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Esteatose hepática na infância

terça-feira, 30 de maio de 2017
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Esteatose hepática na infância

O que é esteatose hepática?

Esteatose hepática, infiltração gordurosa do fígado ou doença gordurosa do fígado é um acúmulo de gordura nas células do fígado, também chamada popularmente de “fígado gorduroso”. Normalmente, cerca de 10% do peso do fígado é constituído por gordura. Quando ela excede esse valor, diz-se que o fígado está acumulando gordura. Esse acúmulo de gordura, se não tratado, acaba por causar uma inflamação das células hepáticas (esteatohepatite) e pode levar à cirrose hepática.

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A principal causa de esteatose hepática em adultos é o abuso de álcool, mas outras causas também são possíveis, como são as hepatites virais, o diabetes mellitus, a obesidade, o colesterol, os triglicérides elevados, o consumo de drogas, a desnutrição, certas cirurgias abdominais e gravidez. O álcool é um fator tão importante e frequente que faz com que as esteatoses sejam divididas em alcoólicas e não alcoólicas.

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O que é esteatose hepática na infância?

A esteatose hepática na infância é uma forma não alcoólica de acúmulo de gordura no fígado de uma criança. É um problema de saúde que vem crescendo em todo o mundo. Esta doença tem aumentado devido a hábitos alimentares pouco saudáveis e mudanças no conteúdo alimentar e no estilo de vida. Em conclusão, como a obesidade infantil tornou-se epidemia em países desenvolvidos, a esteatose hepática na infância tornou-se a principal causa de doença hepática crônica em crianças.

Qual é a causa da esteatose hepática na infância?

A causa principal da esteatose hepática na infância é a obesidade. A possibilidade de haver degeneração gordurosa do fígado é de 1 para cada 4 crianças obesas. A resistência à insulina pode ser outra causa importante de acúmulo de gordura no fígado. Existem também causas de natureza genética.

Nos primeiros anos de vida, a esteatose é causada principalmente por doenças metabólicas. Já em crianças maiores e em adolescentes, as causas são semelhantes as dos adultos, sendo a obesidade e a resistência à insulina as mais importantes. Além delas, há outros fatores de risco como o gênero, a etnia, a predisposição genética e alguns problemas médicos.

Qual é o mecanismo da esteatose hepática na infância?

A gordura é armazenada no fígado humano como triglicerídeo. Na doença hepática gordurosa não alcoólica (tipo da esteatose hepática na infância) as alterações histológicas macrovesiculares são predominantes. A hepatoesteatose geralmente se autolimita, mas pode avançar para esteatohepatite, que difere da esteatose simples por lesão no hepatócito, infiltrado inflamatório e deposição de colágeno. A esteatohepatite pediátrica é caracterizada por esteatose macrovesicular com inflamação portal e/ou fibrose, geralmente sem evidência de lesão celular ou inflamação lobular.

Quais são as características clínicas da esteatose hepática na infância?

Houve um aumento na frequência de esteatose hepática na infância nos últimos 30 anos. Hoje em dia, ela é a forma mais comum de doença hepática em crianças e, em sua forma crônica, pode levar à cirrose e à insuficiência hepática. É também um fator de risco para doenças cardiovasculares e câncer de fígado.

A esteatose hepática é mais comum em meninos do que meninas, mas meninos obesos negros apesar de terem IMC e porcetagem de gordura semelhantes, têm 30% menos gordura visceral do que os adolescentes brancos, portanto tem um certa proteção natural à esteatose hepática.

Na criança, a esteatose permanece longamente sem sinais e sintomas, mas deve ser suspeitada sempre que em crianças obesas. No entanto, as esteatoses de causas genéticas geralmente têm sintomas detectados logo após o nascimento. O fígado é grande e endurecido à palpação, isso leva à descompensação hepática, que pode necessitar rapidamente de um transplante de fígado.

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Como o médico diagnostica a esteatose hepática na infância?

As transaminases estão ligeiramente elevadas na esteatose hepática na infância e há discreta ou moderada hepatomegalia. Crianças com esteatose hepática típica têm resistência à insulina com hiperinsulinemia, mas são normoglicêmicas. O exame físico deve procurar pela acantose nigricans, uma hiperplasia de células pigmentadas da pele, que geralmente está presentete quando há resistência à insulina. Diversos exames laboratoriais envolvendo os marcadores de funções hepáticas podem ser feitos e ajudam a definir o diagnóstico.

Além disso, a esteatose pode ainda ser detectada por exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética. Um diagnóstico diferencial deve ser feito com a doença de Wilson, lesão hepática induzida por drogas e hepatite autoimune.

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Como o médico trata a esteatose hepática na infância?

A esteatose hepática na infância não tem um tratamento específico comprovado. Os sintomas devem ser gerenciados. As medidas dirigidas para a perda de peso é a gestão mais recomendável: exercícios físicos regulares e uma dieta com baixo índice glicêmico e calórico. O uso de medicamentos é promissor, mas eles ainda não são de emprego comum.

Como evolui a esteatose hepática na infância?

A esteatose hepática na infância pode evoluir para esteatohepatite, cirrose hepática e causar carcinoma hepatocelular.

Como prevenir a esteatose hepática na infância?

A prevenção principal da esteatose hepática na infância consiste em evitar a obesidade. É importante ficar atento às medidas da circunferência abdominal das crianças.

Quais são as complicações possíveis da esteatose hepática na infância?

Em algumas crianças com esteatose hepática na infância pode ocorrer fibrose extensa. A cirrose em crianças é rara, mas tem sido relatada.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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