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Doença arterial coronariana

Thursday, August 23, 2018
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Doença arterial coronariana

O que é a doença arterial coronariana?

A doença arterial coronariana ou doença cardíaca coronária é uma doença na qual uma placa de substância cerosa se forma e adere às paredes das artérias coronárias, prejudicando o fluxo de sangue rico em oxigênio para o músculo cardíaco.

Quais são as causas da doença arterial coronariana?

As pesquisas sugerem que a doença arterial coronariana começa quando certos fatores danificam as camadas internas das artérias coronárias. Esses fatores incluem fumo, níveis elevados de certas gorduras e colesterol no sangue, pressão arterial elevada, altos níveis de açúcar no sangue e inflamação dos vasos sanguíneos. Uma placa de aterosclerose pode começar a se acumular no ponto onde as artérias estão danificadas e estreitar progressivamente a luz dessas artérias.

Embora a doença se manifeste a partir da segunda metade da vida, a placa nas paredes das artérias coronarianas pode começar na infância. Coágulos sanguíneos podem estreitar ainda mais as artérias coronárias e piorar a angina. Se um coágulo se tornar grande o suficiente, ele pode obstruir por completo a artéria coronária e causar um infarto do miocárdio.

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Os principais fatores de risco são:

Qual é o mecanismo fisiológico da doença arterial coronariana?

A formação de placas aderidas às paredes das artérias é chamada de aterosclerose. O acúmulo dessas placas ocorre ao longo de muitos anos e pode crescer progressivamente até vir a obstruir totalmente a artéria. Com o tempo, a placa pode, ainda, endurecer ou romper-se.

Quando endurecida, ela estreita a luz das artérias coronárias e reduz o fluxo de sangue rico em oxigênio para o coração. Se a placa se romper, um grande coágulo de sangue pode se formar e pode obstruir por completo o fluxo sanguíneo através de uma artéria coronária. Se o fluxo de sangue rico em oxigênio para o músculo cardíaco for muito reduzido ou bloqueado, pode ocorrer angina de peito ou um infarto cardíaco (“ataque” cardíaco).

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Quais são as principais características clínicas da doença arterial coronariana?

Algumas pessoas com doença arterial coronariana não apresentam sinais ou sintomas. A doença então pode não ser reconhecida até que a pessoa tenha um infarto do miocárdio (“ataque cardíaco”), insuficiência cardíaca ou arritmia cardíaca (um batimento cardíaco irregular).

Um infarto do miocárdio ocorre quando o fluxo de sangue rico em oxigênio é interrompido para uma parte do músculo cardíaco. Isso pode acontecer se uma área de placa de uma artéria coronária se rompe e as plaquetas se aglomeram no local para formar coágulos sanguíneos que podem obstruir totalmente o fluxo de sangue através da artéria coronária em causa. Se o bloqueio não for tratado rapidamente, a parte do músculo cardíaco alimentada pela artéria começa a morrer e o tecido cardíaco, que antes era saudável, é substituído por tecido cicatricial. Este dano cardíaco pode não ser óbvio, ou pode causar problemas graves e duradouros imediatamente detectáveis.

O sintoma mais comum de infarto do miocárdio é dor ou desconforto no peito. A maioria dos ataques cardíacos envolve desconforto no centro ou no lado esquerdo do tórax, que geralmente dura alguns minutos, desaparece e retorna. Esse desconforto aparece sob a forma de uma pressão desagradável, sensação de aperto ou de plenitude gástrica. A dor do ataque cardíaco às vezes pode parecer indigestão ou azia. Os sintomas da angina de peito podem ser semelhantes aos sintomas de um ataque cardíaco embora, talvez, mais brandos. A dor da angina dura apenas alguns minutos, aumenta com exercício e desaparece com o descanso.

A insuficiência cardíaca é uma condição na qual o coração perde sua força e não consegue bombear sangue suficiente para atender as necessidades do corpo. Insuficiência cardíaca não significa que o coração parou ou está prestes a parar de funcionar, mas que funciona insuficientemente. Os sinais e sintomas mais comuns de insuficiência cardíaca são falta de ar ou dificuldade para respirar, fadiga e inchaço nos tornozelos, pés, pernas, estômago e veias do pescoço. Todos esses sintomas são o resultado do acúmulo de fluido no corpo. Quando os sintomas começam, o paciente pode se sentir cansado e sem fôlego após esforço físico rotineiro.

Uma arritmia é um problema com o ritmo do batimento cardíaco. Quando a pessoa tem uma arritmia, percebe que o coração está “pulando” batidas ou batendo muito rápido. Algumas pessoas descrevem arritmias como uma sensação de vibração no peito. Algumas arritmias podem fazer com que o coração pare de repente de bater.

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Como o médico diagnostica as doenças arteriais coronarianas?

O médico diagnostica a doença arterial coronariana com base na história médica e familiar, nos fatores de risco para a doença, num exame físico e em resultados de testes e procedimentos. Se houver a suspeita de doença arterial coronariana, o médico provavelmente recomendará um ou mais dos seguintes testes: eletrocardiograma, teste de esforço, ecocardiografia, radiografia do tórax, exames de sangue, angiografia coronária e cateterismo cardíaco.

Como o médico trata a doença arterial coronariana?

Tratamentos para doença cardíaca coronária incluem mudanças para um estilo de vida mais saudável para o coração, uso de medicamentos, procedimentos médicos, cirurgia e reabilitação cardíaca. As metas de tratamento podem incluir ainda a redução do risco de formação de coágulos sanguíneos, prevenção de complicações da doença arterial coronariana, redução dos fatores de risco, alívio dos sintomas e dilatação ou “bypass” das artérias entupidas.

Como prevenir a doença arterial coronariana?

Mudanças no estilo de vida, medicamentos e procedimentos médicos podem ajudar a prevenir ou tratar doenças cardíacas coronárias. A prevenção da doença arterial coronariana pode ser feita tomando medidas para controlar os fatores de risco, como colesterol alto, pressão alta e obesidade. Apenas alguns fatores de risco, como idade, sexo e histórico familiar, não podem ser controlados.

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Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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