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Doença fibrocística da mama

Wednesday, April 1, 2020
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Doença fibrocística da mama

O que é doença fibrocística da mama?

A doença fibrocística da mama, preferencialmente chamada de “alterações fibrocísticas da mama”, são alterações benignas das mamas, não decorrentes de cânceres. Não é verdadeiramente uma doença e não é danosa à mulher. A maioria das mulheres convive com algum nódulo fibrocístico nas mamas, geralmente na parte superior externa, perto da axila.

Essas alterações, contudo, embora não cancerígenas, podem deixar a mama com uma textura irregular ou granulosa. Uma avaliação médica periódica é necessária para verificar se há novas mudanças que devem ser analisadas medicamente.

Quais são as causas da doença fibrocística da mama?

A causa exata das alterações fibrocísticas da mama não é conhecida, mas os especialistas suspeitam que a condição provavelmente ocorre devido a alterações dos hormônios reprodutivos — especialmente o estrogênio — que se verificam durante o ciclo menstrual e que afetam o tecido mamário.

Possivelmente, o tecido mamário responde a esses níveis flutuantes de hormônio com um crescimento excessivo de células que revestem os ductos de leite, um aumento no tecido fibroso e/ou a formação de cistos.

Leia sobre "Amamentação ou aleitamento materno", "Fibroadenomas" e "Câncer de mama". 

Quais são as principais características clínicas da doença fibrocística da mama?

A condição é muito comum. Mais da metade das mulheres desenvolve doença fibrocística da mama em algum momento de suas vidas e muitas delas não apresentarão outros sinais ou sintomas associados aos nódulos. Os seios fibrocísticos não são prejudiciais ou perigosos, mas podem ser desconfortáveis para algumas mulheres, alterando a aparência e a sensibilidade da mama.

Os sintomas, que podem ser mais incômodos antes de um período menstrual, incluem alteração na textura da mama, dor, aumento da sensibilidade e granulosidade. A pessoa também pode sentir dor debaixo dos braços. Algumas mulheres produzem uma secreção verde ou marrom escura nos mamilos e podem ter mais inchaço ou nódulos em um seio do que no outro.

Os nódulos nos seios fibrocísticos tendem a variar de tamanho ao longo do mês, crescendo imediatamente antes do período menstrual, devido às alterações hormonais que ocorrem. Eles são móveis, mas se houver muito tecido fibroso neles, os nódulos podem ficar mais fixos em um só lugar. Esse é um importante critério clínico, embora não absoluto, para diferenciá-los dos tumores malignos, mais enraizados e por isso mais fixos.

Se, por acaso, um líquido claro, vermelho ou com sangue sair do mamilo, a mulher deve consultar logo o médico, pois isso pode ser um sinal de malignidade da mama.

As alterações fibrocísticas da mama ocorrem com mais frequência em mulheres na faixa dos 20 aos 50 anos. Raramente as mulheres na pós-menopausa sofrem alterações fibrocísticas da mama, a menos que estejam fazendo reposição hormonal após a menopausa.

Como o médico diagnostica a doença fibrocística da mama?

Os exames para avaliar a condição podem incluir histórico médico das alterações da mama, exame clínico da mama fora e durante o período menstrual, mamografia, ultrassonografia, aspiração por agulha fina, o que, adicionalmente, permite diferenciar um nódulo de um cisto e biópsia da mama, que é um procedimento para remover uma pequena amostra de tecido mamário para análise microscópica.

Como o médico trata a doença fibrocística da mama?

O tratamento pode ajudar, mas a “doença” fibrocística da mama não tem cura. Se a mulher não tiver sintomas ou se os sintomas forem leves, não é necessário tratamento algum. No entanto, se as dores forem intensas ou os cistos associados a mamas fibrocísticas forem grandes e dolorosos, podem justificar o tratamento.

As opções de tratamento para os cistos mamários incluem aspiração por agulha fina ou excisão cirúrgica. Para o tratamento da dor na mama podem ser usados analgésicos comuns ou anti-inflamatórios não esteroides. Contraceptivos orais que diminuem os níveis de hormônios relacionados ao ciclo associados às alterações fibrocísticas da mama podem ajudar.

Como evolui em geral a doença fibrocística da mama?

Segundo a American Cancer Society, ter doença fibrocística da mama não aumenta as chances de uma pessoa desenvolver câncer de mama. Os desconfortos da doença fibrocística da mama acabam cedendo por si mesmos. Contudo, ela pode tornar mais difícil a diferenciação entre um nódulo mamário maligno e alterações benignas, dificultando um diagnóstico preciso.

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Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas dos sites da Mayo Clinic e da Cleveland Clinic.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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