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Salpingite: você sabe que ela pode levar à infertilidade? Saiba como ela é, quais são as causas e quais os recursos para o seu tratamento

segunda-feira, 6 de maio de 2013
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Salpingite: você sabe que ela pode levar à infertilidade? Saiba como ela é, quais são as causas e quais os recursos para o seu tratamento

O que é salpingite?

Salpingite é a inflamação das Trompas de Falópio, que ligam os ovários ao útero, no interior das quais o óvulo e o espermatozoide se encontram e onde se dá, em geral, a fecundação do óvulo pelo espermatozoide. Antes da fertilização as trompas conduzem os espermatozoides em direção aos ovários e os óvulos em direção ao útero; depois da fecundação, elas conduzem o ovo resultante em direção ao útero, onde ele se aninhará para formar o embrião. Como são muito sensíveis à presença de fluidos estranhos ou bactérias, as trompas podem ficar lesadas e impossibilitadas de exercer a sua função. A obstrução dessas estruturas, em razão de inflamações, impedindo esse trânsito, é uma das mais frequentes causas de infertilidade feminina.

Quais são as causas da salpingite?

Como o óstio dessas tubas (extremidades delas que se conectam aos ovários) não é inteiramente fechado, mas apenas se aproxima e envolve os ovários, infecções da cavidade abdominal podem se estender às trompas e resultar em salpingite. A infecção de origem da salpingite costuma ser vaginal, do colo do útero ou do seu interior.

A colocação de um dispositivo intrauterino (DIU) aumenta as chances da salpingite, assim como outros procedimentos ginecológicos, tais como laparoscopia, biópsia do endométrio, curetagem, parto, aborto ou interrupção de gravidez. A doença ocorre mais frequentemente em mulheres sexualmente ativas, como resultado de uma infecção transmitida pela relação sexual.

Quais são os principais sinais e sintomas da salpingite?

Os sintomas da salpingite variam de acordo com a gravidade do problema e com a circunstância da infecção ser aguda ou crônica, mas de um modo geral os sinais e sintomas da salpingite são:

  • Dor no baixo ventre, exagerada à palpação.
  • Náuseas e vômitos.
  • Corrimento vaginal abundante de odor característico.
  • Dor ao urinar.
  • Dor lombar.
  • Febre.
  • Alterações menstruais.

Esses sintomas são tanto mais notáveis quanto mais agudo for o quadro e podem ser acompanhados de outros, originários da doença infecciosa causal.

Como o médico diagnostica a salpingite?

O início do diagnóstico da salpingite é eminentemente clínico, baseado principalmente na história clínica e no exame ginecológico, mas, além disso, para refinar o diagnóstico, o médico poderá pedir alguns exames complementares como: sangue, urina, exame de cultura do exsudato vaginal, salpingografia ou laparoscopia diagnóstica.

Como o médico trata a salpingite?

O tratamento da salpingite deve ser instituído o mais brevemente possível, para evitar sequelas. Basicamente, é feito com antibióticos, anti-inflamatórios e repouso. Se a mulher usar DIU, ele deve ser retirado. Também podem ser usadas medicações sintomáticas para aliviar a dor ou a febre, por exemplo. As obstruções tubárias, quando ocorrem, são irreversíveis por meio de medicações. Se for muito importante sua reversão, uma cirurgia para reverter a permeabilidade das trompas deve ser considerada. Em casos graves pode mesmo ser preciso remover o útero, as trompas e os ovários.

Como evolui a salpingite?

Geralmente, a doença evolui para a cura, mas pode levar à infertilidade, por bloqueio das trompas.

A salpingite pode ainda evoluir para uma situação crônica ou causar um abscesso pélvico, peritonite ou infecção generalizada.

Como prevenir a salpingite?

Não há meios de se prevenir a salpingite de modo absoluto, mas realizar sexo com preservativo pode diminuir o risco da infecção.

O tratamento precoce e adequado de uma doença inflamatória pélvica (DIP) e de outras infecções pode também prevenir a doença.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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