma que causa amigdalite, faringite e febre reumática, entre outras. A transmissão da escarlatina acontece por gotículas de saliva ou outras secreções infectadas que são expelidas por via nasal, pela tosse ou por espirros e respiração ou ainda através do contato com vestuário e objetos contaminados.

Quais são os principais sinais e sintomas da escarlatina?

Os principais sinais e sintomas da escarlatina são: palidez, vermelhidão na pele e na língua, pequenos pontos vermelhos no céu da boca, febre, dores na garganta, dificuldades de deglutir, inapetência, dor no corpo e na cabeça, náuseas, vômitos, descamação da pele. A erupção primeiramente aparece no pescoço e no peito e se espalha posteriormente por todo o corpo. A textura da erupção em "lixa" é mais importante para o diagnóstico que a aparência dela. Em alguns casos a língua fica com pequenas bolhas, que dão a ela um aspecto de framboesa, conhecida como “língua em framboesa”. Em virtude da dor de garganta, a criança pode precisar de uma alimentação mais pastosa, de mais fácil deglutição. Sorvetes e picolés podem ajudar a aliviar a dor ao engolir.

Como o médico diagnostica a escarlatina?

O diagnóstico da escarlatina é basicamente clínico, baseado nos sinais e sintomas típicos da enfermidade. A cultura e o teste rápido de pesquisa do estreptococo no esfregaço da garganta (pesquisa de antígenos) ajudam a identificar a bactéria e estabelecer um diagnóstico diferencial.

Como o médico trata a escarlatina?

O tratamento da escarlatina é feito através da administração de antibióticos, sendo a penicilina o medicamento de primeira escolha, mas também se pode utilizar a amoxicilina, a eritromicina ou a azitromicina. Analgésicos e antitérmicos podem ser usados para alívio de sintomas como febre e dores.

No caso de coceiras deve-se dar banho na criança com maisena e após o banho passar uma loção de calamina ou qualquer outra loção calmante. Quando começar a descamação da pele, aplicar vaselina ou óleo mineral massageando delicadamente a região. É importante não expor a criança ao sol caso tenha passado qualquer tipo de óleo pelo corpo.

Como evolui a escarlatina?

A grande eficiência do tratamento antibiótico tornou a mortalidade, que no passado era comum, próxima de zero nesse século.

Como prevenir a escarlatina?

  • A melhor maneira de prevenir a escarlatina é tratar adequadamente as infecções por estreptococos.
  • As pessoas infectadas não devem frequentar aglomerações nem compartilhar copos ou talheres com outras pessoas.
  • Lenços usados por pessoas infectadas devem ser descartáveis e descartados em locais apropriados.
  • Lavar bem as mãos antes e depois de tocar o rosto de uma pessoa com a doença ajuda a evitá-la.
  • Como a vacina específica é pouco eficiente e muito cara, essa forma de prevenção costuma só começar após um surto.

Quais são as complicações mais comuns da escarlatina?

O início rápido do tratamento é fundamental para evitar complicações graves como a meningite, o reumatismo infeccioso e a glomerulonefrite. Geralmente a pessoa melhora em torno do terceiro dia após o início do antibiótico, mas não deve abandonar o tratamento até que o seu término seja concluído, conforme prescrição médica.

Não tratada, a escarlatina pode causar hemorragias no estômago, no baço e no intestino delgado, bem como podem ocorrer convulsões, inflamação nos rins e nos tímpanos, dores nas articulações e problemas cardiovasculares.

Podem ocorrer também sequelas permanentes nos rins e febre reumática

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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