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Feocromocitoma: definição, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento, evolução

terça-feira, 5 de novembro de 2013
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Feocromocitoma: definição, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento, evolução

O que é o feocromocitoma?

O feocromocitoma é um tumor raro (2:1.000.000) e diminuto, de células cromafins (células neuroendócrinas encontradas na medula das glândulas suprarrenais e em gânglios do sistema nervoso simpático), que se desenvolve na camada medular das glândulas suprarrenais ou, em casos ainda mais raros, em locais extra-adrenais. Esses tumores podem ser unilaterais (situação mais frequente) ou bilaterais (mais raros) e secretam catecolaminas, tais como adrenalina, noradrenalina e dopamina, todas elas tendo a ação de elevar a pressão arterial. Embora geralmente benigno, o risco deste tumor está na possibilidade de desencadear crises hipertensivas potencialmente fatais.

Quais são as causas do feocromocitoma?

Estes tumores são causados por hiperplasia das células cromafins da medula suprarrenal ou por tecido cromafim extra-adrenal resultante de uma falha na migração de células cromafins durante o desenvolvimento embrionário.

Quais são os principais sinais e sintomas do feocromocitoma?

As manifestações clínicas do feocromocitoma costumam aparecer rapidamente e desaparecer vagarosamente. Algumas pessoas com esta doença podem não apresentar sintomas, enquanto outras podem apresentar sintomas graves: palpitações, taquicardia, crises hipertensivas, fortes dores de cabeça, ansiedade, tremores, intolerância à glicose, etc. O feocromocitoma costuma estar associado a outras neoplasias endócrinas e apresentarem defeitos esqueléticos característicos, ganglioneuromatoses e neuromas das mucosas. Normalmente ocorre também perda de peso, aumento do tônus das artérias coronárias, sintomas de insuficiência cardíaca e infarto agudo do miocárdio.

A sintomatologia do feocromocitoma na infância costuma ser distinta daquela dos adultos e nelas as manifestações mais comuns são: sudorese, alterações da visão, pressão alta constante e não na forma de crises, como nos adultos.

Como o médico diagnostica o feocromocitoma?

Os tumores do feocromocitoma não são visíveis ou palpáveis e só se evidenciam por intermédio de uma cintilografia (captação de um traçador radioativo como o iodo 131) e são localizados através de tomografia ou ressonância magnética. O diagnóstico pode ser feito por meio de análises no sangue ou na urina dos níveis de catecolaminas e produtos da sua degradação. Outros exames de imagem, tais como ressonância magnética ou tomografia computadorizada das glândulas suprarrenais também podem ser utilizados no diagnóstico do feocromocitoma.

Como o médico trata o feocromocitoma?

O tratamento de eleição para o feocromocitoma é a ressecção cirúrgica do tumor: raramente ele responde à quimioterapia ou à radioterapia. Após a adrenalectomia (ressecção da suprarrenal) é necessário fazer a reposição dos glicocorticoides e mineralocorticoides que antes eram produzidos por essas glândulas. Até a remoção do tumor, o tratamento deve ser sintomático.

Como evolui o feocromocitoma?

Cerca de 1/3 dos pacientes com feocromocitoma morrem antes que seja feito o diagnóstico, geralmente de arritmia cardíaca ou acidente vascular cerebral.

Caso o feocromocitoma resulte de um câncer que sofreu metástase, o seu crescimento pode ser retardado por meio de medicações adequadas. 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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