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Difteria: o que é? Quais as causas e os sintomas? Como é feito o diagnóstico e o tratamento? Tem como evitar?

quinta-feira, 13 de setembro de 2012
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Difteria: o que é? Quais as causas e os sintomas? Como é feito o diagnóstico e o tratamento? Tem como evitar?

O que é difteria?

A difteria (ou crupe) é uma doença infectocontagiosa causada pela toxina do bacilo Corynebacterium diphiteriae, que provoca inflamação da mucosa da garganta, do nariz e, às vezes, da traqueia e dos brônquios. Ela cria uma pseudomembrana brancoacinzentada no fundo da boca, que recobre as amígdalas e dificulta ou até mesmo impede a respiração.

O bacilo Corynebacterium diphteriae geralmente limita sua infecção à faringe, mas pode estender-se às fossas nasais, laringe, traqueia e brônquios. Tem efeitos sistêmicos danosos ou mortais, graças à disseminação de sua poderosa toxina. Entre outros, ela provoca um edema das mucosas orofaríngeas que pode causar obstrução respiratória e levar à asfixia. A enfermidade é mais comum na infância.

Quais são as causas da difteria?

O Corynebacterium diphiteriae é transmitido de pessoa a pessoa através de gotículas de secreção eliminadas por tosse, espirro ou pela fala. A transmissão também pode se dar através do consumo de leite cru. A transmissão através de objetos contaminados é rara. O período de incubação da doença é de cerca de um a seis dias, podendo ser mais longo.

Quais são os sinais e os sintomas da difteria?

O sintoma mais típico da difteria é o aparecimento de placas pseudomembranosas brancoacinzentadas, aderidas às amígdalas e órgãos adjacentes. A faringite produzida pelo Corynebacterium diphiteriae causa sintomas gerais, como mal-estar, febre, dor de garganta, coriza nasal, tosse, fadiga, dificuldades de deglutir, manchas avermelhadas na pele, cianose e náuseas. Os gânglios linfáticos do pescoço tornam-se muito inchados e aumentam as dificuldades de deglutir e respirar. A elevação da frequência dos batimentos do coração pode causar parada cardíaca. Pode haver paralisia dos olhos, pescoço, garganta ou músculos do aparelho respiratório e agravamento da infecção, com toxemia, prostração e asfixia mecânica.

Antes das vacinas, a difteria era considerada uma epidemia mortífera. A toxina liberada causa danos à distância no fígado, rins, coração e nervos.

Como o médico diagnostica a difteria?

Quase sempre o diagnóstico da difteria é clínico e pode ser confirmado pela cultura e observação microscópica do agente patogênico e pela identificação bioquímica da toxina ou do teste imunológico específico.

Como o médico trata a difteria?

Uma vez que seja suspeitado o diagnóstico, o tratamento deve começar imediatamente, mesmo antes que os exames laboratoriais o confirmem. O paciente deve ser afastado do convívio com outras pessoas e receber logo o soro antidiftérico. No controle da doença ou de suas eventuais complicações, podem ser utilizados antibióticos. Se houver obstrução do canal respiratório, pode ser necessária uma traqueostomia de emergência.

Como prevenir a difteria?

Hoje em dia, a principal prevenção é feita através da vacina. Em geral, ela é dada como vacina tríplice, associada às vacinas contra a coqueluche e o tétano.

O contato com indivíduos contaminados deve ser evitado.

Como evolui a difteria?

A difteria é uma doença de notificação obrigatória.

A incidência da difteria é mais comum nos meses frios.

A difteria é uma doença grave, que requer atendimento médico imediato.

O prognóstico piora com:

  • O passar do tempo da doença.
  • A ocorrência de edema periganglionar (inchaço perto dos gânglios).
  • Manifestações hemorrágicas.
  • Placas extensas na orofaringe.
  • Miocardite precoce e presença de insuficiência renal.

Atualmente, a doença é rara no Brasil, devido à vacinação maciça das crianças.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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