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Esclerose subcondral - como ela é?

segunda-feira, 22 de março de 2021
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Esclerose subcondral - como ela é?

O que é esclerose subcondral?

A esclerose subcondral é uma doença que tem impacto nos ossos das pessoas que sofrem de osteoartrites. É o endurecimento do osso logo abaixo da superfície da cartilagem, especificamente nas zonas das articulações, em decorrência do aumento da massa e da densidade óssea por uma camada fina de osso localizada logo abaixo da cartilagem da articulação.

Quais são as causas da esclerose subcondral?

A causa da esclerose subcondral ainda não é claramente compreendida. No entanto, sabe-se que ela aparece nas fases adiantadas e finais da osteoartrite, quando há uma degeneração da cartilagem articular.

Contudo, estudos mais recentes têm mostrado que pode haver alterações no osso subcondral nos estágios iniciais da osteoartrite e que essas mudanças iniciais podem ser uma das causas, não um resultado, da artrite. Uma visão mais antiga prega o contrário: à medida que a ponta do osso se torna mais espessa, pode danificar a cartilagem da articulação, levando à osteoartrite.

Os fatores de risco para a esclerose subcondral são os mesmos da osteoartrite: genética, idade avançada, mulheres na pós-menopausa, obesos, lesões nas articulações, estresse repetitivo nas articulações e ossos desalinhados.

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Qual é o substrato fisiológico da esclerose subcondral?

O tecido ósseo de uma pessoa está constantemente sendo reparado e substituído, especialmente na parte próxima à articulação. Quando a pessoa tem esclerose subcondral, algo faz com que o novo tecido se torne mais denso e tenha mais colágeno do que o osso normal. A esclerose subcondral ocorre devido a esse espessamento.

A junção osteocondral é a transição entre os tecidos moles e duros e, portanto, é crítica para absorver as tensões durante a atividade articular. A esclerose subcondral envolve a degradação da cartilagem e a remodelação óssea devido a uma resposta ativa dos condrócitos na cartilagem articular e das células inflamatórias nos tecidos circundantes. A liberação de enzimas dessas células decompõe o colágeno, destruindo a cartilagem articular. A exposição do osso subcondral subjacente resulta em esclerose, seguida por alterações reativas de remodelação que levam à formação de cistos e osteófitos do osso subcondral. O espaço articular é progressivamente perdido ao longo do tempo.

Quais são as características clínicas da esclerose subcondral?

A esclerose subcondral aparece nas fases adiantadas da osteoartrite e não apresenta sintomas separados dos sintomas dessa doença. Ela é comum nos ossos envolvidos nas articulações que suportam cargas, como joelhos e quadris, mas outras articulações também podem ser afetadas, incluindo a mão, o pé ou a coluna.

A esclerose subcondral pode acompanhar o agravamento da dor nas articulações próprias da osteoartrite. Outros sinais e sintomas decorrentes da esclerose subcondral são a formação de cistos e os osteófitos (esporões ósseos). Um cisto subcondral é um espaço cheio de líquido dentro de uma articulação, que se estende a partir de um dos ossos que formam a articulação. Os osteófitos são uma das principais características clínicas dessa doença e podem se formar desde o início dela e ser uma fonte de dor e perda da função articular. Em geral, podem ser vistos antes de ocasionarem estreitamento do espaço articular.

Como o médico diagnostica a esclerose subcondral?

À medida que a artrite piora, a área do osso logo abaixo da cartilagem torna-se mais densa, mas a pessoa não sente que isto está acontecendo, o que só pode ser detectado por radiografias ou ressonância magnética. Os cistos aparecem pela primeira vez nas radiografias como pequenos sacos cheios de líquido logo abaixo da superfície da cartilagem da articulação. Os esporões podem ser denunciados por dores e serem detectados igualmente por estes mesmos exames complementares.

Como o médico trata a esclerose subcondral?

Não existem tratamentos específicos para a esclerose subcondral, mas existem alguns para a osteoartrite, e a esclerose subcondral é tratada como parte do tratamento daquela. São incluídos medicamentos anti-inflamatórios, fisioterapia para fortalecer os músculos ao redor de uma articulação comprometida, exercícios de baixo impacto, perda de peso, injeções de corticoide e ácido hialurônico.

Os cistos ósseos podem requerer aspiração, mas a condição de artrite também deve ser tratada para evitar a formação de novos cistos. Os esporões podem ser removidos por cirurgia. A cirurgia é o último recurso quando todos os outros tratamentos falham. A cirurgia de substituição de quadril e joelho atualmente é comum.

Quais são as complicações possíveis com a esclerose subcondral?

Um estudo recente sugere que, em pessoas com osteoartrite do joelho, os cistos do osso subcondral podem indicar aumento da taxa de perda de cartilagem e progressão para piora da osteoartrite. O estudo também descobriu que as pessoas com esses cistos têm, em média, o dobro da probabilidade de necessitarem de uma prótese de joelho dentro de um período de dois anos.

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Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Science Direct e da Mayo Clinic

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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