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Enoftalmia e exoftalmia

quarta-feira, 19 de julho de 2017
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Enoftalmia e exoftalmia

O que é enoftalmia?

O termo enoftalmia foi utilizado pela primeira vez em 1994 por Soparkar e colaboradores para descrever uma retração anormal do olho em relação à órbita. A enoftalmia é o afundamento do globo ocular para dentro da órbita, que pode ser congênito ou adquirido. O deslocamento posterior do globo ocular em relação ao outro olho pode ser consequente a vários processos que acometem o assoalho orbitário; alguns mais comuns, como neoplasias malignas, trauma, osteomielite e doenças inflamatórias sistêmicas; outros mais raros, como neurofibromatose, sinusite crônica e mucocele de seio maxilar. Em geral, o diagnóstico desta condição é realizado por oftalmologistas, uma vez que os principais sinais encontrados estão relacionados primariamente ao olho, embora possam estar relacionados a causas não oftalmológicas. O tratamento da enoftalmia depende da sua causa, mas muitas vezes implica em cirurgia para reposicionamento do globo ocular.

Leia também "Neurofibromatoses", "Osteomielite", "Tumores cerebrais" e "Sinusite".

O que é exoftalmia?

A exoftalmia, também chamada de exoftalmo (do grego: ex=fora + ophthalmos=olho), proptose ou exorbitismo é uma condição médica em que o paciente apresenta uma protrusão de um ou dos dois olhos para fora da órbita. A exoftalmia exibe uma proporção maior do que o normal da parte branca dos olhos, fazendo os olhos parecerem "arregalados". A exoftalmia pode ser uni ou bilateral e cada uma dessas condições têm implicações clínicas diferentes. É bilateral em casos de doença de Graves e unilateral nos casos de um tumor orbital, por exemplo. A exoftalmia não é uma doença em si, mas sim um sinal de uma doença.

A causa mais comum é a doença de Graves, uma forma de hipertireoidismo, mas também pode ser devida a outros motivos, como outras causas de hipertireoidismo, celulite ou tumores orbitários, infecções, sangramento nos olhos, leucemia, hemangioma e desordens vasculares. Por vezes, a exoftalmia vem acompanhada de sinais ou sintomas como perda parcial ou total de visão, visão dupla, dor e/ou vermelhidão nos olhos e dores de cabeça.

A doença de Graves provoca uma extrusão bilateral dos olhos. A celulite ou o tumor orbital, por seu turno, normalmente provoca uma exoftalmia unilateral. De um modo geral, a exoftalmia causa dor, olhos secos, irritação ocular, sensibilidade à luz, secreções, derramamento de lágrimas, visão dupla, cegueira progressiva e dificuldade para mover os olhos. A existência da exoftalmia pode ser reconhecida pela simples inspeção, mas o mais importante é diagnosticar o aparecimento de outros sintomas além da protrusão dos olhos e entender como eles se relacionam com a exoftalmia. Depois do exame físico dos olhos, o médico poderá pedir exames de laboratório para entender melhor a causa da exoftalmia, tais como exame na lâmpada de fenda, testes sanguíneos, dosagem dos hormônios da tireoide e exames de imagens, tais como tomografia computadorizada e ressonância magnética. O tratamento da exoftalmia varia segundo as suas causas. Além disso, corticoesteroides podem ser receitados para ajudar no controle da inflamação, se houver. As exoftalmias provocadas por infecções devem ser tratadas com antibióticos. Casos de exoftalmia pela presença de tumores podem necessitar de tratamentos mais invasivos, como de cirurgia ou radioterapia, por exemplo.

Veja mais em "Doença de Graves", "Hipertireoidismo", "Leucemias" e "Hemangiomas".

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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