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A gripe H1N1 (Gripe suína) chegou mais cedo. O que precisamos saber?

quarta-feira, 6 de abril de 2016
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A gripe H1N1 (Gripe suína) chegou mais cedo. O que precisamos saber?

O que é gripe H1N1 (gripe suína)?

A gripe H1N1, também conhecida como gripe influenza tipo A ou gripe suína, consiste em uma doença causada por uma mutação do vírus da gripe comum. Atualmente, ela está em foco pois vários casos desse tipo de gripe estão se espalhando pelo Brasil, a partir do estado de São Paulo.

O vírus H1N1 foi primeiramente descoberto em porcos, mas as mutações seguintes levaram-no a contaminar também os seres humanos e a se espalhar rapidamente pelo mundo. Entre 2009 e 2010 houve uma pandemia da doença. Todos os 207 países e demais territórios notificaram casos confirmados de gripe H1N1, com quase nove mil mortos. Já em março de 2016, o número de casos só no estado de São Paulo superou a quantidade de pessoas doentes em 2015 em todo o país, com 260 casos no estado até março, contra 141 em todo o Brasil durante 2015.

A Organização Mundial da Saúde afirma que a gripe H1N1 hoje está controlada, mas o aumento de casos no estado de São Paulo tem tornado a doença novamente um motivo de preocupação.

O surto de gripe H1N1 em São Paulo

O Sul e o Sudeste do Brasil vêm registrando um acentuado aumento do número de casos de H1N1, sendo que até o presente momento (05/04/2016) já ocorreram números de notificações e de mortes maiores que aqueles verificados durante todo o ano de 2015. Em geral, a maior incidência de casos ocorre no inverno, embora o presente surto tenha se iniciado ainda no outono.

A resposta para isso parece ser que brasileiros ou viajantes vindos de áreas endêmicas da doença tenham trazido o vírus para o hemisfério sul. Ademais, as alterações do clima provocadas pelo aquecimento global estão fazendo com que doenças cuja ocorrência ficava restrita a determinadas estações do ano passem a acontecer em qualquer época do ano.

Como a gripe H1N1 (gripe suína) é transmitida?

A transmissão da gripe H1N1 ocorre principalmente por meio de secreções respiratórias, como gotículas de saliva, tosse ou espirro, da mesma maneira que a gripe comum. Algumas pessoas podem se infectar entrando em contato com objetos contaminados, mas esse tipo de contágio é incomum.

O tempo de incubação da doença é de um a quatro dias. A pessoa infectada pode demorar de um a sete dias para ser capaz de transmitir o vírus a outras pessoas. A gripe H1N1 pode afetar pessoas de todas as idades, mas nos surtos antes aludidos o vírus infectou mais pessoas entre os cinco e os 24 anos e foram poucos os casos em pessoas acima dos 65 anos de idade. Também gestantes, portadores de doenças crônicas (diabetes, asma, doenças autoimunes, etc.), crianças pequenas, pessoas com obesidade e com outros problemas respiratórios estão entre os grupos mais vulneráveis. Outros fatores de risco para o contágio são:

  • Permanecer em locais fechados e com aglomerações de pessoas.
  • Levar as mãos à boca ou ao nariz sem lavá-las antes.
  • Permanecer em contato próximo com uma pessoa doente.

Quais são as principais características clínicas da gripe H1N1 (gripe suína)?

Os sintomas da gripe H1N1 são bem parecidos com os da gripe comum e a transmissão também ocorre da mesma forma que naqueles casos. Os sinais e sintomas mais comuns são febre alta, tosse, dor de cabeça, dores musculares, falta de ar, espirros, dor de garganta, fraqueza, coriza, congestão nasal, náuseas, vômitos e diarreia.

Como o médico diagnostica a gripe H1N1 (gripe suína)?

O diagnóstico é suspeitado pelo exame clínico, mas só pode ser confirmado pela realização de teste laboratorial específico.

Como o médico trata a gripe H1N1 (gripe suína)?

A gripe H1N1 pode ser tratada com medicações antivirais, como o fosfato de Oseltamivir (Tamiflu). Medicamentos antivirais são drogas (comprimidos, líquidos ou inaláveis) que evitam que os vírus se reproduzam. Eles devem ser iniciados em até 48 horas do início do aparecimento dos sintomas e devem ser usados por cinco dias. Além disso, o paciente deve fazer repouso, ingerir bastante líquido e ter boa alimentação.

Como evitar a gripe H1N1 (gripe suína)?

A vacinação é uma das maneiras de evitar a gripe H1N1. Existem dois tipos disponíveis da vacina, a trivalente e a tetravalente. A vacina trivalente compreende duas cepas do vírus Influenza A e uma cepa do vírus Influenza B. Já a vacina tetravalente contém duas cepas do vírus Influenza A e duas cepas de Influenza B. A cepa para H1N1 está presente nas duas vacinas e não se modificou em relação à cepa de 2015, então a vacina de 2015 está sendo empregada na prevenção.

Outras medidas de prevenção são:

  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Lavar frequentemente as mãos com água e sabão. Após a lavagem, usar álcool em gel.
  • Dormir bem, pois um sono reparador ajuda a manter o bom funcionamento do sistema imune, que é o sistema de defesa do organismo.
  • Praticar atividades físicas de maneira regular.
  • Controlar o estresse.
  • Ingerir muito líquido e preferir alimentos nutritivos.
  • Evitar beber água em bebedouros públicos. Utilize copo ou garrafa plástica de uso individual.
  • Não tocar superfícies que podem estar contaminadas com o vírus da gripe.
  • Cobrir a boca com o braço ao tossir ou espirrar ou cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando tossir ou espirrar, jogando o lenço no lixo após o uso.
  • Evitar ficar tocando nos olhos, nariz ou boca.
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal.
  • Evitar locais fechados e com muitas pessoas. A correria aos postos de vacinação e postos de saúde que está acontecendo em São Paulo, infelizmente, acaba contribuindo para a disseminação dos vírus, pois esses locais fechados e com aglomerações são ideais para a transmissão da gripe.
  • A pessoa que contrair a Influenza deve ficar em casa (não ir ao trabalho ou à escola), evitando o contato com outras pessoas para não infectá-las.

Quais são as complicações possíveis da gripe H1N1 (gripe suína)?

A gripe H1N1 pode levar a complicações de saúde muito graves, inclusive em pessoas jovens, tais como pneumonias, síndrome respiratória aguda grave (SRAG), complicações cardíacas e até mesmo a morte. Mas a maioria das pessoas que têm a gripe se recupera totalmente, sem maiores danos à saúde.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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