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Leucemia mieloide crônica

Friday, July 16, 2021
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Leucemia mieloide crônica

O que é leucemia mieloide crônica?

A leucemia mieloide crônica é um tipo raro de câncer de células do sangue, que começa na medula óssea, em que há uma produção em excesso de glóbulos brancos imaturos, prejudicando as células sanguíneas normais e suas funções. É uma condição de progressão lenta.

Quais são as causas da leucemia mieloide crônica?

Não se conhece as causas da leucemia mieloide crônica, mas sabe-se que ela não é uma doença hereditária. Ela é causada por uma mutação de cromossomos, que ocorre espontaneamente, sem que se saiba as causas dessa mutação. Ela pode acontecer em qualquer idade, mas as pessoas com mais idade são as mais atingidas.

Qual é o mecanismo fisiológico da leucemia mieloide crônica?

As células sanguíneas nascem e crescem na medula óssea (principalmente da bacia e do esterno) e quando amadurecidas são lançadas na corrente sanguínea. Na leucemia mieloide crônica as células precursoras dos linfócitos (glóbulos brancos do sangue), chamadas blastos, passam a se desenvolver de forma descontrolada, embora lenta, e muitas vezes nem são lançadas na corrente sanguínea. Quando lançadas, não conseguem desempenhar as funções das células maduras, de proteger o organismo contra bactérias e vírus.

Leia mais sobre "Leucemia mieloide aguda", "Leucocitose","Leucopenia", "Anemia aplásica" e "Plaquetas baixas".

Quais são as principais características clínicas da leucemia mieloide crônica?

Embora seja uma condição grave se não for tratada adequadamente, a leucemia mieloide crônica tende a desenvolver-se muito lentamente, por meses ou anos, sem apresentar muitos sintomas. Quando ocorrem, os sintomas incluem sangramento fácil, hematomas, sensação de fraqueza ou cansaço, suor noturno, perda de peso e pele pálida.

Pode causar o aumento do baço, do fígado e de outros órgãos, causando desconforto abaixo das costelas do lado esquerdo e, além disso, também pode causar infecções, anemias e hemorragias, entre outros problemas.

A leucemia mieloide crônica pode ocorrer em qualquer idade, mas a maioria dos casos ocorre na faixa etária acima dos 50 anos.

Como o médico diagnostica a leucemia mieloide crônica?

Algumas vezes, sobretudo inicialmente, a leucemia mieloide crônica não apresenta sintomas. O diagnóstico sempre requer exames laboratoriais ou de imagem, mas a doença geralmente é diagnosticada durante exames de rotina ou exames direcionados a outras doenças.

Quando há suspeita de leucemia mieloide crônica, podem ser solicitados hemograma completo, mielograma (exame de aspiração da medula óssea), biópsia da medula óssea, análise citogenética e teste de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase).

Como o médico trata a leucemia mieloide crônica?

O tratamento de controle da leucemia mieloide crônica deve ser contínuo e dura toda a vida. A realização de exames periódicos é essencial para que médicos e pacientes acompanhem a eficácia do tratamento e escolham a melhor forma de dar continuidade a ele.

Apesar da leucemia mieloide crônica ser uma doença crônica, quanto maior for a adesão ao tratamento, maiores são as chances de reduzi-la a níveis tão baixos que quase não se possa detectá-la.

Os tratamentos clássicos incluem medicamentos direcionados a ela, transplante de células-tronco, quimioterapia e terapia biológica. Atualmente é possível controlar a doença apenas com medicação oral diária, sem ser necessário quimioterapia.

A escolha do tratamento depende da idade do paciente, da sua saúde geral e da fase da doença. Quando o paciente não responder aos tratamentos instituídos, pode-se pensar no transplante de medula óssea. A cirurgia para retirada do baço pode ser feita se o crescimento desse órgão começar a pressionar outros órgãos próximos.

Como evolui em geral a leucemia mieloide crônica?

Atualmente, mais de 70% dos pacientes conseguem obter remissão completa da doença, quando tratada adequadamente.

Veja sobre "Composição e funções do sangue", "Leucemias", "Leucemia linfocítica aguda (LLA)" e "Leucemia linfocítica crônica (LLC)".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites do NIH - National Institutes of Health e da Encyclopedia Britannica.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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