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Informações necessárias sobre o choque hipovolêmico

sexta-feira, 20 de maio de 2016
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Informações necessárias sobre o choque hipovolêmico

O que é choque hipovolêmico?

O choque hipovolêmico (ou choque hemorrágico) é a condição clínica que resulta da eventual perda de mais de 20% do sangue e/ou fluidos do corpo.

Quais são as causas do choque hipovolêmico?

O choque hipovolêmico pode dever-se a sangramentos de cortes graves ou feridas, sangramento de lesões traumáticas devido a acidentes, sangramento de órgãos internos ou sangramento vaginal significativo. A perda de fluidos, implicando numa diminuição do sangue total, pode ocorrer em casos de diarreia excessiva ou prolongada, queimaduras graves, vômitos intensos e suor excessivo.

Qual é a fisiopatologia do choque hipovolêmico?

O sangue transporta oxigênio e outras substâncias essenciais para os órgãos e tecidos do corpo. Quando ocorre um sangramento grave, não há sangue suficiente na circulação e o coração deixa de ser a bomba eficaz que normalmente é. A perda intensa de líquidos torna impossível que o coração bombeie uma quantidade suficiente de sangue para o corpo e, dessa forma, o choque hipovolêmico pode levar à falência de vários órgãos. A pressão arterial cai e isso pode ser fatal.

Quais são as principais características clínicas do choque hipovolêmico?

Os sintomas do choque hipovolêmico variam com a intensidade da perda de fluidos ou de sangue. No entanto, todos os sintomas de choque põem a vida em risco e precisam de tratamento médico de emergência. Os sintomas de sangramentos internos podem ser difíceis de reconhecer até que os sintomas do choque apareçam. Os sangramentos externos são, obviamente, mais visíveis.

Os sintomas mais leves incluem dor de cabeça, fadiga, náuseas, transpiração intensa e tonturas. Os mais graves incluem pele pálida, fria ou úmida, respiração rápida e superficial, taquicardia, urina escassa ou ausente, confusão mental, fraqueza, pulso fraco, lábios e unhas azuis (cianose), tontura e perda de consciência.

Além dos sinais e sintomas do choque hipovolêmico é importante detectar os sinais e sintomas de hemorragia interna. Esses podem incluir dor abdominal, presença de sangue nas fezes, na urina ou nos vômitos, dor no peito e inchaço abdominal. As crianças muito jovens e os idosos são mais susceptíveis ao choque hipovolêmico.

Como o médico diagnostica o choque hipovolêmico?

Além da história clínica e dos sintomas físicos, o médico pode valer-se de vários exames para confirmar o choque hipovolêmico, entre os quais se incluem: exame de sangue para verificar se há desequilíbrio eletrolítico e testar o funcionamento dos rins e a função hepática; tomografia computadorizada ou ultrassonografia para visualizar os principais órgãos do corpo; ecocardiograma; eletrocardiograma para avaliar o ritmo cardíaco; endoscopia, para examinar o esôfago e outros órgãos gastrointestinais; cateterismo cardíaco direito para verificar se o coração está bombeando corretamente e cateter urinário para medir a quantidade de urina na bexiga. Dependendo dos sinais e sintomas, o médico pode ainda acrescentar outros exames.

Como o médico trata o choque hipovolêmico?

O choque hipovolêmico requer atenção médica imediata, de emergência, e deve ser tratado em um hospital, onde a pessoa deve receber fluidos e produtos derivados do sangue por via intravenosa. Paralelamente, deve ser também tratada a lesão ou doença causadora do choque. As reposições incluem transfusão de plasma sanguíneo, plaquetas, glóbulos vermelhos e cristaloides intravenosos. Os médicos também podem administrar medicamentos que aumentam a força de bombeamento do coração e antibióticos para prevenir possíveis infecções bacterianas.

Como evolui em geral o choque hipovolêmico?

O choque hipovolêmico é uma emergência médica que sempre significa risco de vida e, se progressivo e não tratado, leva inexoravelmente à morte. A recuperação do choque hipovolêmico depende da condição médica anterior do paciente e do grau do próprio choque. Aquelas pessoas com graus mais leves de choque terão um tempo de recuperação mais rápido. Se houver danos graves a órgãos, pode levar muito mais tempo para recuperar. Nos casos mais severos, os danos nos órgãos podem ser irreversíveis.

Quais são as complicações possíveis do choque hipovolêmico?

As complicações associadas ao choque hipovolêmico podem ser danos a órgãos vitais como os rins ou o cérebro, gangrena dos braços ou pernas e ataque cardíaco.

 

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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