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Deficiência visual

Thursday, October 26, 2017
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Deficiência visual

O que é deficiência visual?

Deficiência visual é o comprometimento parcial (de 40 a 60%) ou total da visão, podendo ser congênita ou adquirida. Não são classificadas como deficientes visuais as pessoas com miopia, astigmatismo ou hipermetropia, condições que podem ser corrigidas com o uso de lentes ou de cirurgias.

Saiba mais sobre "Miopia", "Astigmatismo" e "Hipermetropia".

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divide as deficiências visuais em:

  • Visão baixa (leve, moderada ou profunda).
  • Deficiências próximas à cegueira.
  • Amaurose ou cegueira.

Na primeira condição, a deficiência pode ser compensada com o uso de lentes de aumento, lupas ou telescópios. A baixa visão é devida a condições oftalmológicas, como degeneração macular, glaucoma, retinopatia diabética ou catarata.

Na segunda condição (deficiências próximas à cegueira), a pessoa ainda é capaz de distinguir luz e sombra, mas já emprega o sistema Braille para ler e escrever e se locomove com a ajuda de uma bengala.

Na terceira condição (cegueira) não existe qualquer percepção de luz e normalmente são utilizados o sistema Braille e a bengala. A cegueira é a incapacidade total e irremediável de perceber qualquer tipo de luz e, assim, de cor, tamanho, distância, forma, posição ou movimento de objetos.

As principais causas de cegueira no Brasil são catarata, glaucoma, retinopatia diabética, cegueira infantil e degeneração macular. A constatação da deficiência visual pode ser feita desde muito cedo, na infância, exceto nos casos de doenças degenerativas, como a catarata e o glaucoma, por exemplo, que evoluem nos adultos ou idosos.

Leia sobre "Glaucoma", "Catarata", "Degeneração macular" e "Retinopatia diabética".

Como lidar com as deficiências visuais?

O primeiro passo é reconhecê-las. Nem sempre as deficiências mais leves são detectadas prontamente. Muitas delas só são reconhecidas pelas dificuldades que a criança tem na escola. Por isso, muitas escolas recomendam aos pais e responsáveis que busquem fazer de rotina um exame de acuidade visual das crianças, principalmente se notarem alguma dificuldade de leitura, dor de cabeça injustificada por outros motivos ou vista cansada durante as aulas. Detectada alguma dificuldade visual, a criança deve ser levada a um oftalmologista, para corrigir o problema.

Mesmo adultos podem se adaptar às suas pequenas dificuldades e terem como normal uma visão deficiente e se surpreendem quando, movidos por quaisquer outras razões, são levados a corrigi-las. A baixa visão (ambliopia, visão subnormal ou visão residual) comporta uma grande variedade de intensidade de comprometimento das funções visuais que vão desde a mera dificuldade de percepção de luz até a redução da acuidade do campo visual. Uma pessoa com baixa visão sofre grande oscilação de sua condição, de acordo com o seu estado emocional e das condições de iluminação natural ou artificial.

A aprendizagem visual não depende apenas do olho, mas também da capacidade do cérebro de capturar, codificar, selecionar e organizar as imagens captadas pelos olhos.

Uma situação especial é o caso de alunos cegos. Nesse caso, o problema é reconhecido desde sempre. A alfabetização das crianças cegas ou com deficiências muito profundas de visão é simultânea à alfabetização das demais crianças, com o suporte de um atendimento especializado.

Segundo o Decreto 6.571, de 17 de setembro de 2008, o Estado deve oferecer apoio técnico e financeiro para que o atendimento especializado esteja presente em toda a rede pública de ensino. O aluno cego deve ter o direito a usar materiais adaptados, como livros em Braille ou a reglete (instrumento criado para a escrita Braille).

A escola deve facilitar a disposição dos objetos em sala de aula e fora dela, a fim de facilitar o acesso e a mobilidade da criança cega. As carteiras, estantes e mochilas devem ser mantidas sempre na mesma posição, por exemplo. Os ambientes devem conter sinalização em Braille, os corredores devem estar desobstruídos e devem ser instalados sinais sonoros em pontos especiais, como nas áreas de entrada e saída de veículos, por exemplo.

Veja também sobre "Ambliopia", "Fundo de olho" e "Hipertensão intraocular".

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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