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Fibroadenomas - nem todo nódulo na mama é câncer!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
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Fibroadenomas - nem todo nódulo na mama é câncer!

O que é fibroadenoma mamário?

Os fibroadenomas mamários são nódulos (“caroços”) benignos sólidos, encontrados nas mamas e quase sempre não potencialmente cancerosos, que ocorrem com mais frequência em mulheres entre 15 e 35 anos de idade. Os fibroadenomas estão entre os nódulos mamários benignos mais comuns em mulheres jovens.

Quais são as causas do fibroadenoma mamário?

A causa dos fibroadenomas mamários ainda não é totalmente conhecida, mas o aparecimento deles pode estar relacionado a hormônios reprodutivos. Na verdade, os fibroadenomas mamários ocorrem com mais frequência durante os anos reprodutivos da mulher, podem se tornar maiores durante a gravidez ou com o uso de terapia hormonal e podem se retrair após a menopausa, quando os níveis hormonais diminuem.

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Qual é o mecanismo fisiopatológico do fibroadenoma mamário?

A fisiopatologia é desconhecida, porém existe associação dele com a resposta exacerbada dos lóbulos e do estroma mamário aos estímulos hormonais que ocorrem após a menarca. Aproximadamente 50% dos fibroadenomas mamários apresentam outras lesões proliferativas concomitantes, como adenose esclerosante, alterações papilares ou císticas ou calcificações epiteliais, constituindo os fibroadenomas ditos complexos.

Quais são as principais características clínicas do fibroadenoma mamário?

Os fibroadenomas mamários (um ou muitos fibroadenomas ao mesmo tempo, em um ou ambos os seios) geralmente têm uma forma bem definida e podem ser aparentemente firmes, lisos, emborrachados ou duros, semelhante a uma bolinha de gude, que não causam dor ou incômodo, exceto talvez no período menstrual e na gravidez, quando crescem devido a influências hormonais.

Variam em tamanho e podem aumentar ou encolher por conta própria, movendo-se facilmente sob a pele, quando examinados. Geralmente, o fibroadenoma da mama tem até 3 cm e é facilmente identificado pela palpação durante a menstruação ou na gravidez, devido ao aumento da produção de hormônios que aumentam o seu tamanho, até 6 ou 7 cm.

Nas pacientes de mais idade pode haver deposição de calcificação distrófica no nódulo (“calcificação em pipoca”), e o nódulo passa a ter consistência endurecida.

A localização mais comum do fibroadenoma mamário é no quadrante superior lateral, mas eles podem também ocorrer em qualquer quadrante. Em 20% dos casos, há lesões múltiplas uni ou bilateralmente.

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Como o médico diagnostica o fibroadenoma mamário?

O diagnóstico definitivo do fibroadenoma mamário é feito pelo exame anatomopatológico após biópsia do nódulo. A biópsia pode ser feita de diversas formas, mas o método cirúrgico tem a vantagem de remover o tumor, atuando desde já como uma forma de tratamento, apesar da possibilidade de recidiva.

Um diagnóstico diferencial deve ser feito com outras condições benignas assemelhadas, como alterações funcionais benignas, cisto mamário e carcinoma circunscrito.

Como o médico trata o fibroadenoma mamário?

Na maioria dos casos, o fibroadenoma da mama não necessita de tratamento específico, porque desaparece por si mesmo após a menopausa. O seguimento pode incluir monitoramento com mamografias e ultrassonografias periódicas para detectar mudanças no tamanho do nódulo ou nas sensações provocadas por ele. Uma biópsia pode ser requisitada para avaliar o nódulo ou a cirurgia para removê-lo.

Como evolui o fibroadenoma mamário?

Apesar do fibroadenoma mamário apenas em casos muito raros evoluir para câncer, mulheres que já tiveram fibroadenoma têm um risco ligeiramente maior de desenvolver câncer de mama no futuro.

Quais são as complicações possíveis do fibroadenoma mamário?

A maioria dos fibroadenomas mamários não apresentam o risco de câncer de mama. No entanto, um pequeno número deles, chamados fibroadenomas complexos ou phyllodes, têm um risco levemente aumentado de malignização.

Após a cirurgia para extirpar um fibroadenoma da mama, o nódulo pode voltar a surgir e, por isso, a cirurgia só deve ser utilizada em casos de suspeita de câncer da mama, uma vez que não é uma cura definitiva.

Veja também sobre "Mamografia", "Câncer de mama", "Prevenção do câncer", "Plástica das mamas" e "Prótese de silicone".

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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