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Meduloblastoma - saiba mais sobre esse tumor cerebral

quinta-feira, 20 de maio de 2021
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Meduloblastoma - saiba mais sobre esse tumor cerebral

O que é meduloblastoma?

O meduloblastoma (latim: medula = medula + grego: blasto = primitivo e oma = tumor) é um tumor cerebral cancerígeno invasivo, de crescimento rápido, que começa na parte inferior e posterior do cérebro (fossa posterior). Afeta o cerebelo, que é o órgão envolvido na coordenação motora, equilíbrio e movimento muscular. É muito mais comum em crianças que em adultos.

Quais são as causas do meduloblastoma?

A etiologia do meduloblastoma ainda é desconhecida. No entanto, há razões para supor que, na maioria dos pacientes, ele seja causado por mutações genéticas, como muitos dos demais cânceres. O meduloblastoma costuma ocorrer com frequência em associação com as síndromes de Gorlin e de Turcot.

Leia sobre "Tumores cerebrais", "Hidrocefalia", "Edema cerebral" e "Hipertensão intracraniana".

Qual é o substrato fisiopatológico do meduloblastoma?

Os meduloblastomas são tumores que começam nas células fetais embrionárias do cérebro, as células neurológicas mais primitivas da medula. São tumores invasivos, de crescimento rápido, que se espalham pelo líquido cefalorraquidiano (líquido que envolve e protege o cérebro e a medula espinhal) e frequentemente produzem metástases em diferentes locais ao longo da superfície do cérebro e da medula espinhal, até a cauda equina. Muito dificilmente se espalham para fora do tecido cerebral.

Embora os meduloblastomas não sejam herdados, certas síndromes hereditárias podem aumentar o risco de desenvolver esses tumores.

Quais são as características clínicas do meduloblastoma?

O meduloblastoma pode ocorrer em qualquer idade, mas acontece com mais frequência em crianças pequenas. Embora seja raro, é o tumor cerebral cancerígeno mais comum em crianças. E só excepcionalmente acontece em adultos.

Os sinais e sintomas específicos associados a um meduloblastoma variam de pessoa para pessoa com base na localização e tamanho exatos do tumor e se ele se espalhou para outras áreas. Eles podem incluir dores de cabeça, náuseas, vômitos, cansaço, tonturas, visão dupla, má coordenação, caminhada instável e outras manifestações anormais.

Muitas crianças com meduloblastoma desenvolvem papiledema, uma condição na qual o nervo óptico incha devido ao aumento da pressão intracraniana, podendo causar redução da clareza da visão. Frequentemente, o papiledema pode ser o primeiro sinal que leva as crianças afetadas à atenção de um neurologista.

O meduloblastoma tende a se espalhar através do líquido cefalorraquidiano para outras áreas ao redor do cérebro e da medula espinhal, mas raramente se espalha para outras áreas do corpo fora do sistema nervoso central.

Como o médico diagnostica o meduloblastoma?

O diagnóstico começa com um apanhado dos sinais e sintomas exibidos e relatados pelo paciente e uma revisão do histórico médico dele. Os testes e procedimentos usados para diagnóstico incluem:

  1. Exame neurológico, durante o qual devem ser testados a visão, a audição, o equilíbrio, a coordenação e os reflexos. Isso ajuda a determinar qual parte do cérebro pode ter sido afetada pelo tumor.
  2. Exames de imagens, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética e técnicas mais avançadas, como ressonância magnética de perfusão e espectroscopia de ressonância magnética.
  3. Punção lombar, que é a remoção de uma amostra do líquido cefalorraquidiano para exame em laboratório e procura de células tumorais ou outras anormalidades.
  4. Biópsia. Não é comum fazer-se biópsia, mas ela pode ser recomendada se os exames de imagem não forem típicos de meduloblastoma.

Como o médico trata o meduloblastoma?

O tratamento é decidido levando-se em conta vários fatores, como idade e saúde geral do paciente, subtipo e localização do tumor, grau e extensão do tumor e outros fatores mais. Na maioria dos casos inclui cirurgia, seguida de radioterapia ou quimioterapia, ou ambas.

O meduloblastoma pode crescer e bloquear o fluxo do líquor, o que causa um acúmulo de líquido e exerce pressão sobre o cérebro (hidrocefalia). Uma cirurgia pode ser feita então para aliviar o acúmulo de fluido no cérebro, para remover o tumor ou para resolver ambos.

Às vezes, não é possível remover inteiramente o tumor porque o meduloblastoma se formou muito perto de estruturas críticas ou nas profundezas do cérebro. A radioterapia é feita para matar as células cancerosas. Visando esse mesmo efeito pode-se usar ao mesmo tempo também a quimioterapia.

Como evolui o meduloblastoma?

A taxa de sobrevida relativa é de 60% se o meduloblastoma aparece aos 5 anos de idade, de 52% se aparece aos 10 anos e de 47% se aparece aos 20 anos. As crianças, pois, têm melhor prognóstico que os adultos.

Veja também sobre "Meningite", "Hérnias cerebrais" e "Meningiomas".

 

Referências:

 As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites do National Cancer Institute (USA) e da NORD – National Organization for Rare Disorders (USA).

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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