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Gastrite enantematosa - como ela é?

terça-feira, 18 de abril de 2017
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Gastrite enantematosa - como ela é?

O que é gastrite enantematosa?

A gastrite enantematosa, assim como a gastrite comum, é uma inflamação na parede do estômago, causando vermelhidão e inchaço, que provoca uma série de incômodos estomacais nos indivíduos acometidos. A diferença dela para a gastrite comum é que ela afeta, além da mucosa, o epitélio estomacal, gerando um ferimento na parede do estômago.

Quais são as causas da gastrite enantematosa?

A gastrite enantematosa pode ser provocada pela presença da bactéria Helicobacter pylori, por doenças autoimunes, pelo consumo de álcool e pelo uso frequente de aspirinas, remédios anti-inflamatórios ou corticoides.

Saiba mais sobre "Gastrites", "Doenças autoimunes" e "Corticoides".

Quais são as principais características clínicas da gastrite enantematosa?

Os sintomas da gastrite enantematosa surgem geralmente após as refeições, podendo durar cerca de duas horas, sendo os mais comuns dor de cabeça, dor e queimação no estômago, enjoo, indigestão, gases e arrotos, falta de apetite e vômito ou ânsia de vômito. Pode, ainda, aparecer sangue nas fezes. Os sintomas se iniciam de maneira leve e podem ir se agravando ao longo das horas.

A gastrite enantematosa pode ser classificada de acordo com a região afetada do estômago: cárdia, corpo, antro e fundo. Assim, por exemplo, fala-se de gastrite enantematosa antral quando a inflamação ocorre na parte final do estômago, o antro.

Segundo a gravidade, fala-se em gastrite enantematosa leve quando a inflamação ainda está no início, não prejudicando muito o estômago. Em casos mais sérios, a gastrite enantematosa é classificada em moderada ou severa.

Leia sobre "Flatulência ou excesso de gases", "Náuseas e vômitos" e "Melena e Hematêmese".

Como o médico diagnostica a gastrite enantematosa?

O diagnóstico deve começar a ser feito pelos sintomas e ser confirmado por uma endoscopia digestiva alta, através da qual o médico especialista consegue visualizar a parte interna do estômago e identificar a presença da inflamação.

Como o médico trata a gastrite enantematosa?

O tratamento para gastrite enantematosa inclui medicamentos antiácidos ou protetores gástricos, antibióticos para eliminar a bactéria Helicobacter pylori, quando essa for a causa da gastrite e alteração dos hábitos alimentares, evitando alimentos gordurosos e outros que irritam o intestino. Deve-se manter uma dieta adequada que seja recomendada pelo médico ou por um nutricionista.

  • De um modo geral, são considerados alimentos proibidos:

Alimentos gordurosos e frituras; frutas ácidas; temperos; picles; doces concentrados; frutas secas e cristalizadas; frutas oleaginosas; feijão e outras leguminosas; pepino; tomate; couve; couve-flor; brócolis; repolho; pimenta; pimentão; nabo; rabanete; café; chá preto; mate e chocolate; linguiça; salsicha; patês; mortadela; presunto; bacon; carne de porco; carnes gordas; alimentos enlatados e em conserva; bebidas alcoólicas e gasosas.

  • E considerados alimentos permitidos:

Chá de camomila; erva-doce; erva-cidreira; melissa; espinheira santa; sopas magras; carnes magras desfiadas, picadas, moídas, ensopadas, cozidas, assadas ou grelhadas; ovos cozidos, poches ou quentes; verduras e legumes bem cozidos; frutas; pães brancos, bolachas maria, maisena e água e sal; arroz; macarrão simples; batata, mandioca, mandioquinha e cozidos.

A duração do tratamento depende da gravidade da inflamação e das suas causas, devendo sempre ser orientado pelo médico.

Como evitar os sintomas da gastrite enantematosa?

  • Evitar alimentos irritativos da mucosa gástrica.
  • Evitar o consumo de alimentos prontos, como congelados, industrializados e empacotados.
  • Evitar o fumo e as bebidas alcoólicas.
  • Evitar ingerir grandes quantidades de alimentos antes de se deitar.
  • Evitar alimentos muito quentes.
  • Evitar goma de mascar.
  • Evitar fazer refeições volumosas a qualquer hora do dia.
Veja também sobre "Sintomas da gastrite", "Hemorragia digestiva alta" e "Endoscopia digestiva alta".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas em parte dos sites da Cleveland Clinic e da Johns Hopkins Medicine.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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