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Meningismo - O que é, como é feito o diagnóstico e como tratar?

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022
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Meningismo - O que é, como é feito o diagnóstico e como tratar?

O que é meningismo?

O meningismo é um conjunto de sintomas semelhantes aos da meningite, mas não causados ​​por meningite. Enquanto a meningite é a inflamação das meninges (três delicadas membranas que cobrem o sistema nervoso central e que contêm o líquido cefalorraquiano), o meningismo é causado por irritação não infecciosa das meninges.

O termo meningismo foi primeiramente empregado por neurologistas franceses para destacá-lo da meningite. Num sentido amplo, contudo, pode-se dizer que a meningite causa um meningismo, mas, mais especificamente, o termo meningismo tem sido usado na Medicina para descrever as formas não meningíticas de irritação das meninges.

Quais são as causas do meningismo?

Meningismo pode ocorrer por conta de uma meningite, mas o termo é mais comumente empregado para descrever outras formas de irritação das meninges que podem ocorrer, entre outras causas, por:

  • hemorragia subaracnoidea;
  • neoplasias do cérebro e das meninges;
  • acidente vascular cerebral extenso afetando uma área adjacente aos espaços com líquido cefalorraquidiano;
  • sarcoidose do sistema nervoso central (neuro-sarcoidose);
  • lúpus eritematoso sistêmico;
  • drogas e produtos químicos.

Raros casos relatados indicam que o meningismo também pode ocorrer por substâncias injetadas no espaço subaracnoide quando de punções lombares.

Leia sobre "Meningite  - o que é", "Hidrocefalia", "Macrocefalia" e "Edema cerebral".

Qual é o substrato fisiopatológico do meningismo?

A inflamação das meninges é a patologia básica na produção dos sinais de irritação meníngea. A característica patológica dessa inflamação é um exsudato no espaço subaracnoideo, onde a infiltração linfocítica perivascular, bem como a astrocitose e a gliose são achados proeminentes, sobretudo no meningismo de causa infecciosa.

Quais são as características clínicas do meningismo?

Clinicamente, o meningismo envolve uma tríade sintomática:

  1. rigidez da nuca com incapacidade de flexionar o pescoço;
  2. fotofobia, que é a intolerância à luz brilhante;
  3. dor de cabeça, além dos sinais de Kernig (neurologista russo - 1840–1917) e Brudzinski (pediatra polonês - 1874-1917), sobre os quais esclarecemos abaixo.

A rigidez da nuca, devido a um espasmo doloroso dos músculos extensores, é a incapacidade de flexionar para frente os músculos do pescoço. Se a flexão for dolorosa, mas a amplitude do movimento completo, a rigidez da nuca é considerada ausente. Em adultos com meningite, a rigidez da nuca está presente em 30% e sinal de Kernig ou Bruzinski apenas em 55%.

Como o médico diagnostica o meningismo?

Uma coisa é definir se a condição que o paciente apresenta é um meningismo; outra coisa diferente é determinar a causa dele. O diagnóstico se o quadro é ou não um meningismo começa pela tomada da história clínica e exame físico, o qual pode mostrar os principais sinais clínicos que indicam meningismo, que são rigidez da nuca e os sinais de Kernig e Brudzinski.

O sinal de Kernig é positivo quando a coxa é flexionada no quadril e joelho em ângulos de 90 graus, e a extensão subsequente no joelho é dolorosa. Com essa manobra, os pacientes também podem apresentar opistótono (espasmos musculares envolvendo todo o corpo).

Dos sinais de Brudzinski, o mais comumente utilizado é a flexão forçada do pescoço, que é positivo quando provoca uma flexão reflexa dos quadris. Outros sinais atribuídos a Brudzinski são o sinal sinfisário, no qual a pressão na sínfise púbica leva à abdução da perna e à flexão reflexa do quadril e do joelho, e o reflexo de Brudzinski, no qual a flexão passiva de um joelho sobre o abdome leva à flexão involuntária na perna oposta e o alongamento de um membro que foi flexionado à extensão contralateral.

Uma diferenciação tem de ser feita com outras condições que imitam o meningismo (podem mostrar resistência à rotação cervical), tais como: espondilose cervical, após fusão cervical; mal de Parkinson; pressão intracraniana aumentada; reação distônica aguda; tétano; e envenenamento por estricnina.

O diagnóstico da causa subjacente levará à solicitação de outros exames bioquímicos e de imagens, na dependência de qual seja a suspeita clínica.

Como tratar o meningismo?

O repouso prolongado em decúbito dorsal geralmente resulta em alívio ou desaparecimento completo da cefaleia e dos sinais meníngeos. Ao mesmo tempo, a condição de base deve estar recebendo o tratamento adequado. O monitoramento dos sinais meníngeos é útil para a avaliação da condição do paciente durante o tratamento.

Veja também sobre "Mitos e verdades sobre dor de cabeça" e "10 sinais precoces da doença de Parkinson".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente do site da U.S. National Library of Medicine.

Nota ao leitor:

As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

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