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Saiba mais sobre a retinopatia

Wednesday, April 22, 2015
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Saiba mais sobre a retinopatia

O que é a retina?

A retina é a parte do olho responsável pela formação de imagens visuais que, traduzidas em impulsos elétricos, são enviadas ao cérebro. Ela é uma fina camada de tecido nervoso, localizada no fundo do olho, comparável a um filme numa câmera fotográfica, no qual estão localizadas as células sensoriais, os cones e os bastonetes. Os estímulos luminosos chegam a ela depois de atravessarem as estruturas anteriores do olho e serem focalizados sobre a retina pelo cristalino.

O que é a retinopatia?

Chama-se retinopatia a qualquer lesão não inflamatória que afeta a retina.

Quais são as causas da retinopatia?

As retinopatias são manifestações locais de doenças sistêmicas, como o diabetes e a hipertensão arterial, por exemplo. Normalmente ela está associada a um deficiente aporte sanguíneo para a retina. As principais causas de retinopatia são: diabetes mellitus, hipertensão arterial, prematuridade, anemia falciforme, exposição solar direta, certas medicações, obstruções de arteríolas e/ou vênulas da retina.

Quais são os principais tipos de retinopatia?

Embora existam outros tipos de retinopatia, os principais são a retinopatia diabética, a retinopatia hipertensiva e a retinopatia da prematuridade.

Retinopatia diabética:

O excesso de açúcar no sangue deteriora os vasos sanguíneos da retina, fazendo com que extravasem sangue e fluidos, produzindo um edema, que pode atingir a mácula, causando visão embaçada que pode progredir para perda parcial ou total da visão.

Retinopatia hipertensiva:

A hipertensão arterial também afeta o sistema circulatório da retina, causando o enrijecimento das artérias e estreitamento da luz dos vasos, reduzindo o aporte sanguíneo à retina.

Retinopatia pigmentar:

A retinopatia pigmentar, também chamada de retinite pigmentar ou retinose pigmentar, é um conjunto de doenças hereditárias que causam a degeneração das células da retina, o que leva a uma perda gradual da visão. Isso ocorre pelo fato das células fotorreceptoras (cones e bastonetes) morrerem.

Retinopatia da prematuridade:

A retinopatia da prematuridade se deve a um desenvolvimento anômalo da vascularização da retina, nos bebês que nascem prematuramente, pelo fato dele ocorrer fora do ambiente uterino. Os vasos sanguíneos da retina crescem de maneira desordenada, podem sangrar e descolar a retina.

Como o médico diagnostica a retinopatia?

O exame mais comum para diagnóstico dos diversos tipos de retinopatia é o exame de fundo de olho. Por meio dele, é possível estudar as anomalias vasculares, hemorragias, pequenos aneurismas, proliferação de novos vasos, pigmentações e outras anomalias próprias de cada tipo de retinopatia. Outros exames correspondem à tomografia de coerência ótica, sistema de fotografias do fundo de olho e a angiografia de retina.

Como o médico trata a retinopatia?

O tratamento das retinopatias depende da causa delas e pode ser feito com medicações ou com aplicação de laser. Quando se devem a doenças sistêmicas essas doenças devem ser tratadas ou mantidas sob controle. Nos pacientes com retinopatia diabética ou retinopatia hipertensiva o tratamento pode consistir na fotocoagulação com laser, para vedar os vãos sanguíneos que apresentem escapes.

Como prevenir a retinopatia?

Nos pacientes sob risco de retinopatias, os fatores causais devem ser mantidos sob controle, principalmente os níveis glicêmicos nos diabéticos e os níveis tensionais nos hipertensos.

Como evolui a retinopatia?

Nos casos de retinopatia diabética e de retinopatia hipertensiva alguns prejuízos já estabelecidos sobre a visão podem ser revertidos, mas outros são irreversíveis e podem mesmo progredir para cegueira. Nos casos mais graves, a retinopatia da prematuridade também pode levar à cegueira. Quanto maior a prematuridade, maior o risco de aparecimento do problema e potencialmente maior a sua gravidade.

Quais são as complicações da retinopatia?

As retinopatias que afetam a mácula, quando não tratadas adequadamente, podem levar à cegueira.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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