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Adenomas: conceito, causas, diagnóstico, tratamento e evolução

quarta-feira, 3 de junho de 2020
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Adenomas: conceito, causas, diagnóstico, tratamento e evolução

O que são adenomas?

Adenomas são tumores benignos do tecido glandular, como a mucosa do estômago, intestino delgado e cólon, por exemplo, no qual as células tumorais formam estruturas semelhantes a glândulas. Esses tumores podem ter origem em diferentes locais do corpo, incluindo as glândulas do cólon, seios, pulmões, garganta e hipófise. Nos órgãos ocos do trato digestivo, por exemplo, os adenomas crescem para o interior do lúmen, formando os pólipos adenomatosos ou adenomas polipoides.

Embora quase todos sejam completamente inofensivos, em alguns casos raros eles podem se tornar malignos. Quando benignos, o nódulo é chamado “adenoma”; se canceroso, é conhecido como adenocarcinoma. O termo “adenoma” é derivado de “adeno”, palavra que, no grego, se refere a glândula.

Qual é a causa dos adenomas?

Os adenomas podem atingir qualquer pessoa, em qualquer idade, embora alguns tipos sejam mais comuns em certos grupos e faixas etárias, como as mulheres e os idosos. Na verdade, esse tipo de tumor é mais frequente em pessoas acima dos 50 anos, mas ocasionalmente pode acometer em pessoas mais jovens.

A causa exata desses crescimentos benignos ainda é desconhecida, mas alguns médicos acreditam que os níveis hormonais e a genética podem ter um papel no desenvolvimento deles. Esses elos, contudo, ainda não foram comprovados. Também a exposição à radiação pode levar a uma maior probabilidade do desenvolvimento de adenomas.

Quais são as características clínicas dos adenomas?

Os sintomas produzidos pelos adenomas variam muito de acordo com a sua localização e se o tumor é ou não secretor de hormônios. Os órgãos mais comumente afetados pelos adenomas e suas características mais comuns são:

  1. Adenomas do cólon: têm um potencial muito alto de se tornarem câncer de cólon e podem ser detectados pela colonoscopia.
  2. Adenomas da glândula pituitária: mais frequente entre as mulheres, geralmente achados incidentalmente em algum exame de rotina. Podem ocasionar dores de cabeça, visão turva, impotência (em homens), infertilidade e relações sexuais dolorosas. Costumam responder bem à remoção cirúrgica.
  3. Adenomas da glândula tireoide: presentes como nódulos tireoidianos. Podem ser removidos pela cirurgia, quando necessário.
  4. Adenomas dos seios: afetam mulheres jovens. A remoção cirúrgica é a melhor terapia possível.
  5. Adenomas da glândula adrenal: bastante comuns e raramente cancerígenos. Em alguns casos podem secretar excesso de cortisol, levando à síndrome de Cushing, ou aldosterona, levando à síndrome de Conn.
  6. Adenomas dos rins: afetam os túbulos renais e podem se tornar cancerosos.
Existem também alguns adenomas mais raros, como os que afetam o fígado, apêndice ou pulmões.

Por se tratar de tumor benigno, o adenoma não se dissemina para outros órgãos, mas, ainda assim, pode provocar problemas importantes dependendo da sua localização, afetando por contiguidade o cérebro e o fígado, entre outros órgãos importantes. Como é localizado em glândulas, ele pode secretar hormônios. Até 30% dos adenomas podem evoluir para um adenocarcinoma, maligno.

Leia sobre "Adenocarcinoma",  "Tumores da hipófise", "Nódulos da Tireóide" e "Tumores benignos do fígado".

Como o médico diagnostica os adenomas?

O procedimento diagnóstico começa com a história clínica e o exame físico do paciente. A seguir, são realizados exames de imagens, como a ressonância magnética e a tomografia computadorizada. A colonoscopia deve ser utilizada como exame de rotina para pessoas a partir 50 anos e mais cedo para aquelas que possuem histórico familiar ou qualquer sintoma. São solicitados também exames laboratoriais para detectar inflamações e alterações bioquímicas e para medir os níveis hormonais. Uma biópsia pode tornar-se necessária para avaliação da lesão e confirmação do diagnóstico e da condição benigna ou maligna da lesão.

Como o médico trata os adenomas?

Como alguns casos, embora poucos, podem evoluir para malignidade, recomenda-se a remoção de todos os adenomas. Os adenomas de cólon, que são um dos mais frequentes, podem ser removidos durante uma colonoscopia de rotina. Como são tumores associados com os hormônios, é indicado que, quando for o caso, as mulheres suspendam a utilização das pílulas anticoncepcionais.

Como evoluem os adenomas?

Em sua maioria, o prognóstico do adenoma é considerado favorável e são raras as complicações associadas com essa condição benigna. A grande maioria dos tumores benignos permanece indefinidamente dessa forma, sem evoluir para a malignidade, e apenas uma pequena taxa pode sofrer modificação.

Como prevenir a malignização dos adenomas?

Os exames preventivos como a colonoscopia são importantes para o achado dos pólipos. O acompanhamento médico é importante para analisar a evolução da doença e, em casos que evoluam para malignidade, para que o tratamento seja realizado o mais breve possível.

Quais são as complicações possíveis dos adenomas?

A principal complicação é a malignização. As outras complicações dependem da localização do tumor e podem ser alterações hormonais, lactorreia e diabetes mellitus, por exemplo.

Veja também sobre "Pólipos intestinais", "Câncer colorretal" e "Colonoscopia".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas dos sites do National Institutes of Health - U.S. e da American Cancer Society.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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