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Hamartoma - causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e evolução

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020
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Hamartoma - causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e evolução

O que é hamartoma?

Um hamartoma é um tumor não-canceroso (benigno) constituído pela mistura anormal de tecidos e células normais da área em que cresce. Os hamartomas podem crescer em qualquer parte do corpo, incluindo pescoço, rosto e cabeça. Em alguns casos, eles crescem internamente em locais como coração, cérebro e pulmões e são, por isso, de mais difícil detecção.

Quais são as causas do hamartoma?

A causa exata do crescimento do hamartoma é desconhecida. Conquanto alguns casos sejam hereditários, ninguém sabe ao certo o que causa a maioria desses tumores. Esses crescimentos benignos estão associados a outras condições, incluindo: síndrome de Pallister-Hall, um distúrbio genético que afeta o desenvolvimento corporal e pode causar dedos extras nos pés; síndrome de Cowden, uma condição que faz com que a pessoa desenvolva múltiplos crescimentos benignos; e esclerose tuberosa.

Leia mais sobre “Doença de Cowden”, “Mutações genéticas” e “Polidactilia”.

Quais são as principais características clínicas do hamartoma?

Embora vistos como inofensivos, esses tumores benignos podem crescer a tamanhos que causem pressão nos tecidos circundantes. Às vezes, os hamartomas mostram apenas poucos ou nenhum sintoma e até mesmo desaparecem com o tempo. Porém, em casos mais graves, e dependendo de onde eles cresceram, esses tumores podem ter sérias complicações.

Eles também podem ocorrer como parte de síndromes que predispõem as pessoas ao câncer em vários órgãos diferentes, mas quando causam sintomas, isso geralmente está relacionado ao local em que ocorrem.

A localização do tumor pode desencadear alguns efeitos colaterais prejudiciais, quando começa a empurrar outros tecidos ou órgãos em suas locações normais. Se crescer externamente, um hamartoma pode alterar a aparência do órgão afetado, como a mama, por exemplo. Em casos especiais, mais raros e mais graves, o crescimento do hamartoma pode inclusive ser fatal.

As localizações mais comuns dos tumores de hamartoma são: qualquer lugar da pele, onde são muito aparentes; pescoço e peito; coração; seio; cérebro; pulmões; rins e baço.

Como o médico diagnostica o hamartoma?

Os hamartomas são difíceis de diagnosticar sem testes adequados. Muitas vezes, não há sintomas associados a um hamartoma e eles são encontrados incidentalmente quando um exame é solicitado por outro motivo. Os hamartomas podem ser muito semelhantes ao câncer nos estudos de imagem e, por esse motivo, podem ser muito assustadores para o paciente e desafiadores para o diagnóstico médico. Eles devem ser cuidadosamente testados para confirmar que não são malignos.

Alguns testes e procedimentos que os médicos podem usar para diferenciar esses crescimentos benignos de tumores cancerígenos incluem: radiografias, tomografia computadorizada, ressonância magnética, mamografia, eletroencefalografia, ultrassonografia. Como os exames de imagem não são capazes de fazer uma diferenciação segura entre os hamartomas e os tumores malignos, uma biópsia pode ser necessária.

Como o médico trata o hamartoma?

Em muitos casos, os hamartomas não causam sintomas e o tratamento é desnecessário. Nesses casos os médicos podem adotar uma abordagem de monitoramento para observar o crescimento deles ao longo do tempo. O tratamento para tumores de hamartoma, quando necessário, depende em grande medida da localização em que eles crescem e dos sintomas prejudiciais que estejam causando.

Se a pessoa começar a sofrer convulsões, os médicos podem prescrever anticonvulsivantes para reduzir os episódios. Se a pessoa não responder à medicação, poderá ser necessária a remoção cirúrgica da lesão.

Como evolui em geral o hamartoma?

Muitas vezes os hamartomas não causam prejuízos ao organismo, mas dependendo de onde eles cresçam, externa ou internamente, podem causar sintomas com risco de vida.

Veja também sobre “Distinção entre tumores benignos e malignos”, “Convulsões” e “Biópsia”.

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas dos sites da University of Iowa – Hospital and Clinics e da Mayo Clinic.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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