Cancro mole e cancro duro

O que é cancro mole e cancro duro?
Tanto o cancro mole como o cancro duro se expressam por feridas nas partes genitais masculinas ou femininas, causadas por agentes transmitidos por contatos sexuais. O cancro mole é uma doença sexualmente transmissível (DST) caracterizada por várias lesões na área genital, podendo também ser única. O cancro duro, ou cancro sifilítico, é igualmente caracterizado por lesões em áreas genitais e é a porta de entrada do agente infeccioso da sífilis, então chamada sífilis primária.
Saiba mais sobre "Sífilis", "Úlceras genitais femininas e masculinas" e "Doenças sexualmente transmissíveis".
Quais são as causas do cancro mole e do cancro duro?
O cancro mole é causado pela bactéria Haemophilus ducreyi, transmitida por contato sexual. Ela entra no corpo através de pequenas lesões na pele ou por meio de membranas mucosas. Os fatores de risco para contrair o cancro mole são: manter relações sexuais desprotegidas e estar infectado com o vírus HIV/AIDS.
O cancro duro é a fase inicial da sífilis, ou Lues. É uma doença causada pela bactéria Treponema pallidum que, na maior parte dos casos, é transmitida através de contato sexual sem preservativo.
Quais são as principais características clínicas do cancro mole e do cancro duro?
O cancro mole é mais frequente no sexo masculino e nas regiões de climas tropicais. Os primeiros sintomas dele são dor de cabeça, febre e fraqueza, que podem aparecer de dois a 15 dias depois do contágio. Os sinais mais notáveis são pequenas feridas dolorosas e com a presença de pus, que aparecem com frequência nos órgãos genitais masculinos ou femininos. Podem aparecer também ínguas na virilha. Nem sempre as feridas são visíveis, mas provocam dor na relação sexual e ao evacuar.
Os primeiros sinais e sintomas do cancro duro são feridas indolores nas regiões genitais de homens ou mulheres. O cancro duro corresponde à sífilis primária e surge cerca de 3 semanas após o contágio. Caracteriza-se por um pequeno caroço rosado que evolui para uma úlcera avermelhada, com fundo liso e bordas endurecidas, coberta por uma secreção transparente, que surge nos órgãos genitais, mas também pode surgir na região anal, boca, língua, mamas ou dedos. É frequente também a adenopatia inguinal (íngua na virilha) que, em geral, passa desapercebida. O cancro usualmente desaparece em 3 a 4 semanas, sem deixar cicatrizes.
Veja sobre "Infecção pelo HIV", "AIDS" e "Conhecimentos sobre relação sexual".
Como o médico diagnostica o cancro mole e o cancro duro?
O médico fará suas primeiras suspeitas de cancro mole e do cancro duro pela observação das lesões. Para confirmar o diagnóstico, no entanto, precisará fazer exames laboratoriais, teste molecular, pesquisa de DNA e raspagem. Como o cancro mole é uma doença muito parecida com a sífilis primária, o médico poderá pedir um exame de sangue para sífilis, o VDRL, para estabelecer o diagnóstico diferencial, além de confirmar o diagnóstico de cancro duro.
Como o médico trata o cancro mole e o cancro duro?
Quando tratado corretamente, o cancro mole pode ser curado dentro de semanas, devendo haver melhoras dentro de 7 dias após o início da terapia. O tratamento mais indicado pelos médicos é feito à base de penicilina. Uma única injeção de penicilina já é o bastante para impedir a progressão da doença. Durante o primeiro dia de tratamento, sem durar mais do que um dia, o paciente pode ter sintomas, como febre, calafrios, náuseas, dores nas articulações e dor de cabeça. Deve também ser feito o tratamento dos parceiros sexuais.
O cancro duro também pode ser curado com injeções de penicilina. Caso o tratamento não seja feito, ele desaparece espontaneamente, mas volta posteriormente sob formas mais graves de sífilis.
Como prevenir o cancro mole e o cancro duro?
O meio mais eficaz de prevenir-se contra o cancro mole ou o cancro duro é usar a camisinha nas relações sexuais. Restringir os parceiros sexuais (se possível a um só) diminui muito a chance de contrair cancro.
Leia também sobre "Doenças transmitidas pelo beijo" e "Os perigos do sexo oral".
Referências:
As informações veiculadas neste texto foram extraídas em parte do site do Ministério da Saúde – Manual de Bolso das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e, em parte, dos sites do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e da World Health Organization.
