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Colelitíase. Diagnóstico e Tratamento.

Wednesday, March 3, 2010
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Colelitíase. Diagnóstico e Tratamento.

Como é feito o diagnóstico da colelitíase?

 A história clínica é bem característica e orienta o diagnóstico. Há uma história de dor abdominal intensa, constante, no lado direito do abdome abaixo da costela, próximo ao estômago ou nas costas. A dor é forte, súbita e localizada, com o abdome endurecido. Dura de 30 minutos a 5 horas. Náuseas e vômitos acompanham com frequência a dor abdominal.

Procure um clínico geral, um gastroenterologista ou um cirurgião para avaliar os seus sintomas.

O exame mais preciso para o diagnóstico é a ultrassonografia abdominal.

Exames radiológicos podem evidenciar pedras, muitas vezes quando o paciente está investigando uma outra patologia. Mas os cálculos de colesterol (maioria) não aparecem na radiografia. A cintilografia também pode ser usada para o diagnóstico.

Na suspeita de migração do cálculo para o canal da bile, este pode ser diagnosticado e retirado no pré-operatório através da colangiopancreatografia retrógrada endoscópica e papilotomia endoscópica, respectivamente.

 

Como é o tratamento da colelitíase? 

Existem pontos de vista conflitantes a respeito do tratamento de pacientes assintomáticos com pedras na vesícula. Alguns médicos defendem que eles devem ser operados, outros propõem que devem ser simplesmente acompanhados. Deve-se levar em consideração os riscos advindos das complicações e os riscos cirúrgicos nestes casos. A última palavra será sempre dada pelo paciente, após receber as orientações médicas adequadas.

Nos casos em que a cirurgia é realizada, podem ser usadas duas técnicas, a cirurgia aberta ou a cirurgia por via laparoscópica.

 

Quais as vantagens e as desvantagens de cada técnica cirúrgica?

  • Colecistectomia aberta. É realizada com uma incisão que varia de 10 a 30 cm. O paciente permanece internado em média 3 dias e necessita de um tempo de recuperação de cerca de 30 dias para retornar às suas atividades físicas.
  • Colecistectomia videolaparoscópica. São feitas quatro punções, em uma delas entra um sistema ótico conectado a uma microcâmera e a vesícula é retirada por um desses orifícios. A recuperação é mais rápida e o paciente geralmente apresenta menos dor no pós-operatório. Hoje em dia este é o tratamento de escolha para a maioria dos pacientes.

 

Depois de retirada a vesícula, existe alguma restrição futura?

A vesícula é um órgão que tem a sua função e não deve ser retirada se estiver saudável. Mas, quando há necessidade, após a sua remoção o colédoco dilata e passa a armazenar a bile.

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas em parte dos sites da da Mayo ClinicAmerican Gastroenterological Association e American College of Gastroenterology.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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