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Dispositivo intrauterino (DIU): como funciona? Quais as vantagens e desvantagens? Quando não deve ser usado?

Wednesday, May 8, 2013
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Dispositivo intrauterino (DIU): como funciona? Quais as vantagens e desvantagens? Quando não deve ser usado?

O que é dispositivo intrauterino (DIU)?

O dispositivo anticonceptivo intrauterino, popularmente conhecido como DIU, é uma peça que é inserida no útero por um ginecologista, de preferência durante o período menstrual, lá permanecendo durante cerca de cinco anos, em alguns casos ele pode permanecer no útero por até 12 anos. Em geral os dispositivos intrauterinos são feitos de polietileno, com ou sem adição de substâncias metálicas (cobre) ou hormonais (progesterona).

Qual o mecanismo de ação do dispositivo intrauterino (DIU)?

Basicamente, a ação do dispositivo intrauterino (DIU) consiste em criar um ambiente intrauterino hostil aos espermatozoides, evitando a sua chegada até as trompas ou tendo efeito espermaticida. O útero reage ao dispositivo intrauterino (DIU) como a um corpo estranho, com uma reação inflamatória que interfere na migração dos espermatozoides, na fertilização e no transporte do óvulo, impedindo a nidação (fixação no útero) do óvulo fecundado, tanto por forma direta quanto por estimular uma reação inflamatória no útero. Alguns desses dispositivos liberam hormônios que aumentam sua eficácia.

DIU

Quais são as possíveis reações causadas pelo dispositivo intrauterino (DIU)?

O DIU é bastante eficaz como método anticonceptivo, mas pode ter alguns efeitos secundários. Ele pode agravar as cólicas menstruais, aumentar o tempo do período menstrual em cerca de um dia ou provocar hemorragias uterinas. Isto é mais comum nos primeiros três meses após a colocação do dispositivo, após este período a tendência é a normalização do fluxo menstrual. Ele também pode facilitar o aparecimento de infecções uterinas, mas isso é raro.

Quais são as vantagens e as desvantagens do dispositivo intrauterino (DIU) em comparação aos outros métodos anticoncepcionais?

Vantagens:

  • O DIU é um método de longa duração e, uma vez implantado, a mulher não tem que ter preocupação diária com a contraconcepção.
  • Tem alta eficácia anticoncepcional.
  • O DIU é removível a qualquer momento que a mulher deseje.
  • O DIU evita as reações secundárias causadas pelos hormônios.

Desvantagens:

  • Possibilidade de aumentar o fluxo menstrual e as dores durante o período menstrual.
  • O DIU não protege contra as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).
  • Com o uso prolongado do DIU, pode ocorrer diminuição ou mesmo cessação do fluxo menstrual (o que às vezes é considerado como uma vantagem por algumas mulheres).
  • Em casos raros, pode interferir com o ato sexual, causando dores.
  • Pode também causar cólicas e sangramentos independentes do período menstrual.
  • Em algumas mulheres, o DIU pode causar esterilidade.

Quando não usar o dispositivo intrauterino (DIU)?

O dispositivo intrauterino (DIU) não deve ser usado:

  • Em casos de suspeita de gravidez (por isso ele deve ser colocado no período menstrual, além de ser a época que o colo uterino está mais amolecido).
  • Malformações congênitas do útero.
  • Neoplasias uterinas.
  • Sangramento uterino de causa desconhecida.
  • Coagulopatias.
  • Doença inflamatória pélvica (DIP).
  • Cervicite.
  • Risco de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).

Quais são os benefícios e os riscos do dispositivo intrauterino (DIU)?

Benefícios:

  • Normalmente, o DIU não interfere nas relações sexuais.
  • O DIU é um método anticonceptivo reversível.
  • O DIU pode ser inserido já durante a amamentação.

Riscos:

  • Perfuração da parede do útero (rara).
  • O DIU pode deslocar-se ou sair do útero, por isso deve ser feito um acompanhamento por um ginecologista com intervalos regulares e pré-estabelecidos.
  • Em caso de ocorrer gravidez, há 50% de chances de abortamento.
Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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