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Mama tuberosa - conceito, causas, características clínicas, diagnóstico e tratamento

Monday, July 12, 2021
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Mama tuberosa - conceito, causas, características clínicas, diagnóstico e tratamento

O que é a mama tuberosa?

As mamas tuberosas, ou mamas tubulares, são ocorrências raras que resultam de deformidades congênitas das mamas e podem ocorrer em homens (mais raramente) e mulheres, em uma mama ou em ambas, com diferentes graus de acometimento e que se manifestam quando as mamas começam a crescer, por volta da puberdade, conferindo a elas um aspecto tubular.

Quais são as causas da mama tuberosa?

A causa exata dessa malformação ainda não é clara. A hipótese mais aceita é que ela seja de natureza congênita, já presente no momento do nascimento, embora só se manifeste quando do crescimento mais acentuado das mamas, na puberdade. Um estudo de 2011 sugeriu uma ligação genética em um distúrbio de deposição de colágeno.

Leia sobre "Ginecomastia", "Galactorreia", "Mastalgia" e "Mamoplastia".

Qual é o substrato fisiopatológico da mama tuberosa?

As mamas tuberosas são consequência de uma malformação que afeta a estrutura de uma ou de ambas as mamas. Atinge mulheres do mundo inteiro, as quais, em muitos casos, podem ter o distúrbio de forma mais discreta ou nem saber que o possuem. Durante a puberdade, o desenvolvimento das mamas é bloqueado e elas não se desenvolvem normal e totalmente.

Embriologicamente, o desenvolvimento da mama começa a partir do ectoderma na quinta semana de vida intrauterina e é completado na puberdade. A fáscia superficial que recobre os músculos mamários é a principal estrutura responsável pela formação dos seios cônicos normais. A formação dos seios tuberosos decorre da falta da seção superior da fáscia superficial e de uma fáscia mais grossa e resistente na parte inferior das mamas, abaixo dos mamilos. Como resultado, o desenvolvimento mamário é alterado.

Especialmente nos quadrantes inferiores ocorrem hipoplasia do tecido mamário e elevação do sulco infra-mamário. Então, o tecido mamário aprisionado se projeta através da pele menos resistente da aréola mamária. Essas mudanças alteram a conformação dos seios, que adquirem um aspecto tubular, ao invés do aspecto cônico natural.

Quais são as características clínicas da mama tuberosa?

As mamas tuberosas usualmente são assimétricas, com diferenças de tamanho, peso, formato, posição, etc., e podem causar sérios desconfortos às mulheres, afetando inclusive a sua autoestima. Dentre as alterações observadas, encontram-se: ausência ou diminuição da parte inferior das mamas, causando um formato tubular das mesmas; tamanho menor do que as mamas normais; seios em geral muito lateralizados e flácidos; aumento de volume da aréola.

Alterações no formato da mama, no caso de mama tuberosa, podem interferir na amamentação. Não são condições limitantes, porém, a cirurgia para correção da deformidade pode ser mais agressiva e prejudicar em maior grau a amamentação.

Como o médico diagnostica a mama tuberosa?

O diagnóstico geralmente é feito pela própria púbere que observa que suas mamas estão crescendo diferentemente do esperado e em comparação com suas amigas da mesma idade. Ao médico cabe confirmar o problema, dar nome a ele e indicar as possíveis soluções.

Como o médico trata a mama tuberosa?

O tratamento para mamas tuberosas é uma cirurgia plástica, com a colocação de uma prótese de silicone ou de gordura da própria paciente, indicada para muitas mulheres que tenham graus variáveis dessa condição, a qual esteja causando baixa autoestima e constrangimentos.

A cirurgia para correção da mama tuberosa é feita sob anestesia geral e consiste na realização de uma remodelação glandular. Especificamente, o tratamento vai depender do grau de deformação da mama, assim como do seu volume. Geralmente é necessário colocar a prótese de silicone ou de gordura para preencher e dar volume, bem como melhorar o formato das mamas. A cirurgia para correção de mamas tuberosas dura de 3 a 4 horas.

Outro tipo de tratamento para corrigir o problema é a mastopexia, uma cirurgia que consiste em reverter o caimento e flacidez das mamas, reposicionando a aréola e melhorando a simetria.

Como em outras cirurgias da mama, a paciente deve guardar repouso por 30 dias, abster-se de atividades físicas, de levantar os braços acima dos ombros, evitar carregar pesos, usar sutiãs pós-cirúrgicos, dormir de barriga para cima e proteger-se do sol para evitar manchas permanentes.

Veja também sobre "Doença fibrocística da mama", "Mamas caídas - o que pode ser feito", "Mastite" e "Abscesso da mama".

Como evolui a mama tuberosa?

Nos casos mais benignos, os resultados são muito bons e as mamas passam a ter uma aparência normal. Também é possível obter bons resultados nos casos mais severos, mas como eles podem demandar uma segunda cirurgia, implicam em uma segunda cicatriz. De qualquer forma, o resultado final só pode ser apreciado 12 a 18 meses após a cirurgia, quando as cicatrizes já clarearam.

Quais são os riscos e complicações possíveis com a mama tuberosa?

Os riscos da cirurgia para correção de mamas tuberosas são os mesmos de todas as cirurgias nas mamas e variam de acordo com características específicas de cada paciente, como por exemplo: idade, comorbidades, peso corporal, tabagismo, uso de medicamentos, fatores genéticos, entre outros. Os riscos cirúrgicos específicos são muito baixos e incluem sangramentos, hematomas, má cicatrização, deiscência, necrose, alteração de sensibilidade nas aréolas e dificuldade para amamentar.

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Mayo Clinic e da Cleveland Clinic.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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